Driver 3D da ATI
Estes drivers oferecem um desempenho 3D razoável, em parte graças à própria ATI, que contribuiu no desenvolvimento e abriu parte das especificações das placas, de forma a facilitar o trabalho da equipe de desenvolvimento. Porém, em 2003, a ATI resolveu seguir o mesmo caminho da nVidia, passando a desenvolver um driver 3D proprietário e parou de contribuir com o desenvolvimento do driver open-source. Apesar disso, o driver aberto continuou evoluindo, incluindo suporte a novas placas e melhorias no desempenho, embora o driver proprietário seja mais rápido, já que é desenvolvido pela equipe da ATI que tem acesso a todas as especificações das placas. Se você usa apenas aplicativos em 2D, filmes, música, e games 3D leves, não vai perceber muita diferença, pois os drivers abertos oferecem um desempenho mais que satisfatório para tarefas gerais. Mas, se você roda games 3D pesados, ou usa aplicativos de modelagem em 3D, como o Blender ou o PovRay, vai ver que a diferença é significativa. O desempenho dos drivers proprietários da ATI chega a ser de 2 a 3 vezes maior que o do driver open-source, mas eles possuem sua dose de problemas. O driver da nVidia apresenta problemas em conjunto com algumas combinações de placas de vídeo e placas-mãe baratas, principalmente em placas com chipset SiS. Em algumas você só consegue usar o 3D configurando o vídeo com a opção Option "NvAgp" "0", que desativa o uso do barramento AGP, diminuindo brutalmente o desempenho da placa, e em outras o 3D simplesmente não funciona (muitas vezes nem no Windows) por limitações elétricas da placa-mãe. No caso dos drivers da ATI, além dos mesmos problemas de compatibilidade de hardware com algumas placas-mãe, temos sempre um conjunto de deficiências relacionadas com o próprio driver, incluindo problemas de estabilidade em conjunto com algumas versões do X e alguns games. O driver for Linux também não oferece suporte completo a todas as instruções do padrão OpenGL, o que causa pequenos problemas visuais em diversos games, principalmente alguns títulos do Windows executados através do Cedega (WineX). O próprio desempenho do driver fica abaixo do obtido no Windows. Honestamente falando, se o driver do X está funcionando corretamente, não existe muita vantagem em mudar para o driver binário da ATI, dada a baixa qualidade do driver e os diversos problemas. Ele oferece um desempenho 3D superior em conjunto com muitas placas, mas ainda muito inferior ao desempenho do driver Windows. Em resumo, se você quer estabilidade, fique com o driver padrão do X e, se está preocupado com o desempenho ou qualidade gráfica, compre uma placa da nVidia, que oferece drivers melhores. Você pode encontrar um comparativo entre a diferença de desempenho entre os drivers Linux e Windows da ATI e da nVidia (no mesmo hardware) nestes dois links:
http://www.phoronix.com/scan.php?page=article&item=357 Outros dois links (bem mais antigos), com benchmarks comparativos:
http://www.anandtech.com/printarticle.aspx?i=2229 Depois dessa "seção choradeira", vamos ao que interessa, que é a instalação do driver propriamente dito. É importante lembrar que ele só tem o funcionamento garantido nas placas off-board Radeon 8500 em diante. Ele não funciona em muitos notebooks com placas ATI onboard (muitos fabricantes alteram a programação ou o barramento dos chipsets, tornando-os incompatíveis com o driver), nem em conjunto com as placas antigas. Se você possui uma, utilize o driver "ati" do X.org, que oferece suporte 3D às placas onboard e a quase todos os modelos antigos. Se você chegar a instalar o driver num equipamento incompatível e o sistema passar a travar durante a abertura do X, dê boot com um CD do Kurumin e desfaça as alterações feitas no "/etc/X11/xorg.conf", voltando a usar o driver "ati".
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