A guerra dos formatos
Entre os concorrentes, tivemos o CompactFlash (que é ainda utilizado em algumas câmeras de uso profissional, devido à boa taxa de transferência oferecida pelos cartões), o SmartMedia (o falido antecessor dos cartões SD atuais, que foi desenvolvido pela Toshiba), o xD (usado em algumas câmeras da Olympus e da Fujifilm), o MMC (o padrão semi-aberto, antecessor do SD) e o Memory Stick (o padrão proprietário da Sony).
Destes quatro padrões iniciais, o único que deixou descendentes é o Memory Stick, que deu origem ao Memory Stick Pro Duo e ao Memory Stick Micro (ou M2), que são os formatos utilizados pela Sony na maioria de seus produtos:
Memory Stick Pro Duo e Memory Stick Micro M2 Muito se discute sobre qual é o motivo da Sony insistir em seus padrões proprietários, já que cartões mais caros servem apenas para reduzir as vendas dos produtos. A verdade é que, mesmo dentro da Sony, existem vozes contrárias, tanto que alguns modelos recentes, como o Xperia X1, já utilizam cartões microSD. Finalmente, temos o SD (Secure Digital), que acabou vencendo a guerra e se tornando o formato dominante. Existem três formatos de cartões SD. Além do formato padrão, temos os cartões miniSD e microSD, versões miniaturizadas, que são eletricamente compatíveis com o padrão original e podem ser usadas no lugar dos cartões SD regulares, com a ajuda de adaptadores simples. O miniSD mede 2.15 x 2.0 cm, com apenas 1.4 mm de espessura, enquanto o microSD é um formato ainda menor, onde o cartão mede apenas 1.5 x 1.1 cm e tem apenas 1 mm de espessura. O SD original, que já parecia pequeno na época em que foi lançado, parece um gigante perto do microSD:
O SD original é usado apenas em aparelhos muito antigos, como o Treo 650. Aparelhos lançados entre 2005 e 2006, como o Motorola Q e o Nokia E62 utilizam cartões miniSD, enquanto quase todos os smartphones atuais já migraram para os cartões microSD, fazendo com que eles respondessem por mais de 80% dos cartões de memória vendidos no segundo semestre de 2008. Além do formato, outra questão importante sobre os cartões SD é a questão da capacidade. Inicialmente, o padrão de cartões SD previa o desenvolvimento de cartões de até 2 GB, formatados por padrão em FAT16. Você pode reformatar o cartão em NTFS ou em outros sistemas de arquivos, mas, nesse caso, a maior parte das câmeras e outros dispositivos deixam de conseguir acessá-lo, embora você ainda consiga acessar o cartão normalmente se conectá-lo a um PC usando um adaptador USB. Quando o limite de 2 GB foi atingido, os fabricantes passaram a criar extensões para permitir a criação de cartões de 4 GB, usando hacks para modificar o sistema de endereçamento e passando a usar o sistema FAT32 (no lugar do FAT16) na formatação. Estes cartões de 4 GB "não-padronizados" são compatíveis com a maioria dos dispositivos antigos, mas você pode enfrentar problemas diversos de compatibilidade, já que eles não seguem o padrão. Para colocar ordem na casa, foi criado o padrão SDHC (Secure Digital High Capacity), onde a tabela de endereçamento foi expandida e o sistema de arquivos FAT32 passou a ser oficialmente usado. Todos os cartões que seguem o novo padrão carregam o logotipo "SDHC" ou "microSDHC" (que permite diferenciá-los dos cartões de 4 GB "não-oficiais") e trazem um número de classe, que indica a taxa de transferência mínima em operações de escrita. Veja um exemplo de cartão com o logotipo:
Os cartões "Class 2" gravam a 2 MB/s, os "Class 4" a 4 MB/s, os "Class 6" a 6 MB/s, e assim por diante. O mesmo se aplica aos cartões miniSD e microSD. Note que a numeração não diz nada sobre a velocidade de leitura, mas ela tende a ser proporcionalmente maior. O lançamento do padrão SDHC criou problemas de compatibilidade entre os novos cartões e aparelhos antigos. Para suportar o SDHC, é necessário que o dispositivo utilize um controlador compatível e, também, um firmware atualizado. Muitos modelos lançados de 2006 em diante, que originalmente não oferecem suporte ao SDHC, podem se tornar compatíveis através de atualizações de firmware, mas, por outro lado, existem também muitos modelos recentes que realmente ficarão para sempre limitados aos cartões de 2 GB. Eles podem até parecer satisfatórios hoje, mas vão deixar de ser a partir do momento em que cartões de 8 GB por R$ 50 (ou menos, já que os preços caem continuamente) começarem a aparecer nas lojas. Em muitos casos, é possível utilizar os cartões de 4 GB não-padronizados nesses aparelhos (eles podem ser diferenciados dos SDHC facilmente, pois não possuem o logo), mas, nesse caso, é uma questão de tentativa e erro. É muito melhor confirmar a compatibilidade com o SDHC antes de comprar. O padrão SDHC original prevê a criação de cartões de até 32 GB, que é o limite de tamanho para partições FAT 32 com clusters de 16 KB. Em 2009 foi anunciado o formato SDXC (SD Extended Capacity), que elevou o limite para 2 TB, adotando o uso do sistema de arquivos exFAT (o sucessor do FAT32, que utiliza um sistema de endereçamento de 64 bits). A mudança do SDHC para o SDXC não será indolor, já que o novo sistema de endereçamento torna necessário o uso de controladores atualizados e mudanças nos softwares. Por outro lado, ela é uma atualização necessária, já que os cartões de 64 e 128 GB já estão no horizonte. Outra observação é que as especificações de muitos smartphones falam em compatibilidade com cartões de até 8 GB ou 16 GB, enquanto outros falam em compatibilidade com cartões de até 32 GB:
Estes números indicam apenas a capacidade máxima para a qual ele foi certificado, ou seja, a que foi efetivamente testada e é garantida pelo fabricante, e não necessariamente a capacidade máxima realmente suportada. Como todos suportam o padrão SDHC, todos devem suportar cartões de até 32 GB sem percalços. Afinal, é justamente para isso que o padrão foi criado.
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Autor: Carlos E. Morimoto
Páginas: 432 Formato: 23 x 16 cm Editora: GDH Press e Sul Editores ISBN: 978-85-99593-14-1 » R$ 48,00 + frete (Preço nas livrarias: R$ 60) » Compre o seu Descrição: Quando falamos em "smartphone", o primeiro modelo que vem à mente é o iPhone, mas ele é na verdade apenas mais um em uma briga que envolve aparelhos baseados em diversas outras plataformas, incluindo o Symbian, o Windows Mobile, o BlackBerry e o Android. Com tantas plataformas, fabricantes, modelos e serviços diferentes, é complicado fazer a escolha certa. Este livro é um guia para entender as opções, as tecnologias usadas e as variações de recursos entre os diferentes modelos. Ele mostra como obter o máximo mesmo de modelos relativamente simples e baratos, permitindo que você tire o melhor proveito da tecnologia, sem precisar gastar muito. |
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