Configurando um proxy transparente
Outra vantagem é que este recurso permite usar o proxy sem precisar configurar manualmente o endereço em cada estação. Basta usar o endereço IP do servidor rodando o proxy como gateway da rede. Lembre-se de que, para usar o proxy transparente, você já deve estar compartilhando a conexão no servidor via NAT, como vimos anteriormente. O proxy transparente apenas fará com que o proxy intercepte os acessos na porta 80, obrigando tudo a passar pelas suas regras de controle de acesso, log, autenticação e cache. Para ativar o proxy transparente, rode o comando abaixo. Ele direciona as requisições recebidas na porta 80 para o Squid:
#
iptables -t nat -A PREROUTING -i eth0 -p tcp --dport 80 -j \ O "eth0" no comando indica a placa da rede local, onde o proxy recebe as requisições dos outros micros da rede e o "3128" indica a porta usada pelo Squid. Adicione o comando junto com os 4 comandos que compartilham a conexão no final do arquivo "/etc/rc.local" ou ao seu script de firewall para que ele seja executado durante o boot. Finalmente, você precisa ativar o suporte ao modo transparente dentro do arquivo "/etc/squid/squid.conf" e reiniciar o serviço. Se você está usando uma versão recente, do Squid 2.6 em diante, a configuração é mais simples. Basta substituir a linha "http_port 3128" no início do arquivo por: http_port 3128 transparent Ou seja, na verdade você precisa apenas adicionar o "transparent", para que o Squid passe a entender as requisições redirecionadas pela regra do firewall. No caso das versões mais antigas, anteriores à 2.6 (como a usada no Debian Sarge e no Ubuntu 5.10), é necessário adicionar as quatro linhas abaixo, no final do arquivo "/etc/squid/squid.conf" (neste caso, sem alterar a linha "http_port 3128"):
httpd_accel_host
virtual Em qualquer um dos dois casos, você precisa reiniciar o serviço para que a alteração entre em vigor: # /etc/init.d/squid restart Em caso de dúvida sobre qual versão do Squid está instalada, use o comando "squid -v", que além de reportar a versão, informa todas as opções que foram usadas durante a compilação: # squid -v Squid Cache: Version 2.6.STABLE2 configure options: '--prefix=/usr' '--exec_prefix=/usr' '--bindir=/usr/sbin' '--sbindir=/usr/sbin' '--libexecdir=/usr/lib/squid' '--sysconfdir=/etc/squid' '--localstatedir=/var/spool/squid' '--datadir=/usr/share/squid' '--enable-async-io' '--with-pthreads' '--enable-storeio=ufs,aufs,diskd,null' '--enable-linux-netfilter' '--enable-linux-proxy' '--enable-arp-acl' '--enable-epoll' '--enable-removal-policies=lru,heap' '--enable-snmp' '--enable-delay-pools' '--enable-htcp' '--enable-cache-digests' '--enable-underscores' '--enable-referer-log' '--enable-useragent-log' '--enable-auth=basic,digest,ntlm' '--enable-carp' '--with-large-files' 'i386-debian-linux' 'build_alias=i386-debian-linux' 'host_alias=i386-debian-linux' 'target_alias=i386-debian-linux' Em resumo, você vai ter a conexão compartilhada via NAT no servidor e configurará os clientes para acessar através dela, colocando o servidor como gateway da rede. Ao ativar o proxy transparente, a configuração dos clientes continua igual, a única diferença é que agora (graças à nova regra do Iptables) todo o tráfego da porta 80 passará, obrigatoriamente, pelo servidor Squid. Isso permite que você se beneficie do log dos acessos e do cache feito pelo proxy, sem ter que se sujeitar às desvantagens de usar um proxy, como ter que configurar manualmente cada estação. Uma observação importante é que esta configuração de proxy transparente não funciona em conjunto com o sistema de autenticação incluso no Squid. Ao usar o proxy transparente a autenticação deixa de funcionar, fazendo com que você precise escolher entre as duas coisas. Outra limitação importante do uso do proxy transparente é que ele atende apenas ao tráfego da porta 80. Como a conexão é compartilhada via NAT, todo o tráfego de outros protocolos (incluindo páginas em HTTPS, que são acessadas através da porta 443) é encaminhado diretamente, sem passar pelo proxy. Ou seja, embora seja uma forma simples de implementar um sistema de cache e algumas restrições de acesso, o uso do proxy transparente está longe de ser uma solução ideal. Em situações onde você realmente precisa ter controle sobre o tráfego da rede, a única opção acaba sendo utilizar um proxy "normal", sem NAT. Uma solução para reduzir seu trabalho de administração nesse caso é implantar um sistema de configuração automática de proxy nos clientes.
» Próximo: Usando o Sarg para monitorar o acesso Você está lendo o livro Redes e Servidores Linux 2ed. (publicado em 2006). Se se está em busca de um livro atualizado sobre servidores, leia o Servidores Linux, Guia Prático, que oferece informações atualizadas:
Autor: Carlos E. Morimoto
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