Configurando o cache de páginas e arquivos
1- Cache rápido, feito usando parte da memória RAM
do servidor. O cache na memória RAM é ideal para armazenar arquivos pequenos, como páginas .html e imagens, que serão entregues instantaneamente para os clientes. O cache no HD é usado para armazenar arquivos maiores, como downloads, arquivos do Windows update e pacotes baixados pelo apt-get. O cache na memória RAM é sempre relativamente pequeno. Em um servidor não-dedicado (ou seja, uma máquina que é usada para fazer outras coisas, mas roda também o proxy), você vai reservar algo como 32 ou 64 MB de RAM para o cache, a fim de evitar que o cache do Squid ocupe toda a memória RAM, deixando o micro lento. Se você tiver uma rede maior e preferir deixar um micro dedicado apenas para o Squid, então o cache pode ter até 1/3 da memória RAM do servidor. Não caia no erro de reservar quase toda a RAM para o cache, pois além do cache o sistema vai precisar de memória para fazer outras coisas. Em um servidor com 1 GB de RAM você pode reservar uma percentagem um pouco maior, como 1/2 da memória total. O cache no HD pode ser mais generoso, afinal a idéia é que ele guarde todo tipo de arquivos, principalmente os downloads grandes, que demoram para ser baixados. A única limitação neste caso é o espaço livre no HD. A configuração do cache é feita adicionando mais algumas linhas no arquivo de configuração: 1- A configuração da quantidade de memória RAM dedicada ao cache é feita adicionando a opção "cache_mem", que contém a quantidade de memória que será dedicada ao cache. Para reservar 64 MB, por exemplo, a linha ficaria: cache_mem 64 MB 2- Abaixo vai mais uma linha, que determina o tamanho máximo dos arquivos que serão guardados no cache feito na memória RAM (o resto vai para o cache feito no HD). O cache na memória é muito mais rápido, mas como a quantidade de RAM é muito limitada, é melhor deixá-la disponível para páginas web, figuras e arquivos pequenos em geral. Para que o cache na memória armazene arquivos de até 64 KB, por exemplo, adicione a linha: maximum_object_size_in_memory 64 KB 3- Em seguida vem a configuração do cache em disco, que armazenará o grosso dos arquivos. Por default, o máximo são downloads de 16 MB e o mínimo é zero, o que faz com que mesmo imagens e arquivos pequenos sejam armazenados no cache. Quase sempre é mais rápido ler a partir do cache do que baixar de novo da web, mesmo que o arquivo seja pequeno. Se você faz download de arquivos grandes e deseja que eles fiquem armazenados no cache, aumente o valor da opção "maximum_object_size". Isso é especialmente útil para quem precisa baixar muitos arquivos através do apt-get ou Windows update em muitos micros da rede. Se você quiser que o cache armazene arquivos de até 512 MB, por exemplo, as linhas ficariam:
maximum_object_size
512 MB Você pode definir ainda a percentagem de uso do cache que fará o Squid começar a descartar os arquivos mais antigos. Por padrão, sempre que o cache atingir 95% de uso, serão descartados arquivos antigos até que a percentagem volte para um número abaixo de 90%:
cache_swap_low
90 4- Depois vem a configuração do tamanho do cache em disco propriamente dita, que é composta por quatro valores. O primeiro, (/var/spool/squid) indica a pasta onde o Squid armazena os arquivos do cache. Você pode querer alterar para uma pasta em uma partição separada, por exemplo. O "2048" indica a quantidade de espaço no HD (em MB) que será usada para o cache. Aumente o valor se você tem muito espaço no HD do servidor e quer que o Squid guarde os downloads por muito tempo. Finalmente, os números 16 256 indicam a quantidade de subpastas que serão criadas dentro do diretório. Por padrão, temos 16 pastas com 256 subpastas cada uma. O número "ideal" de pastas e subpastas para um melhor desempenho varia de acordo com o sistema de arquivos usado, mas esta configuração padrão é adequada para a maioria das situações: cache_dir ufs /var/spool/squid 2048 16 256 5- Você pode definir ainda o arquivo onde são guardados os logs de acesso do Squid. Por padrão, o Squid guarda o log de acesso no arquivo "/var/log/squid/access.log". Este arquivo é usado pelo Sarg para gerar as páginas com as estatísticas de acesso. cache_access_log /var/log/squid/access.log 6- Mais uma configuração que você pode querer alterar é o padrão de atualização do cache. Estas três linhas precisam sempre ser usadas em conjunto, ou seja, você pode alterá-las, mas sempre as três precisam estar presentes no arquivo. Eliminando um, o Squid ignora as outras duas e usa o default. Os números indicam o intervalo (em minutos) que o Squid irá aguardar antes de verificar se um item do cache (uma página, por exemplo) foi atualizado, para cada um dos três protocolos. O primeiro número (o 15) indica que o Squid verificará (a cada acesso) se as páginas e arquivos com mais de 15 minutos foram atualizados. Ele faz uma verificação rápida, checando o tamanho do arquivo, o que é rápido. Se o arquivo não mudou, ele continua fornecendo aos clientes o arquivo que está no cache, economizando banda da conexão O terceiro número (o 2280, equivalente a dois dias) indica o tempo máximo, depois do qual o objeto é sempre verificado. Além do http e ftp, o Squid suporta o protocolo gopher, que era muito usado nos primórdios da internet para localizar documentos de texto, mas perdeu a relevância hoje em dia:
refresh_pattern
^ftp: 15 20% 2280 Depois de adicionar estas configurações todas, o nosso arquivo de configuração já ficará bem maior:
http_port
3128
cache_mem
32 MB
acl
all src 0.0.0.0/0.0.0.0
http_access
allow manager localhost
acl
redelocal src 192.168.1.0/24 http_access deny all Aqui já temos uma configuração mais completa, incluindo um conjunto de regras de segurança (para que o proxy seja usado apenas a partir da rede local) e a configuração do cache. Esta é uma configuração adequada para uso em uma rede doméstica ou pequeno escritório. Em uma rede maior, você provavelmente iria querer adicionar algumas limitações de acesso, limitando o acesso a algumas páginas, criando um sistema de autenticação ou limitando o uso com base no horário, entre outras possibilidades. » Próximo: Adicionando restrições de acesso Você está lendo o livro Redes e Servidores Linux 2ed. (publicado em 2006). Se se está em busca de um livro atualizado sobre servidores, leia o Servidores Linux, Guia Prático, que oferece informações atualizadas:
Autor: Carlos E. Morimoto
Páginas: 736 Formato: 23 x 16 cm Editora: GDH Press e Sul Editores ISBN: 978-85-99593-13-4 Lançado em: Agosto de 2008 » R$ 76,00 + frete (Preço nas livrarias: R$ 96) » Compre o seu Descrição: O livro Redes e Servidores Linux - Guia Prático foi nosso primeiro best-seller, vendendo um total de 8.000 exemplares em suas duas edições. O processo de atualização do livro acabou dando origem a dois livros separados. O primeiro deles é o livro Redes - Guia Prático, que aborda detalhes sobre a implantação e configuração de redes, abordando detalhes sobre os padrões de rede, configuração no Windows e Linux, configuração de redes wireless e outros temas. O livro Servidores Linux, Guia Prático é o segundo livro da série, que complementa o primeiro, oferecendo uma visão aprofundada sobre a configuração de servidores Linux. No livro você aprenderá a configurar tanto servidores de rede local quanto servidores dedicados, incluindo a configuração do Squid, Samba, Apache, SSH, LTSP, Postfix, Iptables, Bind, Quota e outros serviços. O livro inclui também capítulos sobre virtualização e sobre hardware para servidores, que complementam as informações abordadas nos demais. Veja também nossos livros Hardware, o Guia Definitivo, Redes, Guia Prático, Smartphones, Guia Prático e Linux, Guia Prático, nossos outros lançamentos. |
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