As baterias
Para efeito de comparação, um notebook típico, com uma bateria de 11.1V e 4400 mAh de capacidade, dispõe de mais de 48 watts de energia, que, na maioria dos modelos, duram menos de duas horas. Ou seja, enquanto em um notebook o consumo médio fica na casa dos 20 watts/hora, em um smartphone ele fica na casa dos miliwatts. Além das diferenças nos componentes usados (processadores ARM no lugar de processadores x86, por exemplo), os aparelhos utilizam sistemas bastante agressivos de gerenciamento de energia, que fazem com que a maioria dos componentes fiquem desligados na maior parte do tempo, sendo ativados apenas quando são necessários. As especificações de quase todos os aparelhos falam em 200 horas ou mais de autonomia em standby (muitos chegam à marca das 400 horas), mas, na prática, a história é muito diferente. O consumo aumenta se você estiver em uma área de pouca cobertura (já que o aparelho é obrigado a aumentar a potência de transmissão para manter a comunicação com a torre), ao fazer ligações ou ao usar qualquer outro recurso do aparelho. Ao usar o smartphone como modem ou ao utilizar o Fring, Google Maps, ou outros aplicativos que transmitam um volume considerável de dados, a carga acaba durando ainda menos, sobretudo se você está usando um aparelho com suporte a 3G, onde a taxa de transmissão mais elevada faz com que o rádio e os outros circuitos relacionados à transmissão, consumam muito mais energia. Se você usar o smartphone como modem Bluetooth, acessando através do notebook, e decidir baixar um arquivo ISO, por exemplo, vai perceber que a carga da bateria não durará mais do que duas ou três horas (em muitos casos até menos), já que esta é uma situação onde o aparelho precisa manter a maior parte dos componentes ativos. Se tiver curiosidade em calcular a capacidade energética da bateria do seu aparelho, basta olhar as especificações na etiqueta e multiplicar a capacidade (em mAh) pela tensão (em volts). As baterias Li-Ion usadas em smartphones utilizam uma única célula, por isso trabalham com tensão de 3.7V, diferente das baterias de notebook, onde as células são colocadas em série para obter uma tensão de 11.1V. Isso explica porque as baterias de notebook armazenam brutalmente mais energia, mesmo que a capacidade em mAh não seja assim tão diferente. Um outro exemplo são as pilhas recarregáveis. Existem no mercado pilhas de 2000 mAh ou mais; entretanto, elas trabalham com tensão de apenas 1.2V (a tensão nominal das células Ni-MH); por isso, o volume total de energia é muito menor. Basta fazer as contas: uma pilha AA de 2000 mAh armazena 2.4 watts/hora de energia. Mesmo que o seu smartphone usasse duas, a autonomia não seria muito diferente da obtida com a bateria Li-Ion atual (mas, em compensação, o aparelho seria bem maior). Continuando, os primeiros celulares utilizavam baterias Ni-Cad ou Ni-MH, mas elas logo foram substituídas pelas Li-Ion, que são mais leves e oferecem uma densidade energética muito maior. Grande parte disso, se deve ao fato do lítio usado nas baterias ser o metal mais leve (número atômico 3, logo depois do hidrogênio e do hélio). De fato, o lítio não é apenas o mais leve dos metais, mas também duas vezes mais leve que a água.
Ao contrário das antigas baterias Ni-Cad, as baterias Li-Ion não possuem efeito memória, de forma que não existe necessidade de descarregar a bateria completamente antes de carregar, ou de deixar o telefone carregando durante 24 horas nas primeiras recargas. A grande limitação relacionada às baterias Li-Ion é que elas "envelhecem" com o passar do tempo e de acordo com o número de recargas. As primeiras baterias duravam menos de 3 anos (quer a bateria fosse utiliza ou não) e suportavam em torno de apenas 300 ciclos de recarga, de forma que uma bateria muito exigida, chegava a durar apenas alguns meses. Com melhorias nas ligas e processos de fabricação utilizados, a durabilidade das baterias aumentou. Não é incomum que uma bateria Li-Ion atual, conservada adequadamente, dure 4 ou 5 anos e suporte 500 ciclos de recarga ou mais. As baterias Li-Ion se deterioram mais rapidamente quando completamente carregadas ou quando descarregadas. Devido a isso, o ideal é deixar a bateria com de 40 a 50% de carga quando for deixá-la sem uso (é por isso que as baterias vêm parcialmente carregadas de fábrica). O calor acelera o processo, de forma que é interessante evitar deixar o aparelho exposto ao sol em ou lugares abafados.
Evite descarregar a
bateria completamente quando isso não for necessário.
Descarregar a bateria
completamente antes de carregar acaba servindo apenas para
desperdiçar um ciclo de carga/descarga, resultando, na
verdade, em uma pequena redução na vida útil da
bateria. O melhor é simplesmente usar e carregar a bateria
seguindo seu ciclo de uso.
De tempos em tempos (uma vez por mês ou algo do gênero), é recomendável fazer uma descarga completa, de forma a calibrar as medições do circuito da bateria. Todas as baterias Li-Ion usadas comercialmente possuem algum tipo de circuito inteligente, que monitora a carga da bateria. Ele interrompe o carregamento quando a bateria atinge uma tensão limite, e interrompe o fornecimento quando a bateria está quase descarregada, a fim de evitar o esgotamento completo. Conforme a bateria é carregada e descarregada, é normal que a medição do circuito fique descalibrada, fazendo com que o aparelho passe a acusar carga baixa antes do tempo. Descarregar a bateria completamente e em seguida fazer uma carga completa, atualiza as medições, calibrando o medidor.
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Autor: Carlos E. Morimoto
Páginas: 432 Formato: 23 x 16 cm Editora: GDH Press e Sul Editores ISBN: 978-85-99593-14-1 » R$ 48,00 + frete (Preço nas livrarias: R$ 60) » Compre o seu Descrição: Quando falamos em "smartphone", o primeiro modelo que vem à mente é o iPhone, mas ele é na verdade apenas mais um em uma briga que envolve aparelhos baseados em diversas outras plataformas, incluindo o Symbian, o Windows Mobile, o BlackBerry e o Android. Com tantas plataformas, fabricantes, modelos e serviços diferentes, é complicado fazer a escolha certa. Este livro é um guia para entender as opções, as tecnologias usadas e as variações de recursos entre os diferentes modelos. Ele mostra como obter o máximo mesmo de modelos relativamente simples e baratos, permitindo que você tire o melhor proveito da tecnologia, sem precisar gastar muito. |
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