Funções básicas
Naturalmente, o backup da partição precisa ser gravado em algum lugar. Você pode usar o espaço livre em uma outra partição disponível no HD (pode ser até uma partição Windows) ou fazer o backup via rede. Por enquanto, vamos fazer as coisas localmente. No screenshot você pode ver que o HD está dividido em várias partições. A hda1 contém uma instalação do Windows, a hda2 tem o Slackware instalado, a hda3 está sendo usada como swap e a hda5 tem o Kurumin instalado. Eu poderia guardar o backup de qualquer uma das partições em qualquer outra (com exceção da partição swap), desde que houvesse espaço livre disponível. Poderia fazer um backup do Slackware na partição do Windows ou um backup do Windows na partição do Kurumin. Mas, como tenho mais uma partição, a hda6 que está livre, vou usá-la como destino. Para gravar qualquer coisa numa partição, você precisa primeiro montá-la dentro de alguma pasta. Relembrando, o comando "genérico" para montar partições no Linux, é o mount seguido do sistema de arquivos em que a partição está formatada, o dispositivo (começando com /dev) e finalmente a pasta onde esta partição ficará disponível. No meu caso, quero montar a partição hda6, formatada em reiserfs (informado na tela do Partimage) na pasta /mnt/hda6. O comando então seria: # mount -t reiserfs /dev/hda6 /mnt/hda6 Se fosse montar a partição hda1 do Windows na pasta /mnt/hda1, usaria o comando: # mount -t vfat /dev/hda1 /mnt/hda1 Lembre-se de que o suporte à escrita em Partições NTFS no Linux ainda é muito limitado. Muitas distribuições vêm com o suporte à escrita desabilitado e mesmo nas demais não é recomendável usá-lo. Você pode perfeitamente usar o Partimage para fazer backup de partições NTFS do Windows, mas é sempre recomendável salvar os backups em partições formatadas em outros sistemas de arquivo. Não tente salvar o backup em outra partição NTFS. De volta à tela principal do Partimage, precisamos selecionar a partição fonte, de que será feita a imagem e o arquivo destino, onde esta imagem será copiada. No meu caso estou salvando uma imagem da partição hda5 do Kurumin no arquivo "/mnt/hda6/kurumin.img".
Esta interface de texto pode parecer estranha para quem não está acostumado. Mas as funções são simples: a tecla Tab permite navegar entre os campos, as setas alternam entre as opções e a barra de espaço permite marcar e desmarcar opções. Depois de terminar, pressione F5 para ir para a próxima tela, ou F6 para sair. Na tela seguinte você terá várias opções para a criação da imagem:
- Compression level:
None:
Simplesmente não comprime nada. Se houver 600 MB ocupados na
partição, a imagem terá 600 MB. - Options:
Check before saving:
Executa uma verificação na partição,
mostrando o tamanho, espaço ocupado e se existe algum tipo de
erro no sistema de arquivos. - If finished successfully (Depois de terminar de gerar ou recuperar a imagem):
Wait : Não
faz nada, exibe uma janela de relatório e fica esperando você
dar ok. - Image split mode (este é um dos recursos mais interessantes do partimage, ele pode quebrar a imagem em vários arquivos pequenos, facilitando o transporte):
Automatic split:
Este é o modo default, ele grava a imagem até que o
espaço livre na partição destino se esgote.
Quando isso acontece, ele para e pede um novo local para gravar o
restante da imagem. Ao dividir em vários volumes, o partimage adicionará uma extensão ".000", "001", "002", etc. aos arquivos, como num arquivo .rar dividido em vários volumes. Na hora de restaurar a imagem, você precisa apenas colocá-los todos no mesmo diretório e apontar para o arquivo .000. Pressionando F5 novamente, você vai para a tela de criação da imagem. Agora é só ir tomar um café e voltar depois de alguns minutos. O principal determinante na velocidade de geração da imagem é o processador. O backup de uma partição com 1.3 GB ocupados num Athlon de 1.0 GHz com compactação em gzip, demora cerca de 15 minutos:
O tamanho da imagem varia de acordo com o tipo de arquivos dentro da partição. Se for uma partição de sistema, com um monte de executáveis de programas, então provavelmente o partimage conseguirá reduzir o tamanho do arquivo a aproximadamente um terço do original. O backup da partição com 1.3 GB de dados do exemplo resultou num arquivo de 502 MB. Mas, por outro lado, se a partição estiver cheia de arquivos em .mp3, filmes em divx, imagens em .jpg ou outros tipos de arquivos já compactados, o índice de compressão será mínimo. Na hora de restaurar uma imagem, o processo é basicamente o mesmo: montar a partição ou CD/DVD onde está o arquivo e apontar a partição que será regravada e a localização do arquivo de imagem na tela principal do partimage. A diferença é que agora você deve marcar a opção "Restore partition from an imagefile". O nome do arquivo deve ser fornecido exatamente como aparece no gerenciador de arquivos, incluindo o ".000" que o partimage adiciona:
As opções de restauração, que aparecem na segunda tela são: Simulation of the restoration: É como simular a gravação de um CD. Serve para testar a velocidade e encontrar alguns erros óbvios, mas marcando a opção nada é gravado. Erase Free Blocks with zero values: Imagine que você tenha um monte de dados "confidenciais" na partição que está sendo regravada. Você quer sumir com todos os vestígios deles, de modo que seja impossível recuperar qualquer coisa. Esta opção preenche todo o espaço vago da partição com bits zero, resolvendo o problema. If finished successfully: As mesmas opções que apareceram no menu de gravação: esperar, reiniciar o micro, desligar ou apenas fechar o programa depois de terminar.
O próximo passo é a gravação da imagem propriamente dita, bem mais rápido do que quando geramos a imagem, já que é mais fácil descompactar um arquivo do que gerar o arquivo compactado.
» Próximo: Fazendo uma imagem de todo o HD Você está lendo o livro Linux, Ferramentas Técnicas (publicado em 2006) Se se está em busca de um livro atualizado sobre Linux, leia o Linux, Guia Prático, que oferece informações atualizadas:
Autor: Carlos E. Morimoto
Páginas: 736 Formato: 23 x 16 cm Editora: GDH Press e Sul Editores » Veja mais detalhes sobre o livro Descrição: Em 2001 publiquei a edição inicial do livro "Entendendo e Dominando o Linux", que foi sucedida por diversas atualizações, culminando no livro que está atualmente disponível para leitura online. O livro Linux, Guia Prático é um novo trabalho, onde pretendo transmitir a experiência e os conhecimentos acumulados ao longo de todos esses anos. Este é um livro de referência, destinado a mostrar detalhes sobre a configuração e uso do sistema, abordando diversas distribuições, incluindo o Ubuntu, Mandriva, Fedora, OpenSUSE e Slackware. Temas gerais, como os aplicativos disponíveis e o uso do terminal são explicados de forma independente, enquanto as configurações específicas para cada distribuição são agrupadas em capítulos específicos para cada uma. A idéia é oferecer os meios para que você se torne um usuário avançado, capaz de usar e solucionar problemas em qualquer distribuição. Veja também nossos livros Hardware, o Guia Definitivo, Redes, Guia Prático, Servidores Linux, Guia Prático e Smartphones, Guia Prático nossos outros lançamentos. |
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