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    Configuração do BIOS Setup


    BIOS significa “Basic Input Output System”, ou “Sistema Básico de Entrada e Saída”. Um computador é composto de hardware e software. O hardware é toda a parte física do micro: placa mãe, processador, memórias, disco rígido, etc. Enquanto o software é a parte lógica que coordena o seu funcionamento. O BIOS é justamente a primeira camada de software do sistema, que fica gravado em um pequeno chip na placa mãe, e tem a função de “dar a partida”, reconhecendo os dispositivos instalados no micro e realizando o BOOT. Mesmo depois do carregamento do sistema operacional, o BIOS continua provendo muitas informações e executando tarefas indispensáveis para o funcionamento do sistema.

    Muitas das funções executadas pelo BIOS podem ser personalizadas ao gosto do usuário. O Setup é justamente o programa que nos permite configurar estas opções. A velocidade de operação das memórias, o modo de funcionamento dos discos rígidos, e em muitos casos até mesmo a velocidade do processador, são configuráveis através do Setup. Uma configuração errada do Setup pode tornar o sistema até 90 ou 95% mais lento do que com uma configuração otimizada. Claro que esta é uma projeção apocalíptica, que só seria alcançada por alguém que intencionalmente configurasse o Setup visando obter o pior desempenho possível, mas que ilustra bem como “simples” erros de configuração podem tornar o sistema lento.

    Em quase todos os modelos de BIOS, encontramos uma opção de configuração do Setup usando valores default sugeridos pelo fabricante. Estes valores visam que o sistema funcione com o máximo de estabilidade, porém usando-os sacrificamos um pouco do desempenho.

    Geralmente, com configurações otimizadas dos valores do Setup, é possível obter um ganho de performance de 10 ou até 20% sobre os valores defaut. Muitas vezes também, é preciso mudar os valores do Setup para resolver algum conflito entre dispositivos, ou mesmo poder instalar algum periférico em especial. Um exemplo clássico é a opção “Assign IRQ to VGA” que deve estar habilitada para que a maioria das placas de vídeo 3D funcionem corretamente, mas que, em muitas placas mãe, fica desabilitada usando os valores defaut.

    CMOS: CMOS significa “Complementary Metal Oxide Semicondutor”. Nos primeiros PCs, como os antigos XTs e alguns 286s, todos os dados referentes à configuração dos endereços de IRQ, quantidade e velocidade das memórias, HDs instalados, etc. eram configurados através de jumpers na placa mãe. Não é preciso dizer que a configuração de tais jumpers era um trabalho extremamente complicado. Para facilitar a vida dos usuários, foi criado o Setup, que permite configurar facilmente o sistema.

    A função do CMOS, uma pequena quantidade de memória RAM, de geralmente 128 ou 256 bytes, é armazenar os dados do Setup para que estes não sejam perdidos quando desligamos a máquina. Toda vez que o micro é inicializado, o BIOS lê estes valores e opera de acordo com eles. Porém, justamente por ser um tipo de memória RAM, o CMOS é volátil, ou seja: seus valores são perdidos quando ele deixa de ser carregado eletricamente. Justamente por isso, é usada na placa mãe uma pequena bateria que se destina a alimentar o CMOS. Claro que esta bateria não dura para sempre, de modo que periodicamente, a cada 2 ou 3 anos, é preciso trocá-la.

    POST: Durante o boot, o BIOS realiza uma série de testes, visando detectar com exatidão os componentes de hardware instalados no micro. Este teste é chamado de POST (pronuncia-se poust), acrônimo de “Power-On Self Test”. Os dados do POST são mostrados durante a inicialização, na forma da tabela que aparece antes do carregamento do sistema operacional, indicando a quantidade de memória instalada, assim como os discos rígidos, drives de disquetes, portas seriais e paralelas e drives de CD-ROM padrão IDE instalados no micro.

    Além de detectar o hardware instalado, a função do POST é verificar se tudo está funcionando corretamente. Caso seja detectado algum problema em um componente vital para o funcionamento do sistema, como as memórias, processador ou placa de vídeo, o BIOS emitirá uma certa seqüência de bips sonoros, alertando sobre o problema. Problemas menores, como conflitos de endereços, problemas com o teclado, ou falhas do disco rígido serão mostrados na forma de mensagens na tela.



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