O avanço do microSD
Apesar dos CDRs e CDRWs também serem muito populares, os legítimos herdeiros dos disquetes acabaram sendo os pendrives. Com as sucessivas quedas nos preços, hoje em dia quase todo mundo que tem alguma afinidade com tecnologia tem pelo menos um, ou, em alguns casos, vários deles. Entretanto, apesar de populares, os pendrives estão rapidamente se tornando coisa do passado. A mudança não tem nada a ver com a velocidade, o tamanho ou a capacidade, mas com a massiva popularização dos cartões microSD. A grande vantagem dos cartões microSD é que eles podem ser usados em praticamente qualquer dispositivo. Você pode usar no seu smartphone, na sua câmera, e assim por diante, sem falar na possibilidade de compartilhar o mesmo cartão entre vários aparelhos. Existem adaptadores do formato microSD para o miniSD e SD e também diversos adaptadores que permitem encaixá-los diretamente na porta USB, fazendo as vias de pendrive. Você pode, inclusive, usar um adaptador SD para ler o cartão microSD, usando o leitor de cartões que você já tem.
Existem também adaptadores microSD > Memory Stick Duo, o que permite utilizá-los em aparelhos da Sony, sem falar nos inúmeros modelos de leitores compactos, que transformam o microSD em um micro-pendrive:
Entretanto, o fator que está empurrando a popularização dos cartões microSD não tem tanto a ver com a flexibilidade, mas sim com o custo. Os cartões microSD são produzidos diretamente em torno dos chips de memória, sem o uso de nenhum circuito adicional. O controlador é incluído diretamente dentro do chip e os contatos do cartão são ligados diretamente em contatos do chip de memória, que é então acessado diretamente pelo dispositivo no qual ele é encaixado. Você pode pensar nos cartões microSD como chips de memória flash avulsos, que você pode usar onde quiser. Em comparação, em um pendrive é necessário incluir também um chip controlador (que faz a interface entre o chip de memória e o controlador USB), além da placa de circuito, o cristal de clock e outros componentes, um conjunto que acaba saindo mais caro:
Originalmente, os cartões microSD eram mais caros, já que, no início, poucos fabricantes os produziam. Entretanto, conforme o volume de produção foi crescendo, os preços foram caindo. No início de 2009, já era possível comprar cartões microSD de 4 GB por US$ 10 e cartões de 8 GB por menos de US$ 30 no Ebay ou em lojas como o DealExtreme, preços mais baixos que pendrives da mesma capacidade. Essa é uma tendência que logo vai se mostrar também nos preços do Brasil.
Com isso, acaba sendo mais vantajoso comprar cartões microSD e usar os adaptadores apropriados para utilizá-los onde precisar, do que comprar pendrives, que servem apenas como pendrives. Outra tendência crescente, é simplesmente usar o smartphone ou a câmera como meio de transporte de dados no lugar dos pendrives, carregando apenas o cabo USB. A grande maioria oferece suporte ao modo mass-storage, de forma que eles são detectados como pendrives ao serem plugados no PC. Um problema que afetou a geração inicial de cartões microSD foi a questão da capacidade, já que, diferente de um pendrive, onde é possível usar vários chips, em um cartão microSD existe espaço para apenas um. A solução veio com o die-stacking, técnica na qual dois ou mais chips são "empilhados", conectados entre si e selados dentro de um único encapsulamento, que possui o mesmo formato e contatos que um chip tradicional:
Assim como em outras tecnologias, o uso do die-stacking inicialmente encarecia os chips, mas, com a evolução das técnicas de produção, ele acabou resultando em redução de custos, já que boa parte do preço de um chip de memória flash corresponde, justamente, ao processo de encapsulamento. Com isso, acaba sendo bem mais barato produzir um único chip com 8 camadas, do que 8 chips separados, por exemplo. Concluindo, as taxas de leitura e escrita do cartão de memória dependem não apenas do chip, mas também do controlador usado. Um bom exemplo disso é a baixíssima taxa de transferência oferecida pelos aparelhos da Nokia ao acessar o cartão em modo usb-storage (com o smartphone ligado ao PC através da porta USB). Modelo após modelo, a Nokia continuou utilizando o mesmo controlador ultrapassado, que limita as taxas de transferência a pouco mais de 750 KB/s e faz com que a cópia de grandes arquivos para o cartão demore uma eternidade. Se você transfere vídeos ou um grande volume de arquivos de música com freqüência, acaba sendo mais prático usar um leitor de cartões; já que, nos modelos compatíveis com o USB 2.0, a velocidade fica limitada apenas às taxas suportadas pelo cartão. Se você tem um notebook com um leitor de cartões SD, pode usar o adaptador microSD > SD que vem junto com o cartão, deixando-o permanentemente encaixado, pronto para uso:
A Nokia resolveu o problema apenas com o N96, que finalmente trouxe um controlador atualizado. Ele oferece uma taxa máxima superior a 6 MB/s (variando de acordo com as taxas oferecidas pelo cartão). Entretanto, mesmo no caso dele, alguns continuam preferindo usar o adaptador para o cartão, por ser mais fácil de carregar que o cabo USB. Os menores, usam um strap que permite que você os carregue junto com as chaves.
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Autor: Carlos E. Morimoto
Páginas: 432 Formato: 23 x 16 cm Editora: GDH Press e Sul Editores ISBN: 978-85-99593-14-1 » R$ 48,00 + frete (Preço nas livrarias: R$ 60) » Compre o seu Descrição: Quando falamos em "smartphone", o primeiro modelo que vem à mente é o iPhone, mas ele é na verdade apenas mais um em uma briga que envolve aparelhos baseados em diversas outras plataformas, incluindo o Symbian, o Windows Mobile, o BlackBerry e o Android. Com tantas plataformas, fabricantes, modelos e serviços diferentes, é complicado fazer a escolha certa. Este livro é um guia para entender as opções, as tecnologias usadas e as variações de recursos entre os diferentes modelos. Ele mostra como obter o máximo mesmo de modelos relativamente simples e baratos, permitindo que você tire o melhor proveito da tecnologia, sem precisar gastar muito. |
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