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    Introdução


    Inicialmente, as redes eram simplesmente uma forma de transmitir dados de um micro a outro, substituindo o famoso DPL/DPC (disquete pra lá, disquete pra cá), usado até então.

    As primeiras redes de computadores foram criadas ainda durante a década de 60, como uma forma de transferir informações de um computador a outro. Na época, o meio mais usado para armazenamento externo de dados e transporte ainda eram os cartões perfurados, que armazenavam poucas dezenas de caracteres cada (o formato usado pela IBM, por exemplo, permitia armazenar 80 caracteres por cartão).

    Eles são uma das formas mais lentas, trabalhosas e demoradas de transportar grandes quantidades de informação que se pode imaginar. São, literalmente, cartões de cartolina com furos, que representam os bits um e zero armazenados:

    De 1970 a 1973 foi criada a Arpanet, uma rede que interligava várias universidades e diversos órgãos militares. Nesta época surgiu o e-mail e o FTP, recursos que utilizamos até hoje. Ainda em 1973 foi feito o primeiro teste de transmissão de dados usando o padrão Ethernet, dentro do PARC (o laboratório de desenvolvimento da Xerox, em Palo Alto, EUA). Por sinal, foi no PARC onde várias outras tecnologias importantes, incluindo a interface gráfica e o mouse, foram originalmente desenvolvidas.

    O padrão Ethernet é utilizado pela maioria das tecnologias de rede local em uso, das placas mais baratas às redes wireless. O padrão Ethernet define a forma como os dados são organizados e transmitidos. É graças a ele que placas de diferentes fabricantes funcionam perfeitamente em conjunto.

    A partir de 1995, com a abertura do acesso à internet, tudo ganhou uma nova dimensão e a principal função da maioria das redes passou a ser simplesmente compartilhar a conexão com a web. Estamos agora assistindo a uma segunda mudança, que é o uso da web não apenas para comunicação, mas como uma forma de rodar aplicativos. Inicialmente surgiram os webmails, depois os clientes de MSN/ICQ (como o meebo.com) e agora temos também processadores de texto, planilhas e outros aplicativos, desenvolvidos com base no Ajax ou outras ferramentas similares, que permitem desenvolver aplicativos web complexos, que rodam com um bom desempenho mesmo em conexões via modem.

    Pouco a pouco, a internet se torna o verdadeiro computador, e o seu PC passa a ser cada vez mais um simples terminal, cuja única função é mostrar informações processadas por servidores remotos.

    Isso se tornou possível devido à popularização do ADSL, wireless e outras formas de acesso rápido e contínuo, às redes locais, que permitem compartilhar a conexão entre vários micros (seja em casa, no escritório ou em uma lan-house) e a servidores como o Apache e o Bind, que formam a espinha dorsal da internet.

    Futuramente, a tendência é que mais e mais aplicativos passem a ser usados via web, tornando um PC desconectado cada vez mais limitado e inútil. Eventualmente, é possível que o próprio PC seja substituído por dispositivos mais simples e baratos, que sirvam como terminais de acesso, mas isso já é um exercício de futurologia ;).


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