Ativando o SSL
Na grande maioria das distribuições, o pacote com o mod_ssl é instalado juntamente com o pacote principal do Apache, ou é pelo menos disponibilizado como um pacote separado, instalável através do gerenciador de pacotes. No caso das distribuições derivadas do Debian, você precisa apenas ativar o módulo usando o comando "a2enmod". Reinicie o serviço para que a alteração entre em vigor:
# a2enmod ssl No caso do CentOS, é necessário instalar o pacote "mod_ssl" usando o yum. O script de pós-instalação se encarrega de adicionar o script de carregamento na pasta "/etc/httpd/conf.d" automaticamente, concluindo a instalação. Não se esqueça de reiniciar o serviço para que a alteração entre em vigor:
# yum install
mod_ssl Com o módulo carregado, fica faltando apenas o componente mais importante, que é o certificado SSL propriamente dito. Se você quer ativar o SSL para testes ou para uso interno (para acessar alguma ferramenta administrativa instalada no servidor, ou para uso em uma página disponibilizada apenas para um grupo de amigos, por exemplo), você pode simplesmente gerar seu próprio certificado, o que é rápido, grátis e indolor. Se, por outro lado, você está ativando o SSL para uso em um site de comércio eletrônico, é necessário obter um certificado reconhecido através da Verisign ou outra entidade certificadora. Os certificados caseiros são chamados de certificados self-signed (auto-assinados), já que você mesmo faz o papel de entidade certificadora, gerando e assinando o certificado. O algoritmo de encriptação usado é o mesmo, de forma que um certificado self-signed corretamente gerado oferece a mesma segurança que um certificado reconhecido. O grande problema é que os navegadores nos clientes não serão capazes de verificar a autenticidade do certificado, de forma que os visitantes receberão um aviso de "certificado não reconhecido" ao acessarem a página:
O propósito de entidades certificadoras, como a Verisign, é confirmar a titularidade dos certificados, confirmando que o certificado recebido ao acessar determinado site pertence realmente à entidade que o está fornecendo. É isso que garante que você está mesmo acessando o home banking do banco em que tem conta e não o site de um script kiddie qualquer. Certificados assinados por entidades certificadoras são automaticamente aceitos pelos navegadores (já que sua identidade já foi confirmada pela entidade certificadora), o que evita a exibição da mensagem. Vamos então começar com a configuração de um certificado self-signed, e em seguida entender o que muda ao utilizar um certificado reconhecido. » Próximo: Usando um certificado self-signed Você está lendo um tópico de demonstração do livro Servidores, Guia Prático:
Autor: Carlos E. Morimoto
Páginas: 736 Formato: 23 x 16 cm Editora: GDH Press e Sul Editores ISBN: 978-85-99593-13-4 Lançado em: Agosto de 2008 » R$ 76,00 + frete (Preço nas livrarias: R$ 96) » Compre o seu Descrição: O livro Redes e Servidores Linux - Guia Prático foi nosso primeiro best-seller, vendendo um total de 8.000 exemplares em suas duas edições. O processo de atualização do livro acabou dando origem a dois livros separados. O primeiro deles é o livro Redes - Guia Prático, que aborda detalhes sobre a implantação e configuração de redes, abordando detalhes sobre os padrões de rede, configuração no Windows e Linux, configuração de redes wireless e outros temas. O livro Servidores Linux, Guia Prático é o segundo livro da série, que complementa o primeiro, oferecendo uma visão aprofundada sobre a configuração de servidores Linux. No livro você aprenderá a configurar tanto servidores de rede local quanto servidores dedicados, incluindo a configuração do Squid, Samba, Apache, SSH, LTSP, Postfix, Iptables, Bind, Quota e outros serviços. O livro inclui também capítulos sobre virtualização e sobre hardware para servidores, que complementam as informações abordadas nos demais.
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