Placa 3D
Em ambos os casos, os pacotes com os drivers de vídeo incluem um conjunto de utilitários agrupados na forma de um painel de controle. No caso da nVidia temos o nVidia Control Panel e o nTune e no caso da AMD/ATI temos o Catalyst Control Center, que justificam o brutal tamanho dos downloads.
Os links para baixar os drivers de vídeo são os mesmos dos chipsets (http://www.nvidia.com/content/drivers/ e http://ati.amd.com/support/driver-pt.html), basta indicar o chipset da placa 3D. Estão também disponíveis drivers para Linux, veja mais detalhes a seguir. Para um fabricante como a nVidia e a ATI, incluir recursos no painel é sempre um dilema. Por um lado, precisam incluir um bom volume de recursos, para não ficar atrás da concorrência, mas por outro não podem incluir recursos muito exóticos ou avançados, já que precisam oferecer suporte aos aplicativos e um conjunto maior de recursos significam mais chamadas de suporte. A ATI segue a cartilha mais à risca, oferecendo um conjunto mais básico de opções no Catalyst, organizadas de uma forma intuitiva, enquanto a nVidia vai um pouco além, oferecendo um conjunto mais completo de opções no NVIDIA Control Panel, mas, em compensação, organizadas de forma mais caótica. De qualquer forma, ambos ficam devendo em alguns quesitos, sobretudo com relação a opções avançadas de overclock. Chegamos, então, aos utilitários independentes, que preenchem a lacuna: ATI Tray Tools: Apesar de ter pouco mais de 1 MB, o ATI Tray Tools oferece um número assombroso de opções, incluindo todo tipo de tweak. Como de praxe, o maior número de opções significa também uma curva mais acentuada de aprendizado, de forma que ele não é muito indicado para iniciantes. Ele não seria o tipo de utilitário que você deixaria pré-instalado no micro de clientes, por exemplo, mas sim uma ferramenta que você utilizaria para extrair o máximo da placa no seu micro de casa.
Um dos destaques é o grande número de opções de overclock, incluindo o ajuste da freqüência da GPU e da memória, ajuste das tensões e opções diversas de monitoramento. Ele está disponível no: http://www.guru3d.com/article/atitraytools/189.
RivaTuner: O RivaTuner é o equivalente ao ATI Tray
Tools para placas nVidia. Embora a necessidade de um utilitário
externo seja menor nas placas nVidia, já que o nVidia Control
Painel é mais completo, ele oferece um bom conjunto de opções,
com destaque para as ferramentas de overclock. A principal observação
é que ele não oferece opções de ajuste de
tensão, o que limita um pouco as possibilidades de overclock,
mas evita configurações que possam causar danos
permanentes à placa. Nas versões recentes, ele oferece
também suporte às placas ATI, embora o principal foco
do projeto sejam mesmo as placas nVidia. A página oficial é
a: ATITool: Ao contrário do que o nome sugere, o ATITool oferece suporte tanto às placas da ATI quanto da nVidia. Ele começou como um utilitário ATI-only, mas atualmente oferece suporte às duas famílias de placas de forma similarmente competente. O ATITool não é muito forte em opções gerais, mas ele oferece um conjunto bastante completo de opções de overclock, incluindo a configuração de "profiles", que podem ser acionados através de combinações de teclas. Isso permite que você defina, por exemplo, um perfil moderado para uso geral e um perfil mais agressivo de overclock para usar esporadicamente.
Um destaque é a presença de um teste de imagem, onde um modelo 3D, baseado no uso intensivo de shaders e de texturas, é reproduzido continuamente, permitindo que você detecte rapidamente problemas de corrupção na geração das imagens causados pelo overclock. Apesar de não parecer, o teste usa os recursos da placa de forma bastante agressiva. O ATITool pode ser baixado no: http://www.techpowerup.com/atitool/. nHancer: O principal foco do nHancer é o gerenciamento de profiles, oferecendo uma opção mais prática de ajustes que a oferecida pelo nVidia Control Panel, principalmente para quem usa duas placas em SLI. Ele pode ser baixado no: http://www.nhancer.com/. Overclock: Como pode ver, a maior parte dos utilitários relacionados ao tweak de placas de vídeo tem justamente ênfase nas opções de overclock. O overclock em placas de vídeo é uma prática quase tão comum quanto o overclock em processadores. As regras são basicamente as mesmas, ou seja, placas mais baratas, onde a GPU trabalha a freqüências mais baixas suportam geralmente overclocks maiores e, quanto melhor a ventilação, maior é o overclock que é possível obter. No caso das placas de vídeo, existe também a possibilidade de fazer overclock da memória, o que é especialmente efetivo no caso das placas mais baratas, que utilizam barramentos com a memória de apenas 128 ou mesmo 64 bits e/ou utilizam chips de memória mais lentos. A competição acirrada entre os fabricantes faz com que as placas de vídeo trabalhem muito mais próximo das freqüências limite da GPU e da memória. É muito raro encontrar uma placa de vídeo que suporte um overclock de 50% no clock da GPU, por exemplo. Na maioria das placas de vídeo, um overclock de 10% para a GPU e 5 ou 6% para a memória, sem problemas de estabilidade, já é considerado satisfatório, já que, no outro extremo, existem casos de placas que apresentam instabilidade com overclocks de menos de 3%. Como de praxe, overclocks mais agressivos podem reduzir bastante a vida útil da placa de vídeo, já que o maior consumo e a maior temperatura de operação aumentam o stress sobre os componentes, sobretudo ao aumentar também as tensões de operação. É muito raro que a GPU ou os módulos de memória cheguem a ser danificados, o grande problema são os capacitores e demais circuitos de alimentação da placa, que podem falhar prematuramente, inutilizando o equipamento. É possível substituir capacitores e outros componentes em placas de vídeo (assim como em placas-mãe), mas o processo exige bastante habilidade. Essa combinação de fatores torna o overclock em placas de vídeo uma tarefa um tanto quanto inglória, já que o risco é maior e a recompensa menor. A principal vantagem é que você pode fazer e desfazer o overclock de forma muito prática usando o ATITool e os demais programas que citei. Ativando o overclock apenas ao rodar os jogos mais pesados, você minimiza os riscos. » Próximo: Drivers de som, modem e outros Você está lendo um tópico de demonstração do livro Hardware, o Guia Definitivo:
Autor: Carlos E. Morimoto
Páginas: 848 Formato: 23 x 16 cm Editora: GDH Press e Sul Editores ISBN: 978-85-99593-10-2 Lançado em: Outubro de 2007 » R$ 84,00 + frete (Preço nas livrarias: R$ 108) » Compre o seu Descrição: Para quem não lembra, nosso último livro de hardware foi lançado em 2000 e era um tijolão com quase 600 páginas. Este livro está atualmente disponível para leitura online, embora brutalmente desatualizado. O Hardware, o guia definitivo é um novo projeto, escrito a partir do zero, sem aproveitar trechos do livro anterior. Ele nasce como um livro de hardware atualizado, que dá um maior destaque para manutenção e problemas do dia-a-dia, além de oferecer uma sólida base teórica para que o leitor possa realmente entender e diferenciar toda a gama de tecnologias utilizadas nos PCs atuais. |
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