Outras opções
Os principais problemas são que eles são caros (a maioria dos modelos custa mais de R$ 200) e você tem o trabalho de armar o teclado e apoiar o smartphone sobre a base cada vez que for usar. Outra limitação é que o teclado é utilizável apenas sobre superfícies planas, diferente de aparelhos com teclado QWERTY embutido, como o E71, que podem ser usados em praticamente qualquer lugar. Existem ainda soluções futuristas, como o I-Tech (sucessor do antigo VKB), um módulo portátil que projeta a imagem de um teclado sobre a mesa (ou qualquer outra superfície onde ele for posicionado), utilizando um sensor de movimento para registrar as teclas digitadas. Ele está no mercado desde 2006 (pode ser encontrado por cerca de US$ 150 em algumas lojas online) mas nunca se popularizou, pois é bastante imprático de usar, com destaque para erros na detecção das teclas digitadas, problemas com a sensibilidade e caracteres fantasmas aparecendo de forma randômica enquanto se digita:
Apesar disso, existe a possibilidade de que o sistema seja aperfeiçoado e passe a ser embutido diretamente em alguns aparelhos. Você precisaria, então, apenas deixar o smartphone de pé e ativar a projeção para começar a digitar. Outra idéia curiosa é um sistema de teclado virtual que está sendo desenvolvido pela Nokia, onde você deixa o smartphone apoiado sobre uma superfície plana e posiciona os dedos atrás dele. O software usa a câmera do smartphone para monitorar os movimentos dos dedos e projetá-los em um teclado virtual, mostrado na tela. Para melhorar a precisão, o sistema utiliza também o microfone e um sensor de movimento incluído no aparelho para captar sons e vibrações gerados ao "digitar" as teclas, de forma a distinguir toques de movimentos acidentais:
Por enquanto este é apenas um conceito, mas a Nokia já conseguiu patentear o sistema e parece decidida a colocar a idéia em ação em futuros modelos. Na teoria, o sistema é interessante, mas, na prática, é bastante complicado de implementar. Você pode se perguntar se não seria mais fácil (e barato) simplesmente usar um teclado USB convencional, usando algum adaptador para encaixá-lo na porta mini-USB do smartphone. Afinal, existem alguns teclados USB bastante compactos e até mesmo opções de modelos dobráveis. O grande problema nesse caso é que os smartphones (todos, via de regra) operam em modo "device" (onde o dispositivo é conectado a outros), diferente dos PCs e notebooks, que operam em modo "host" (aceitando a conexão de outros dispositivos). Devido a isso, os smartphones podem se comunicar com um PC, mas não com outros dispositivos, incluindo impressoras, teclados e pendrives. Para que você possa conectar um teclado USB ao smartphone, é necessário que ele inclua o suporte ao modo USB host, onde o aparelho é capaz de acessar outros dispositivos, da mesma forma que um PC. O problema é que isso torna necessário todo um novo conjunto de drivers e de componentes adicionais, que aumentam o custo e a complexidade do aparelho. Outro obstáculo é que operando em modo host a porta USB precisa fornecer energia aos periféricos: 5 volts e 500 milliamperes, que correspondem a 2.5 watts (mais do que qualquer smartphone atual consome, mesmo com todos os recursos ativados). Não seria impossível incluir os circuitos necessários para alimentar a porta, mas o consumo elétrico seria muito elevado, esgotando a carga da bateria rapidamente. Como pode ver, é uma mudança que não se limita a um simples driver atualizado. Apesar disso, existem alguns movimentos nesse sentido. A Microsoft inclui suporte ao modo host no Windows Mobile desde o Pocket PC 2002, com suporte a dispositivos HID (mouse e teclado) e a dispositivos de mass storage (pendrives, cartões de memória e HDs) com partições formatadas em FAT32. O problema é que poucos fabricantes incluem o suporte na parte de hardware em seus aparelhos, de forma que os drivers ficam sem uso. Alguns dos poucos aparelhos onde o modo host está disponível (todos Pocket PCs, e não smartphones) são o Acer N50, o Asus MyPal A730W e o NEC MobilePro P300. Entretanto, mesmo neles, o uso de periféricos USB não é tão simples, pois você precisa de um cabo adaptador e o fornecimento elétrico na porta USB é limitado a 100 milliamperes, o que, combinado com as limitações dos drivers, acaba restringindo bastante a compatibilidade:
Apesar das dificuldades, é provável que mais aparelhos capazes de operar em modo host apareçam no mercado a partir de 2009, finalmente possibilitando o uso de teclados e outros dispositivos USB de forma indolor. Apesar dos desafios técnicos, a demanda existe, e isso é suficiente para fazer com que alguns fabricantes invistam na idéia.
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Autor: Carlos E. Morimoto
Páginas: 432 Formato: 23 x 16 cm Editora: GDH Press e Sul Editores ISBN: 978-85-99593-14-1 » R$ 48,00 + frete (Preço nas livrarias: R$ 60) » Compre o seu Descrição: Quando falamos em "smartphone", o primeiro modelo que vem à mente é o iPhone, mas ele é na verdade apenas mais um em uma briga que envolve aparelhos baseados em diversas outras plataformas, incluindo o Symbian, o Windows Mobile, o BlackBerry e o Android. Com tantas plataformas, fabricantes, modelos e serviços diferentes, é complicado fazer a escolha certa. Este livro é um guia para entender as opções, as tecnologias usadas e as variações de recursos entre os diferentes modelos. Ele mostra como obter o máximo mesmo de modelos relativamente simples e baratos, permitindo que você tire o melhor proveito da tecnologia, sem precisar gastar muito. |
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