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    Dicas para o Mandrake 9.1


    O Layout dos CDs de instalação usado no Mandrake 9.1 mudou um pouco. No Mandrake 9.0 as imagens dos dois primeiros CDs agrupavam quase todos os aplicativos e bibliotecas, enquanto o terceiro CD tinha pouco mais de 450 MB e concentrava os pacotes de internacionalização (incluindo o suporte a Português do Brasil) e alguns aplicativos não essenciais.

    As imagens de 700 MB da versão anterior causavam problemas a alguns usuários que não tinham mídias de 700 MB para gravá-las, além de causar problemas de leitura em alguns poucos leitores antigos. Depois de uma enquete entre os membros do Mandrake Club resolveram voltar a utilizar imagens de 650 MB, o que mudou um pouco a distribuição dos pacotes nos CDs de instalação.

    O terceiro CD está bem mais importante do que nas versões anteriores, muitos pacotes importantes foram movidos para ele, que de 450 passou para exatos 650 MB. Além dos pacotes de internacionalização ele inclui a maior parte das ferramentas de desenvolvimento, além do código fonte do Kernel. Você precisará dele para instalar a maior parte dos programas distribuídos em código fonte e, principalmente, para instalar os drivers da nVidia e a maior parte dos drivers para softmodems. Embora ainda seja possível instalar sem ele, você terá muitas dificuldades com o sistema.

    Recomendo que você evite comprar revistas e outras publicações que venham apenas com os dois primeiros CDs, a menos que pretenda conseguir o terceiro CD com algum amigo. Ele é realmente importante nesta versão.

    Mais uma novidade importante é que a partir do 9.1 o instalador passou a ser capaz de redimensionar partições NTFS, você não precisa mais usar o Partition Magic para instalar o Mandrake em dual boot com o seu Windows XP :-) A opção de redimensionar a partição do Windows aparece durante a instalação, o particionador se oferece para fazer isso automaticamente inclusive.

    Trabalhar com um sistema sujo e obscuro como o NTFS não é uma tarefa fácil, por isso é recomendável tomar alguns cuidados antes da instalação. Em primeiro lugar verifique se realmente existe espaço livre na sua partição, você vai precisar de uns 3 GB para fazer uma instalação completa do Mandrake, mas quanto mais espaço estiver disponível menor é a possibilidade de problemas. Em seguida desfragmente a partição, o que pode ser feito usando o próprio defrag incluído no Windows 2000 e XP. Finalmente, faça um backup dos dados importantes, afinal o seguro morreu de velho :-)

    As traduções melhoraram mais um pouco em relação à versão anterior, mas em alguns pontos do sistema ainda é possível encontrar alguns termos em Português de Portugal. Pelo que sei não existe nenhum Brasileiro entre os desenvolvedores do Mandrake, por isso eles dependem de voluntários para ajudar nas traduções. Alguns componentes do sistema, como por exemplo o KDE, já está quase 100% traduzido, enquanto o Mandrake Control Center por exemplo continua com vários termos em Português Lusitano. Se você quiser ajudar, pode ver algumas dicas no tutorial do Wooky:

    http://www.guiadohardware.net/artigos/231/

    Traduzir aplicativos é muito mais fácil do que programar, mas ainda exige um certo esforço, pois você precisa se habituar a trabalhar com uma ferramenta de edição, como o Kbabel.

    Isso tudo é bem explicado no artigo. Embora muita gente goste de trolear nos fóruns, pouca gente realmente participa dos projetos de tradução. É uma área em que uma única pessoa pode fazer a diferença.


    Galaxy e antialiasing: A primeira coisa que chama a atenção é a boa qualidade das fontes. No Mandrake 9.0 a fonte padrão do sistema era a Helvetica tipo 1, uma fonte em formato bitmap que era interpolada para atingir o tamanho desejado. O tamanho ideal para a Helvetica é 10 pontos, onde a fonte fica perfeita. Acima disso a fonte fica pixerizada e perde qualidade. O Mandrake 9.0 usava o tamanho 11 por default, daí a baixa qualidade. As outras fontes que acompanhavam o sistema não eram muito melhores, mas você tinha a opção de instalar as fontes do Windows.

    Desde o KDE 3.0, existe a opção de ativar o antialiasing de fontes (o KDE 2.x também tinha este recursos, mas a qualidade não era muito boa). A partir do Gnome 2.0, os aplicativos baseados no GTK também suportam este recurso. Temos também a moda dos desktops de visual integrado, onde os aplicativos do KDE e Gnome possuem um visual semelhante, iniciado com o Red Hat 8.0

    A Mandrake juntou as três coisas e criou um tema próprio, o Galaxy. O antialiasing de fontes vale para tanto os aplicativos do KDE quanto do Gnome. Todos os aplicativos, incluindo o Mozilla e o OpenOffice vem com o antialiasing de fontes habilitado por default, mas se não gostar você pode desabilitá-lo alterando as configurações de cada programa.

    No caso dos aplicativos do KDE, você pode alterar as fontes para todos de uma vez só através do KDE Control Center (Iniciar > Configuração > Centro de Controle). Basta acessar a seção Aparência e Comportamento > Fontes.

    Ainda no Centro de controle, você tem a opção de instalar fontes True Type do Windows ou outros aplicativos. Para isso acesse a seção Sistema > Instalador do KDE:

    Este utilitário também instala as fontes no OpenOffice. Você também encontrará um atalho para ele no Centro de Controle do Mandrake, em Sistema > DrakFont.

    Outro detalhe interessante é que a minha Logitech webcan foi detectada durante a instalação e já está funcionando. O instalador é capaz de detectar vários periféricos USB, incluindo impressoras e scanners que esteja conectados durante a instalação. Ele se encarrega de criar um ícone no desktop apontando para o programa que permite usar o periférico. A minha webcan por exemplo pode ser usada tanto no XawtV, um aplicativo simples que permite ver a imagem e gravar vídeos, quanto no Gnomemeeting, um programa de video conferência semelhante ao MS Netmeeting.

    Configuração: Existem basicamente duas ferramentas para configuração do sistema. A principal é o Mandrake Control Center onde você pode configurar o suporte a hardware, instalar e remover programas, configurar os serviços do sistema, etc. Em seguida temos o painel de controle do KDE, onde você pode alterar as configurações relacionadas à interface, teclado e mouse e algumas opções relacionadas ao Hardware da máquina. O Gnome também possui uma ferramenta de configuração, o Gconf, que inclui apenas as opções mais básicas de configuração da interface.


    Usando o Mandrake Control Center
    : O Control Center é tradicionalmente a principal ferramenta de configuração do Mandrake. Ele é desenvolvido para ser fácil de usar, tornando tarefas como instalar uma impressora ou novos programas bastante corriqueira. As configurações estão divididas em 7 telas.

    No menu "Inicialização" estão disponíveis as opções para criar um disquete de boot, criar um disquete de auto instalação e configurar a inicialização do sistema.

    O disquete de boot serve basicamente para que você possa inicializar o sistema em caso de problemas com o gerenciador de boot. Isso acaba acontecendo sempre se você usa vários sistemas operacionais :-) Todas as versões do Windows subscrevem o lilo ao serem instaladas. Além do Windows, algumas distribuições também subscrevem o setor de boot por default.

    Sempre que isto acontecer, basta dar boot através do disquete e usar o comando "lilo" para regravar o gerenciador de boot do Mandrake.

    O disquete de auto instalação por sua vez facilita a instalação do sistema em várias máquinas semelhantes. Ele salva todas configurações feitas durante a instalação (com excessão da detecção do Hardware e o particionamento do HD), basta fornecer o disquete no início da instalação para que as demais instalações sejam feitas com as mesmas opções usadas na primeira.

    A terceira opção permite configurar o arquivo /etc/lilo.conf através de um menu gráfico. Você pode alterar o visual da tela de boot e outras opções do lilo.

    A seção Hardware permite que você configure o vídeo, impressora, scanner, placa de TV, mouse e teclado. Estes utilitários são todos automáticos, ao clicar no DrakXTV por exemplo, ele tentará detectar uma placa de captura de vídeo compatível e se encarregará de instalar e criar um ícone no desktop sem fazer nenhuma pergunta. A configuração da impressora lhe dá um pouco mais de opções, permitindo instalar tanto impressoras locais quanto impressoras de rede, mas o modelo da impressora em sí também é detectado automaticamente.

    O procedimento de detecção dos utilitários é o mesmo usado durante a instalação do sistema. Ou seja, eles servem basicamente para alterar as configurações feitas durante a instalação ou detectar componentes instalados posteriormente.

    O sistema de detecção de hardware do Mandrake é um dos mais sofisticados entre as distribuições. Ele serve também como base para outros projetos, como por exemplo o sistema de detecção do Knoppix. Embora não seja completamente à prova de falhas, ele faz um excelente trabalho ao detectar periféricos suportados pelo Linux.

    O "Seletor de Gestor de Ecrã" (uma das piores traduções, sem dúvidas :-) permite escolher o gerenciador de login, entre o KDM, GDM, XDM e o MdkKDM, que é a versão personalizada do KDM, usada por default. Esta opção pode ser útil se você pretende configurar um servidor XDMCP, a solução para terminais leves que eu explico no capítulo 7 do Entendendo e Dominando o Linux e em outros artigos do site.

    A seção Pontos de Montagem ameniza um dos pontos mais espinhosos, que é a montagem de partições e compartilhamentos de rede. Isto pode ser feito através do comando mount e da edição do arquivo /etc/fstab se você tiver um pouco mais de experiência com o sistema, mas é inegável que as opções disponíveis aqui tornam a configuração muito mais fácil.

    O DiskDrake é o mesmo utilitário de particionamento disponibilizado durante a instalação. Como ele suporta vários sistemas de arquivos, você pode usá-lo inclusive para particionar HDs que serão usados por outros sistemas operacionais. É muito mais rápido e prático particionar um HD para a instalação do Windows 98 através dele do que usar o fdisk e format do DOS.

    Uma função nova, que foi introduzida no Mandrake 9.0 e continua inédita em outras distribuições (até onde sei) é o Compartilhamento de partição, a última opção do menu. Ao ativar esta opção você pode compartilhar arquivos e pastas simplesmente clicando com o direito sobre a pasta desejada e marcando a opção "Compartilhar". O compartilhamento é automaticamente configurado e passa a estar disponível tanto através do Samba (acessível também para as máquinas Windows) quanto via NFS.

    Também estão disponíveis as opções "Ponto de Montagem Samba" e "Ponto de Montagem NFS" que permitem montar os compartilhamentos de rede de outras máquinas Windows e Linux. As opções mostram uma lista com os compartilhamentos disponíveis na rede e você precisa apontar uma pasta onde cada um ficará disponível.

    Se você está procurando algo mais parecido com o ambiente de redes do Windows, experimente o LinNeighborhood. O ícone está em Iniciar > Acesso Remoto. Se ele não estiver instalado, basta chamar o comando "urpmi linneighborhood".

    As opções de configuração de rede são mais simples. O DracConnect é um Wizard (aquele mesmo da instalação :) que cuida da configuração básica da rede. Se você usa Speedy ou outro serviço de banda larga com autenticação, escolha a opção ADSL > PPPoE.

    Abaixo você tem o DrakGw que permite compartilhar a conexão. Ele é bem simples de usar, apenas pergunta qual placa de rede ou modem foi configurada para a conexão com a Internet e qual será usada para a conexão com a rede local. É basicamente o mesmo que é feito pelo ICS do Windows. O terceiro ícone, o DrakProxy serve para configurar o Konqueror e demais navegadores instalados para acessarem através de um servidor proxy.

    O DrakSec e o DrakPerm permitem alterar as permissões de acesso local do sistema. O primeiro oferece aqueles mesmos níveis de segurança padrão que vimos na instalação, enquanto o segundo vai mais a fundo, permitindo que você configure as permissões para cada diretório e executável importante. Como disse, estas permissões permitem restringir o que os usuários locais podem fazer, melhorando a segurança geral de servidores que são usados por vários usuários, mas por outro lado não tem muita utilidade num PC doméstico.

    O DrakFirewall por sua vez permite cuidar da segurança contra acesso externos, desabilitando serviços e fechando portas. Ele é wizard bem simples de usar, vai perguntando quais serviços você deseja manter ativos (web, FTP, compartilhamento de arquivos via Samba, etc.) e desabilita todos os demais. Isto garante um nível básico de segurança. Se você quer uma configuração mais detalhada pode experimentar o Bastille ou o GuardDog que oferecem bem mais opções.

    A aba "Sistema" é de longe a mais populada e também a mais importante. Pra começar, temos o DrakXServices onde você pode controlar quais serviços do sistema ficarão ativos, além de para, iniciar ou reiniciar qualquer um deles. Os serviços incluem desde servidores como o Apache e o Proftpd a até coisas mais corriqueiras como o suporte a som (sound) e o suporte a rede (network). Você pode ver uma descrição dos serviços disponíveis no capítulo 4 deste livro.

    O MenuDrake serve para personalizar o menu iniciar, incluindo atalhos para novos programas ou organizando os que estão disponíveis. O KDE possui uma ferramenta semelhante, o kmenuedit, mas o utilitário do Mandrake tem a vantagem de ser mais abrangente, fazendo as alterações também nos menus do Gnome, IceWM e Blackbox.

    Você pode usar o UserDrake pra adicionar novos usuários, ele é semelhante ao Kuser do KDE, ambos tem basicamente as mesmas funções. O DrakFont permite instalar novas fontes TrueType (do Windows ou de aplicativos como o Corel), tanto no KDE e Gnome quanto no OpenOffice; novamente existe um utilitário do KDE que faz a mesma coisa, o KfontInstaller, que você encontra no Painel de Controle (o do KDE) dentro da aba Sistema > Font Installer.

    Na sétima aba temos os ícones para o gerenciador de pacotes do Mandrake. As opções são auto-explicativas: adicionar, remover ou baixar atualizações do sistema via Web.

    A quarta opção é mais interessante, pois permite adicionar fontes de pacotes. Estas fontes são endereços de sites onde estão disponíveis programas adicionais, que não fazem parte dos CDs do Mandrake. Ao adicionar um novo endereço o sistema baixa uma lista dos pacotes disponíveis e você pode instalar qualquer um deles a qualquer tempo usando as outras opções.


    Duas fontes interessantes de pacotes são o Penguin Liberation Front, que contém pacotes "proibidos" para o Mandrake (veremos com detalhes a seguir) e os pacotes da Textar. Eles podem ser encontrados nos endereços abaixo:

    http://mirrors.zoreil.com/www.plf.org/mandrake/9.1/i586/

    ftp://ftp.ibiblio.org/pub/Linux/distributions/contrib/texstar/mandrake/9.1/rpms

    Para adicioná-los como fontes de pacotes, basta clicar em Adicionar na tela do gerenciador de fontes e preencher os campos como nos screenshots. O nome pode ser qualquer coisa, é apenas para seu controle. O hdlist.cz é o arquivo que contém a lista dos pacotes, dentro de cada endereço:

    Também está disponível um conjunto de assistentes para configuração de servidores, que cuidam da configuração básica de servidores DHCP, DNS, News, Proxy (com o Squid), FTP (Proftpd), Postfix (servidor de e-mail) e também de servidores Samba.

    Estes Wizards cuidam apenas da configuração básica do serviço, o suficiente para fazê-los funcionar sem muita customização. Isto é suficiente para satisfazer as necessidades de grande parte dos usuários, mas se você quer ter acesso às opções mais avançadas precisará dominar um utilitário mais avançado como o Webmin ou aprender a configurar os arquivos manualmente.

    Os assistentes não são instalados por default. Para ter acesso a eles você precisa instalar o pacote "drakwizard", que pode ser instalado através do próprio Control Center, ou através do comando:

    # urpmi drakwizard

    Feito isso, as opções já aparecerão no menu:

    Uma coisa que infelizmente ainda não está funcionando 100% no Mandrake 9.1 é o automount, que faz com que o CD-ROM e drive de disquetes sejam montados e desmontados de forma transparente, assim como no Windows. Este é um problema comum em quase todas as distribuições, não apenas no Mandrake. De vez em quando o automount se confunde e você precisa dar várias vezes o comando "umount /mnt/cdrom" para que ele finalmente largue o CD-ROM e, em alguns casos mais raros, só mesmo reiniciando o micro.

    Se você desliga o micro todo dia é provável que este problema passe despercebido, pois estes problemas não são tão freqüentes assim. Mas, se você costuma deixar o micro ligado direto e só reinicia nos upgrades como eu faço, você vai acabar preferindo desativar o automount e acessar o CD-ROM da forma antiga. É um pouco chato ficar digitando "mount /mnt/cdrom", "umount /mnt/cdrom", mas pelo menos deste jeito você tem certeza que ele realmente estará sempre disponível :-)

    Só por curiosidade, usei o automount durante seis dias, ele travou duas vezes, o que dá uma média de um pau a cada 3 dias. Como disse, se você reinicia o micro todo dia é possível que o problema passe despercebido.


    Kcontrol
    : O Kcontrol é o Painel de controle do KDE, que você também vai usar muito. Nele você pode configurar todas as opções relacionadas ao visual do sistema entre várias outras coisas. Como vimos, algumas coisas podem ser feitas tanto pelo painel de controle do KDE quanto pelo Mandrake Control Center, nestes casos você pode usar o utilitário que lhe parecer mais agradável. Algumas funções do Mandrake Control Center foram baseadas em opções do KDE e outras foram desenvolvidas para o Mandrake e depois implantadas no KDE, daí as semelhanças.

    Veremos com detalhes as opções do painel de controle do KDE mais adiante nesse mesmo livro.


    ICQ, MSN e outros
    : Os programas de mensagem instantânea disponíveis no MDK 9.1 parecem meio fracos à primeira vista. Ao marcar a opção "Estação de Internet" na seleção de pacotes durante a inicialização serão instalados o Gain, Gabber, Kit e Licq. Cada um deles tem seus fãs, mas nenhum deles se integra bem ao KDE, por isso acabam sendo desconfortáveis para quem está acostumado com o ICQ no Windows. O Licq por exemplo tem um visual sofrível, embora tenha bons recursos.

    A solução para o problema é o Kopete, também incluído no pacote. Você pode instalá-lo de duas formas. A primeira é abrir o centro de controle do Mandrake e acessar o Gerenciador de Software. Faça uma busca por "kopete":

    A segunda forma, é simplesmente abrir um terminal, logar-se como root e usar o comando:

    # urpmi kopete

    Ele vai avisar que precisa instalar junto mais um pacote. Basta responder "Y" e fornecer o CD 2 do Mandrake. Depois de instalado vai aparecer um ícone para ele em Iniciar > Rede > Mensagem Instantânea.

    O Kopete se integra bem ao KDE, o ícone fica ao lado do relógio e os avisos de novas mensagens não atrapalham o que você estiver fazendo. Não é como o Gain que fica pipocando janelas na tela :-) O Kopete suporta vários protocolos simultâneamente, incluindo o ICQ, MSN, AIM, Jabber, IRC, WinPopup entre outros. Você pode ativar os protocolos que utiliza na configuração do programa:

    Multimídia: Outra área em que o sistema evoluiu é no suporte a multimídia. Graças ao KDE 3.1, o sistema já vem com suporte nativo a filmes em divx e asf. Você tem duas opções. Pode usar o Kaboodle, que é o player de mídia do KDE ou o Xine, que também serve para assistir DVDs. Ambos são instalados se você marcar a categoria "Estação de Multimídia" durante a instalação.

    Basta clicar com o botão direito sobre o arquivo e escolher qual programa você prefere usar para abrí-lo. As associações de arquivos funcionam de forma parecida com o Windows.

    Existem muitas coisas, leis e pessoas estúpidas nos EUA, mas uma é especialmente nociva, o DCMA que proíbe a distribuição de qualquer tipo de programa que quebre proteções de conteúdo desenvolvidas pela indústria. Esta lei vigora apenas nos EUA mas indiretamente afeta todas as principais distribuições Linux, que de uma forma ou de outra precisam ser distribuídas neste país.

    Devido a isto o Mandrake não vem com o pacote libdvdcss, necessário para assistir DVDs protegidos, junto com vários outros codecs para vários outros tipos de mídia. Isto limita as capacidades do Xine e dos outros players incluídos no pacote.

    Mas, isso pode ser facilmente contornável. Todos estes pacotes que não podem ser incluídos no pacote principal por causa das leis Americanas, estão disponíveis nos FTPs do Penguin Liberation Front. Basta baixar e instalar:

    http://plf.zarb.org/

    Dentro de cada mirror você encontrará uma pasta 9.1 (a versão do Mandrake) e dentro dela uma pasta "i586" e outra "Athlon"> A pasta i586 inclui pacotes genéricos, que funcionam em PCs com qualquer processador (Pentium em diante), enquanto a pasta Athlon contém os mesmos pacotes compilados com otimizações para os processadores AMD Athlon e Duron. Se você possui um dos dois, os pacotes da pasta Athlon apresentarão um melhor desempenho.

    Tudo o que você precisa fazer é baixar os pacotes desejados para uma pasta do HD. Para instalá-los depois basta abrir um terminal, logar-se como root (su), acessar a pasta onde estão os pacotes e instalar todos de uma vez através do comando:

    # urpmi *.rpm

    Pronto, problema resolvido. Agora você pode assistir seus DVDs protegidos (pacote libdvdcss), ripar DVDs (pacote Video-DVDRip), abrir os menus de navegação dos DVDs (pacote xine-dvdnav) entre várias outras coisas :-). Se você tiver banda larga, pode baixar logo toda a pasta (cerca de 170 MB), tem várias coisas interessantes.

    Você pode ripar CDs de audio usando o Grip, que também faz parte da categoria "Estação de Multimídia". Ele permite também ripar direto em Ogg ou MP3, o suporte a Ogg vem instalado por default, enquanto o suporte a MP3 é obtido instalando o pacote libmp3lame encontrado no Penguin Liberation Front.

    O suporte a câmeras digitais é proporcionado pela biblioteca Libgphoto2, também instalada por default. Basta abrir o Gtkam encontrado em iniciar > Multimídia > Gráficos. Da primeira vez que abrir o programa clique nem "Camera > Adicionar Camera > Detectar". A partir daí ele encontra a câmera automaticamente e já baixa as miniaturas. Para salvar as fotos basta clicar em "Arquivo > Salvar Tudo". A autodetecção funciona para quase todos os modelos de câmeras USB, apenas no caso das seriais é preciso indicar manualmente o modelo da câmera e a qual porta ela está conectada.

    O Gphoto2 suporta um total de 295 modelos de câmeras, você pode ver a lista completa no: http://gphoto.sourceforge.net/proj/libgphoto2/support.php

    Além de utilizar o Gtkam é possível acessar a câmera via linha de comando, usando o programa gphoto2, também incluído. Ele é útil para desenvolver scripts que baixem as imagens da câmera automaticamente por exemplo. Os comandos básicos são: "gphoto2 --auto-detect" (para detectar a câmera), "gphoto2 --list-files" (para listar as imagens armazenadas na câmera) e "gphoto2 --get-all-files", que baixa todas as imagens da câmera para o diretório corrente.

    Gravação de CDs: O melhor programa de gravação de CDs for Linux é atualmente o K3B, sem muita sombra de dúvida :-) Ele tem uma interface muito bonita, é fácil de usar e oferece recursos comparáveis ao EzCD-Creator. Basta criar um novo projeto de CD audio, dados ou misto e ir arrastando os arquivos desejados.

    Estão disponíveis também o GCombust e o GnomeToaster. O XCDroast não é mais instalado por default, mas foi incluído nos CDs de instalação. Você pode instala-lo com o comando "urpmi xcdroast". Os porgramas de gravação estão disponíveis em Iniciar > Aplicativos > Arquivar > Gravação de CDs.

    Não é segredo que o Linux é compatível tanto com gravadores de CD IDE quanto gravadores SCSI. Ambos os tipos são detectados durante a instalação, fazendo com que os programas de gravação esteja "prontos para usar depois da instalação.

    Se você clicar com o botão direito sobre qualquer pasta você verá a opção de gravá-la num CD usando o K3B, muito prático.



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