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Overclock: Entendendo a questão das tensões

Publicado em 20/06/2009 – 18:02
por Carlos Morimoto

Um dos pré-requisitos para qualquer overclock mais extremo é configurar a placa-mãe para oferecer um pequeno aumento na tensão (ou seja, na voltagem) do processador e, em muitos casos, também da memória e outros componentes. À primeira vista, a questão parece bem simples, afinal, nada mais justo que o processador precise de mais energia para funcionar a uma frequência mais elevada. Entretanto, essa aparente simplicidade tem uma série de ramificações mais complicadas.

Na verdade, o que aumenta junto com o clock do processador é a corrente (ou seja, a amperagem, que determina o consumo total) e não a tensão. É por isso que, quase sempre, processadores dentro da mesma arquitetura utilizam a mesma tensão, mesmo que o clock dos diferentes modelos seja diferente. Ao trabalhar em um clock mais alto, o processador simplesmente precisa de mais corrente, mantendo a mesma tensão.

Um Core 2 Quad QX9650 (3.0 GHz), por exemplo, consome cerca de 55 amperes de corrente em full-load, enquanto um Core 2 Quad QX9770 (3.2 GHz) consome cerca de 63 amperes (o consumo varia sutilmente de processador para processador, já que não existem dois processadores exatamente iguais). Entretanto, em ambos os casos a tensão é a mesma: 1.2V.

Por que precisamos então, quase sempre, aumentar a tensão do processador (muitas vezes de forma substancial) para atingir as maiores frequências possíveis ao fazer overclock?

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A resposta reside na forma como os processadores processam os sinais. Dentro do processador, os bits "0" são representados por uma tensão mais baixa (geralmente o mais próximo que o fabricante consegue chegar de 0 volts), enquanto os bits "1" são representados por uma tensão mais alta, normalmente equivalente à tensão nominal do processador.

A tensão referente a um bit "0" é chamada de VSS, enquanto a tensão referente a um bit "1" é chamada de VCC, uma opção que você encontrará no Setup de algumas placas.

Grande problema é que, devido a uma série de fatores, as tensões dentro do processador nunca são exatas. Um Core i7 que trabalha com uma tensão nominal de 1.2V, por exemplo, pode receber apenas 1.18V da placa mãe (devido a perda ou inexatidão dos circuitos de alimentação) e os transístores dentro de uma área particular dentro do processador podem receber apenas 1.15 ou 1.16V durante os momentos de maior atividade, por exemplo.

Como é impossível construir transístores com um isolamento perfeito (principalmente quando eles possuem apenas 32 ou 45 nanômetros, como atualmente), as tensões referentes aos bits "0" também variam dentro do processador. Em vez dos 0V teóricos, transístores de uma determinada parte do processador podem receber 0.8 ou 1.0V, por exemplo, que devem ser interpretados como bits "0".

Para que o processador possa funcionar, são especificados valores de tolerância, onde, por exemplo, qualquer tensão até 1.15V é interpretada como um bit "0" e qualquer tensão entre 1.15V e 1.3V é interpretada como um bit "1".

Embora extremamente pequenos e rápidos, os transístores nada mais são do que interruptores em miniatura, que precisam de um pequeno intervalo de tempo para mudar de um estado a outro, ou seja, para alternar entre a tensão VSS (bit 0) e VCC (bit 1). Com isso, a variação de tensão não se parece tanto com um quadrado (como temos nos gráficos de circuitos digitais) mas sim com uma onda, onde os 1.2V de um bit "1" demoram um pequeno intervalo de tempo até caírem abaixo dos 1.15V de um bit "0", e vice-versa.

Ao aumentar o clock do processador, os transístores passam a chavear mais rapidamente, o que faz com que esse delay se torne mais crítico, com os erros passando a serem exponencialmente mais frequentes. Alguns transístores podem passar a atingir apenas 1.12V ao alternar do VSS para o VCC (por exemplo), o que faz com que os bits "1" sejam interpretados como bits "0", produzindo telas azuis e outros erros.

Ao aumentar a tensão do VCC, amenizamos o problema. Se a tensão alvo passa a ser 1.3V em vez de 1.2V, por exemplo, os transístores passam a precisar de menos tempo para atingirem os 1.15V necessários para computar um bit 1 dentro do exemplo.

Naturalmente, como todo bom remédio, o aumento na tensão precisa ser administrado na dose certa, caso contrário faz mais mal do que bem.

O primeiro problema é que aumentar a tensão aumenta o consumo do processador (os transístores passam a usar mais energia para mudar de estado e mais corrente é perdida com o gate-leakage), o que faz com que ele aqueça mais. Quanto maior é o aumento na tensão, maior é o aumento na dissipação térmica, o que em excesso faz com que o processador passe a travar por superaquecimento muito antes de atingir a frequência desejada.

Outro problema é que uma tensão muito alta faz com que os transístores passem a demorar muito tempo para chavear do VCC para o VSS (ou seja, de um bit "1" para um bit "0"), o que também causa erros.

É por isso que, de uma maneira geral, aumentos de até 10% são benignos na maioria dos casos, enquanto aumentos mais agressivos são úteis apenas em casos mais extremos.

Os fabricantes enfrentam este mesmo problema ao lançar séries de processadores com clock mais alto. Na maioria do tempo, o processo consiste em simplesmente selecionar os processadores mais perfeitos, que são capazes de trabalhar a frequências mais altas, e vendê-los dentro das séries mais rápidas, mas em muitos casos eles precisam apelar para o aumento na tensão, assim como ao fazer overclock. Um bom exemplo é o antigo Athlon X2 6000+, onde a AMD foi obrigada a aumentar a tensão de 1.3V para 1.35V para conseguir fazer com que o processador trabalhasse estavelmente a 3.0 GHz.

Por outro lado, séries de baixo consumo (como os processadores ULV da Intel) são capazes de trabalhar com tensões muito mais baixas, mas apenas a frequências de clock igualmente baixas. Um bom exemplo é o Celeron 900 ULV (usado no Eee 900 e em diversos netbooks), um processador baseado no Pentium-M com core Dothan, que tem um TDP de apenas 5 watts, mesmo sendo fabricado usando uma técnica de 0.09 micron.

Voffset e Vdroop: Diferente do que o ajuste disponível no setup nos leva a acreditar, a tensão fornecida pela placa-mãe nunca é fixa, variando de acordo com a utilização (e o consumo) do processador.

Em resumo, o aumento no consumo faz com que a tensão caia momentaneamente (basicamente o mesmo que acontece com a rede elétrica da sua casa ao ligar um chuveiro elétrico), o que faz com que o circuito de alimentação da placa-mãe aumente o fornecimento (ou seja, a amperagem), fazendo com que a tensão volte ao valor inicial.

Quando o processador volta a ficar ocioso, o consumo cai, o que faz com que a tensão suba momentaneamente, o que leva o circuito de alimentação a reduzir o fornecimento, fazendo novamente com que a tensão volte ao valor inicial.

A tensão que era originalmente de 1.2V pode cair quase instantaneamente para 1.14V ao iniciar um teste do SuperPI (que leva a utilização do processador às alturas) e subir para 1.26V quando o teste termina, por exemplo.

Em qualquer placa atual, a variação é muito rápida, levando apenas alguns microsegundos (justamente por isso não é mostrada por nenhum software de monitoramento), mas o dano cumulativo ao longo do tempo acaba abreviando a vida útil do processador.

Para reduzir estes picos de tensão, as placas atuais o uso de duas funções: o Voffset (também chamado de Vdrop, com um "o" só) e o Vdroop (com dois "o"), que trabalham de forma conjunta, reduzindo ligeiramente a tensão do processador e prevenindo variações excessivas na tensão do processador quando ele muda de um estado de alta utilização (e maior consumo) para um estado de baixo consumo.

Com as duas funções ativas, a placa-mãe passa a aplicar uma pequena redução na tensão do processador, que é menor quando ele está ocioso e maior quando ele está em full-load. À primeira vista, parece uma idéia bastante estúpida, já que consiste em limitar o fornecimento justamente quando o processador mais precisa, mas na prática acaba sendo um fator benéfico.

A idéia é que ao fornecer uma tensão um pouco mais baixa quando o processador está em full-load, o circuito ameniza os picos de tensão quando o processador fica ocioso, evitando variações perigosas. Em um exemplo tosco, seria como começar a desacelerar o carro quando você percebe que está chegando perto de um farol fechado.

Com o Vdroop, a placa poderia passar a oferecer 1.18V (em vez de 1.2V) quando o processador está ocioso e 1.14V quando ele está em full-load, fazendo com que a tensão não ultrapasse os 1.2V quando ele volta a ficar ocioso, por exemplo. Dentro do exemplo, a redução de 0.02V nos momentos de ociosidade corresponde ao Voffset (ou Vdrop) e os 0.04V de redução adicional quando o processador está em full-load corresponde ao Vdroop.

O efeito na prática é que as variações nocivas são quase que eliminadas e o processador passa a apresentar um consumo elétrico ligeiramente mais baixo (principalmente em full-load), devido à pequena redução na tensão.

Isso é muito bom para quem pretende manter o processador trabalhando na frequência original, mas não tão bom assim para quem pretende fazer overclock, já que as tensões mais baixas limitam as frequências que o processador é capaz de atingir.

Devido a isso, muitas placas oferecem a opção de desativar ou reduzir o Vdroop no Setup, atendendo à reivindicação do público. Em muitas placas recentes da Asus, por exemplo, está disponível a opção "Load-line Calibration", que reduz o Vdroop através de uma função implementada via software:

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Existem também receitas caseiras (pouco recomendáveis) para bipassar o circuito de regulação "na marra", criando uma ponte entre as trilhas com grafite ou solda.

Entretanto, o melhor é manter a função ativa (afinal, ela existe por um bom motivo) e simplesmente compensar o Vdroop com um pequeno aumento adicional na tensão do processador quando necessário.

Desativar o Vdroop acaba servindo apenas para tornar os picos de tensão mais severos (e perigosos) e faz com que o processador dissipe mais calor, o que acaba sendo contra-produtivo. A recomendação geral é que você o mantenha ativo ao fazer overclock, até que atinja o limite como qual o processador funciona estavelmente. A partir daí, você pode pesar os prós e contras de desativar o Vdroop para tentar obter algum pequeno ganho adicional, ou jogar do lado seguro e mantê-lo ativo.

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  1. 29 respostas para “Overclock: Entendendo a questão das tensões”

  2. Prossenberg em 20 jun, 2009

    se o processador utilizasse 63 ou 55 amperes como colocou (Um Core 2 Quad QX9650 (3.0 GHz), por exemplo, consome cerca de 55 amperes de corrente em full-load, enquanto um Core 2 Quad QX9770 (3.2 GHz) consome cerca de 63 amperes)precisaria de um cabo de 5mm de diametro e esquentaria como uma cafeteira eletrica, aprende e depois escreve !!!!!

  3. Carlos Morimoto em 20 jun, 2009

    Acho que você está equivocado. Consulte as especificações da Intel, ou pesquise um pouco sobre a arquitetura antes de falar besteira.
    Processadores atuais consomem muita energia e utilizam tensões extremamente baixas, o que leva a amperagens absurdamente altas. É por isso que os fabricantes investem tanto em circuitos de alimentação avançados (da onde você acha que veio a necessidade de desenvolver circuitos de alimentação com múltiplas fases, por exemplo?) e mesmo assim técnicas como o Vdroop são necessárias.
    Uma coisa é a tensão e a amperagem nas saídas da fonte, que utilizam 3.3, 5 e 12V, outra diferente são as tensões internas do processador, que trabalha com uma tensão muito mais baixa.

  4. spinner em 20 jun, 2009

    @Prossenberg

    Se voce soubesse por exemplo que o circuito regulador de tensão das placas-mãe utilizam PWM para reduzir a tensão de 12 V para cerca de 1.2, dependendo do processador e das configurações da bios, não teria dito tamanha besteira. O circuito PWM faz com que os 63 amperes em 1.2v reflitam em menos de 10 amperes na linha de 12v da fonte. E esses 63A@1.2V também não são fornecidos ao processador por apenas um dos seus pinos. São varios pinos que recebem alimentação.
    Apenas pense um pouco: Como determinados processadores podem atingir um TDP de 65W (sem contar os monstros que atingem 135W) com uma alimentação de apenas 1.2V? Simples: 65/1.2 = 54,167 Amperes!

  5. Gun'ss em 20 jun, 2009

    nossa… esse texto não merecia esse tipo de comentário…

  6. Observador em 20 jun, 2009

    Caro Morimoto,
    gostaria de parabenizá-lo, não só pelo seu alto grau de conhecimento, pelo seu caráter didático, mas principalmente pelo seu dom, que é disponibilizar "DE GRAÇA" informações importantes e úteis para todo aquele que deseja aprender ou acompanhar as novidades no mundo da informática. Para ter disposição de montar uma publicação tão bem elaborada, sujeita à observação de "n" visitantes, é de se ter no mínimo, um elevado grau de conhecimento técnico. Infelizmente, não tive oportunidade de ver nenhuma publicação, seja online, seja impressa, daqueles que dispõem de tempo para levantar que não há conhecimento da sua parte para publicar as informações acima. Seria bom se todos os que "sabem" tanto mais que você nos brindassem com a luz de seus saberes.

    Sucesso meu caro, é o mínimo que seu futuro lhe reserva.

  7. TaTu em 21 jun, 2009

    Concordo em genero numero e grau com o "Observador"

    meus parabéns ao morimoto, sou visitante assíduo do GDH, a cada dia aprendendo um pouco mais, graças a pessoas como o morimoto, que escreve aquilo que sabe, sempre ilustrando dando exemplo e fazendo analogias!!
    seria realmente muito bom, caso, ao invés de apenas critiar, as pessoas se dessem ao trabalho de fazer a crítica, mostrando o que seria "o correto".

    ao dizer que o processador "precisaria de um cabo de 5mm de diametro e esquentaria como uma cafeteira eletrica" caso utilizasse de 55A. seria mais interessante se nos mostrasse quantos amperes o cpu utiliza, porque ele utiliza tal amperagem…
    tenho certeza que seria bem mais interessante a todos que lessem esse artigo.

    Mto obrigado!

  8. Mark em 21 jun, 2009

    @Prossenberg
    Parece que você não sabe do que está falando. Por acaso, acha que os processadores atuais não puxam uma corrente desta? Você que está precisando aprender!!!
    Esses tipos de comentário nem deveria estar aqui. Estraga um ótimo artigo deste.
    Aprendi bastante com ele! Obrigado, Morimoto.
    Att.

  9. STAlonge em 21 jun, 2009

    Parabens Morimoto , sempre leio seus artigos . Tudo muito bem escrito .Tenho aprendido bastante . Parabens tambem pela sua fineza e educação quando trata de comentários hostis como do Sr Prossenberg …

  10. zoroden em 21 jun, 2009

    "amperagem" não existe…

  11. Itu em 21 jun, 2009

    @zoroden

    Sim, mas muitas pessoas leigas, ou que aprenderam as coisas apenas na pratica, "amperagem" ou "voltagem" pode fazer mais sentido do que tensão e corrente. O Morimoto poderia ter colocado essas expressões entre aspas, ou explicado que essas palavras não existem. Mas isso definitivamente não afetou a qualidade do artigo.

  12. FelipeBran em 21 jun, 2009

    Quanta polêmica, caramba!!!
    Miromoto, sou leitor assiduo seu, o artigo ficou muito bom, parabéns, mas para não gerar tanta discussão assim, o senhor devia explicar um pouquinho de eletrônica na introdução, colocando as formulas para cálculo de corrente.

    Para os demais, um exemplo de como pode-se chegar a essa amperagem extrema, por exemplo (exemplo meio tosco-:), imaginem uma pilha de 1.5V com corrente de 1 ampere, suponhamos que elevassemos a tensão desse pilha para 20V, o que ia acontecer? Ia acontecer que a corrente desse pilha ia cair bastante, apenas para alguns poucos miliamperes(ou seja de 1A ia passar a ser muito menos).
    Conclusão, aumentando a tensão (voltagem) a corrente diminui (amperes) ou diminuindo a tensão (voltagem) a corrente aumenta (amperes). Por isso que uma fonte que fornece saída em 5V de 20A, em 1,2V a corrente vai ser muito maior (amperagem). Esses dados como da fonte pilha eu inventei, e sei que o processador não se alimenta dos 5V da fonte, ok:-)
    Conseguiram entender, alguém duvida? Simples, procura no grande Google;-)

    Até mais, e mais uma vez, Muito obrigado Miromoto pela sua dedicação ao conhecimento livre! Sempre continue sendo a pessoa que você é.

  13. Leandro em 21 jun, 2009

    @Prossenberg

    vc deve ser eletricista que conserta chuveiros, aí fica pensando em cabo de 5mm, 10mm, etc.. Não esqueça da lei de Ohm 55A x 1,2V = 66W , vc acha q pra passar 66W precisa de um cabo de 5mm ?????
    Pode devolver seu certificado de ensino a distancia…
    Morimoto, seus textos são perfeitos! É bom saber q tem gente assim q dedica o seu tempo pra nos manter sempre informados e atualizados, vlw!

  14. Vander em 21 jun, 2009

    Muito bom o texto hein Morimoto!
    Deve ter estudado um bocado, afinal não é trivial combinar as informações de data sheets e demais documentações técnicas para redigir um texto desse teor.

    Muito bom mesmo!

  15. Claudiomar em 21 jun, 2009

    Ainda não adquiri os últimos dos livro ( estou capitando recursos ).De qualquer forma muito obrigado pela disposição os post que tanto enriquecem a internet brasileira.

    @Prossenberg

    Você conhece resistores,capacitores, indutores SMD ?

  16. Samuray007 em 22 jun, 2009

    Valeu. Carlos Morimoto muito agradecido pela sua habilidade, disposição e interesse em compartilhar seu conhecimento e atualizar o nosso, hehe.
    Parabéns por esse trabalho de alto nível técnico e de muita importância para todos que estão começando ou se atualizando no ramo da informática.
    Não tenho muito dinheiro para investir (mesmo assim já comprei alguns livros escritos por ti), mas fico muito satisfeito em poder ler seus textos gratuitamente.
    Grato pela super ajuda fornecida.

  17. brbornia em 22 jun, 2009

    Aew, mito bom o documento ein.
    Mas no meu caso em especifico, eu tenho interesse em fazer exatamente o contrario, reduzir a tensão do processador pra fazer um laptop aquecer menos e consumir menos bateria. Fica aqui meu pedido para um proximo artigo, já que não existe nenhuma boa documentaçao na internet sobre como fazer isso em linux.
    Valeu, abs.

  18. Andre Barbosa em 22 jun, 2009

    parabens morimoto! acho que seu artigossao muito injteressantes quando se trata de hardware, pois acho importante saber "como funciona" as pecas e nao apenas saber "que funciona", muito bom a parte da explicacao dos bits! brigadao!

  19. Lendoeaprendendo em 22 jun, 2009

    Estou sempre ligado aqui e em outros sites buscando conhecimento, sempre aprendo muito. A qualidade da informação aqui é a melhor que já vi. Mesmo não sendo ususário de Linux, não deixo de acessar este site, todo dia. Gosto de tudo aqui. Parabéns, continue sempre com essa qualidade e quem sabe, "alguns" deixem de "se achar", e ao invéz de criticar, se disponham apenas a aprender. Obrigado, sempre!

  20. salesio em 22 jun, 2009

    quanta inteligência esse carinha tem…vc é um exemplo de humildade… Parabéns…

  21. Luzemário em 22 jun, 2009

    Bom, voltando ao tópico, putz… eu nunca tinha parado para pensar num consumo "absurdo" de corrente como esses :) não é a toa, que em watts, usar um monstrinho top de linha em full load o tempo todo não seja uma coisa muito boa para a conta de luz… e pensar que na época dos XTs, quando comecei a trabalhar com informática (êpa!!! tenho só 35!!!), as pessoas me perguntavam sobre o consumo de um IBM PC original (4,77MHz) e eu respondia que computador consumia igual a uma televisão (de tubo CRT, de 29 polegadas)…

  22. Luzemário em 22 jun, 2009

    Morimoto, curiosamente alguns processadores usam lógica negativa, isto é, o nível lógico "0" (baixo) corresponde a maior tensão (por exemplo, 5V), enquanto que o nível lógico alto corresponde a algo próximo de 0V. Esses processadores normalmente tem pinos identificados por barras em cima do label dos sinais, ou em representação mais simplificada, uma barra antes do nome do sinal (como em /RST, que é aterrado para acionar a função de reset). Você sabe se esses processadores modernos usam lógica positiva ou negativa?

  23. Carlos Morimoto em 23 jun, 2009

    Até onde sei os processadores utilizam lógica positiva mesmo, mas não achei nenhum paper atual que comentasse sobre o uso nos processadores atuais, talvez alguém tenha mais detalhes. Pelo que sei, a lógica negativa é usada em controladores de alguns tipos de mídia de armazenamento. Um possível exemplo é o CD-ROM, onde os sulcos (bits 1) dispersam o laser, enquanto as áreas planas (bits 0) refletem o laser, gerando a leitura.

  24. rog1980 em 23 jun, 2009

    Excelente artigo !!
    Muito bem explicado e de fácil entendimento !!

    Um texto desses merece, no mínimo, uma parabenização !!

  25. Marcos em 23 jun, 2009

    Excelente texto !!!! Parabens Morimoto !

  26. Tlloureiro em 23 jun, 2009

    Morimoto, o elevado conhecimento e a qualidade técnica exposto nos seus artigos são irrefutáveis.
    São poucos os que conseguem explicar numa linguagem de fácil entendimento, fenômenos ou conceitos complexos utilizados na informática.
    Parabéns!

  27. Luzemário em 24 jun, 2009

    Um ponto interessante que o sábio Prossenberg citou em sua ímpar declaração no início deste post é que o processador "esquentaria como uma cafeteira elétrica"… pelo menos isso ele tem como comprovar!!! :) é só tirar o cooler do processador e colocar o dedo em cima dele. Se o processador esquentar como uma cafeteira, pode ter certeza que os processadores atuais realmente consomem mais de 50 Ampères. ;)

    Se o dedo dedo dele queimar, não tem problema, afinal será para o bem da ciência, como diria Darwin…

  28. Surak em 25 jun, 2009

    O duro não é o Prossenberg não saber o consumo de um processador moderno, ou intuir que seja provavelmente o artefato tecnológico humano de maior dissipação térmica por área, nem muito menos imaginar a quantidade de pinos necessários para alimentá-lo com tal corrente, mas ser tão arrogante a mal-educado! Bastante desagradável topar com um comentário desses após um artigo bastante instrutivo.

    Ótimo texto, eu nem fazia idéia dessa história de Vdrop e Vdroop!

    Aproveitando, tentando contribuir construtivamente, embora em nada afete a ótima qualidade, gostaria de sugerir que fosse usado Vdd em vez de Vcc, uma vez que Vcc era usado em circuitos TTL (transistores PNP e NPN), onde o Vcc se referia à tensão de coletor (daí a letra "c"). Hoje em dia, os circuitos micro(nano)eletrỗnicos se baseiam preponderantemente em transistores FET. Rigorosamente falando, portanto, o ideal é usar Vdd, de tensão de dreno (daí a letra "d"). Aí casa perfeitamente com Vss (letra "s" de source, ou fonte em inglês).

  29. kamikase em 2 jul, 2009

    Só receberá elogios da minha parte.
    Parabéns.

  30. gadarf em 20 ago, 2009

    Muito bom o texto, aumentei o meu aqui em 10%, ficou estável o over.


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