Aumentando o alcance
Alguns fabricantes chegam a dizer que o alcance dos seus pontos de acesso chega a 300 metros, usando as pequenas antenas padrão. Isso está um pouco longe da realidade, pois só pode ser obtido em campos abertos, livres de qualquer obstáculo e, mesmo assim, com o sinal chegando muito fraco ao final dos 300 metros, já com a rede trabalhando na velocidade mínima, a 1 megabit e com um lag muito grande. Apesar disso, a distância máxima e a qualidade do sinal (e, conseqüentemente, a velocidade de transmissão) podem variar bastante de um modelo de ponto de acesso para outro, de acordo com a qualidade e potência do transmissor e da antena usada pelo fabricante. Existem basicamente três tipos de antenas que podem ser utilizadas para aumentar o alcance da rede: As antenas Yagi são as que oferecem um maior alcance, mas em compensação são capazes de cobrir apenas uma pequena área, para onde são apontadas. Estas antenas são mais úteis para cobrir alguma área específica, longe do ponto de acesso, ou interligar duas redes distantes. Em ambos os casos, o alcance ao usar uma antena Yagi pode passar facilmente ultrapassar os 1000 metros. Usando uma antena de alto ganho em cada ponto, uma delas com um amplificador de 1 watt (o máximo permitido pela legislação), é possível atingir 5 km ou mais. As Yagi são também o melhor tipo de antena a usar quando é preciso concentrar o sinal para "furar" um obstáculo entre as duas redes, como, por exemplo, um prédio bem no meio do caminho. Nestes casos a distância atingida será sempre mais curta, naturalmente. Uma solução muito adotada nestes casos é usar um repetidor instalado num ponto intermediário, permitindo que o sinal desvie do obstáculo. Existem até mesmo pontos de acesso extremamente robustos, desenvolvidos para uso industrial, que além de uma gabinete reforçado, utilizam placas solares e baterias, que permitem a eles funcionar de forma inteiramente autônoma.
Outra solução comum é usar dois dois pares do cabo de rede (a rede funciona perfeitamente apenas com dois cabos) para enviar energia ao ponto de acesso, eliminando o uso de um cabo de força separado. Esta solução é chamada de "Power Over Ethernet" (POE), veja mais detalhes no: http://www.poweroverethernet.com/. Voltando ao tema principal, a instalação das antenas Yagi é complicada, pois uma antena deve ficar apontada exatamente para a outra, cada uma no topo de um prédio ou morro, de forma que não exista nenhum obstáculo entre as duas. No final da instalação é usado um laser para fazer um ajuste fino "mirando" as duas antenas. As antenas feitas com tubos de batatas Pringles são justamente um tipo de antena Yagi de baixo ganho. Outra dica é que os pontos de acesso quase sempre possuem duas saídas de antena. Você pode usar uma antena convencional em uma delas, para manter o sinal em um raio circular, atendendo aos micros próximos e usar uma antena Yagi na segunda, para criar um link com um local específico, distante do ponto de acesso.
A segunda opção são as antenas ominidirecionais, que, assim como as antenas padrão dos pontos de acesso, cobrem uma área circular em torno da antena. Elas são boas irradiando o sinal na horizontal, mas não na vertical, por isso devem ser sempre instaladas "de pé", a menos que a intenção seja pegar sinal no andar de cima. As antenas nos clientes devem sempre estar alinhadas (também de pé) com a antena do ponto de acesso, para uma melhor recepção. Caso o cliente use algum tipo de antena mini-yagi, então a antena deve ficar apontada para o ponto de acesso. A vantagem de usar uma ominidirecional externa é a possibilidade de utilizar uma antena de maior ganho. Existem modelos de antenas ominidirecionais de 3 dBi, 5 dBi, 10 dBi ou até mesmo 15 dBi, um grande avanço sobre as antenas de 2 ou 3 dBi que acompanham a maioria dos pontos de acesso.
Assim como as Yagi, as antenas ominidirecionais podem ser usadas tanto para aumentar a área de cobertura do ponto de acesso, quanto serem instaladas em placas de rede wireless com antenas destacáveis, permitindo captar o sinal do ponto de acesso de uma distância maior. Uma terceira opção de antena são as parabólicas ou miniparabólicas, que também captam o sinal em apenas uma direção, de forma ainda mais concentrada que as Yagi, permitindo que sejam atingidas distâncias maiores. As miniparabólicas mais "populares" possuem, geralmente, 24 ou 28 dbi de potência, enquanto as maiores e mais caras podem chegar a 124 dBi (ou mais).
Estas antenas podem custar de 30 a mais de 200 dólares, dependendo da potência. As antenas Yagi estão entre as mais caras, vendidas por 150 dólares ou mais. Além do problema do preço, existe um aumento no risco de uso indevido na rede, já que o sinal irá se propagar por uma distância maior, mais uma razão para reforçar a segurança. Para ligar as antenas ao ponto de acesso ou à placa é usado um cabo especial chamado pigtail, um cabo fino, sempre relativamente curto, usado como um adaptador entre a minúscula saída usada nas placas e a entrada do cabo ou antena. Os pigtails invariavelmente causam uma pequena perda de sinal, pois para ser flexível o cabo possui apenas uma fina camada de blindagem. Justamente por isso, eles devem ser o mais curto possíveis, tendo apenas o comprimento necessário para realizar a conexão.
Ao cobrir distâncias maiores, o ideal é que o ponto de acesso seja instalado próximo à antena, com um cabo de rede ligando-o ao servidor ou switch. As redes 801.11x trabalham com sinais de baixa potência (em geral menos de 0.25 watt); por isso, qualquer tipo de cabo longo causa uma grande perda de sinal. Para casos em que a antena do ponto de acesso não é suficiente, mas também não existe necessidade de uma antena cara, existe a opção de fazer um concentrador caseiro, um tipo de "antena" que concentra o sinal recebido pela antena padrão do ponto de acesso, fazendo com que ela cubra uma área mais focalizada, porém com um ganho maior. Além de melhorar a qualidade do sinal na área desejada, ela reduz o alcance nas demais direções, fazendo com que seja muito mais difícil captar o sinal da sua rede de fora. Esta é uma receita muito simples. Você precisa de alguma folha de metal ou fio (como uma malha de fios, pedaço de lata ou papel laminado) e um pedaço de isopor ou papelão, recortado em formato de lua e com um orifício no centro, usado para encaixar na antena. O papel laminado é colado em volta do molde e o conjunto é encaixado em uma das antenas do ponto de acesso.
Assim como em uma antena miniparabólica, os sinais recebidos em determinada direção (para onde a antena é apontada) são refletidos de forma concentrada em direção à antena do ponto de acesso ou placa, aumentando o ganho. Por outro lado, o sinal torna-se muito mais fraco nas outras direções, dificultando as coisas para seu vizinho interessado em roubar sinal.
Você pode baixar o modelo com
os ângulos corretos
no:
Várias fotos com exemplos
estão disponíveis no:
Existe ainda a popular
"cantenna", um tipo de antena Yagi feita usando uma lata de
batata Pringles. Você encontra a receita no:
» Próximo: Capítulo 2: Configurando a rede Você está lendo o livro Redes e Servidores Linux 2ed. (publicado em 2006). Se se está em busca de um livro atualizado sobre servidores, leia o Servidores Linux, Guia Prático, que oferece informações atualizadas:
Autor: Carlos E. Morimoto
Páginas: 736 Formato: 23 x 16 cm Editora: GDH Press e Sul Editores ISBN: 978-85-99593-13-4 Lançado em: Agosto de 2008 » R$ 76,00 + frete (Preço nas livrarias: R$ 96) » Compre o seu Descrição: O livro Redes e Servidores Linux - Guia Prático foi nosso primeiro best-seller, vendendo um total de 8.000 exemplares em suas duas edições. O processo de atualização do livro acabou dando origem a dois livros separados. O primeiro deles é o livro Redes - Guia Prático, que aborda detalhes sobre a implantação e configuração de redes, abordando detalhes sobre os padrões de rede, configuração no Windows e Linux, configuração de redes wireless e outros temas. O livro Servidores Linux, Guia Prático é o segundo livro da série, que complementa o primeiro, oferecendo uma visão aprofundada sobre a configuração de servidores Linux. No livro você aprenderá a configurar tanto servidores de rede local quanto servidores dedicados, incluindo a configuração do Squid, Samba, Apache, SSH, LTSP, Postfix, Iptables, Bind, Quota e outros serviços. O livro inclui também capítulos sobre virtualização e sobre hardware para servidores, que complementam as informações abordadas nos demais. Veja também nossos livros Hardware, o Guia Definitivo, Redes, Guia Prático, Smartphones, Guia Prático e Linux, Guia Prático, nossos outros lançamentos. |
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