Mini-review do GoblinX
Publicado em 20/03/2009 – 13:38por Carlos Morimoto
O GoblinX é um live-CD desenvolvido por brasileiros, que é indiretamente baseado no Slax. Indiretamente, pois ele utiliza os scripts do Linux Live (http://www.linux-live.org/), que correspondem à estrutura básica do Slax, sem entretanto usar diretamente os módulos do sistema. Os scripts permitem criar sistemas live-CD a partir de uma instalação do sistema no HD, além de possibilitarem a criação de módulos a partir de pacotes do Slackware, instalação em pendrives e outros recursos. O GoblinX "sobe nos ombros de gigantes" ao combinar estes componentes com alguns recursos próprios.
Site oficial: http://www.goblinx.com.br
Fórum em português: http://forum.goblinx.com.br/
Tutoriais (em inglês): http://www.goblinx.com.br/en/?cat=7
Uma das principais características do GoblinX é a disponibilidade de várias versões diferentes do sistema, cada uma com um conjunto diferente de módulos e destinada a um público específico.

Por um lado, essa abordagem confunde e afasta muitos usuários (já que você precisa primeiro entender as diferenças entre as versões para depois escolher uma e poder finalmente testar o sistema) mas, por outro, oferece uma flexibilidade muito grande, já que você pode utilizar uma ou outra versão de acordo com suas preferências ou necessidades. Quer uma versão baseada no FluxBox ou no XFCE? Sem problemas, basta usar o GoblinX Micro ou o GoblinX Mini. Vamos então a uma rápida descrição de cada uma das versões:
G:Standard : É a versão principal do sistema, que inclui várias opções de gerenciadores de janelas e um conjunto moderadamente completo de aplicativos em uma imagem com pouco mais de 300 MB.
G:Premium: Uma versão levemente aprimorada do G:Standard, destinada a ser instalada no HD e usada como desktop principal. Ela é o "ganha pão" do projeto, vendida em CD-ROM ou em pendrive como uma forma de arrecadar fundos.
G:Mini : É uma versão minimalista do sistema, que utiliza do XFCE como gerenciador gráfico e um conjunto reduzido de aplicativos, com o objetivo de caber dentro de uma imagem de 200 MB.
G:Micro : Similar ao G:Mini, mas utiliza o FluxBox como gerenciador de janelas, o que torna o sistema ainda mais minimalista e geek. Ele é uma opção para quem gosta do FluxBox, ou quer um sistema o mais leve possível para uso em micros antigos.
G:Noblin: Esta é a versão mais recente do sistema, baseada no Gnome. Junto com a mudança no ambiente, quase todos os aplicativos foram substituídos por aplicativos baseados na biblioteca GTK2, o que faz com que o sistema tenha um jeito de ser completamente diferente.
Todas as versões estão disponíveis em dois formatos: o tradicional arquivo ISO, que pode ser gravado em CD, e um arquivo .zip, destinado à instalação em pendrives. O processo de instalação para eles é o mesmo do Slax: descompactar o arquivo, copiar o conteúdo para o raiz do pendrive e executar o script "boot/bootinst.sh" ou "boot/bootinst.bat" para torná-lo bootável.
Embora use o inglês por default (por estranho que possa parecer, o GoblinX possui mais usuários e colaboradores no exterior do que no próprio Brasil), você pode alterar a linguagem padrão através das opções de boot. Basta pressionar a tecla TAB depois de escolher o ambiente e substituir o "locale=english" por "locale=portuguese_br lang.br":

As opções de boot alteram apenas a configuração do sistema, para concluir a mudança na linguagem, você precisa instalar também o pacote de internacionalização do KDE, que você pode baixar (juntamente com outros módulos extras) no: http://goblinx.linuxish.net/modules/. Outra opção para instalar softwares é usar o Gslapt, disponível no "Iniciar > System" e, como de praxe, você pode também instalar pacotes do Slackware, usando o installpkg.
A maior parte do trabalho de personalização é feito em torno do XFCE e do Fluxbox, deixando o KDE e o Gnome um pouco em segundo plano, mas o visual é sempre uma questão de gosto, que você pode personalizar em poucos minutos. Logo no primeiro boot, você vai perceber que o GoblinX tem um jeito próprio de ser, tanto com relação à aparência (ele é uma das poucas distribuições com o KDE que utiliza o barra no topo da tela, por exemplo) quanto com relação à própria organização do sistema.
Um dos pontos fortes do GoblinX é a facilidade em remasterizar o CD, incluindo módulos ou opções personalizadas. Você pode inclusive fazer a remasterização diretamente a partir do live-CD, desde que tenha disponível um pendrive ou espaço em uma partição do HD para salvar a nova imagem. O script de remasterização está disponível (junto com diversos outros scripts de configuração) dentro do Magic Center, um painel de administração gráfico:

Se você se identifica com o jeito de ser do Slackware, está à procura de uma distribuição leve para uso em micros antigos, ou quer um live-CD que possa ser personalizado com facilidade, o GoblinX sem dúvidas merece um teste. Os dois principais concorrentes diretos seriam o Slax (que também é facilmente personalizável como live-CD) e o próprio Slackware, que permanece como uma opção mais estável e elegante como desktop.
Leia também:
» Mini-review do Vector Linux
» Mini-review do Linux Mint
» Mini-review do sidux
» Mini-review do Dreamlinux
» Mini-review do Slax
» Mini-review do Knoppix



9 respostas para “Mini-review do GoblinX”
Em versões anteriores, pelo menos o KDE, tinha mais personalidade. Segundo o Flávio, por estar em um momento de transição, tanto na distro (com a chegada de novos colaboradores) como no sistema (o KDE4 deve assumir a posição de principal no Slackware que serve de base), o melhor é dar uma pisada no freio e esperar, até para sair algo legal.
Quanto ao fato de ter mais destaque lá fora que aqui, tenho uma teoria, ele não é baseado em debian, que tem a preferencia por aqui.
Eita Max, tu é o cara. Em todo artigo tem comentário seu!!!
Uia, se o assunto me interessa e tenho algo a comentar vou lá e posto. Até porque eu tinha indicado o GoblinX no post sobre o Slax, é uma das distros que uso.
Obrigado pelo review… Max tem razão, o GoblinX vem passando por reformulações que em cerca de dois meses o tornarão muito mais poderoso.
Um adendo que gostaria de acrescentar, é o fato do GoblinX instalado funcionar como as melhores distribuições já que tem repositório de pacotes próprio e o Gslapt instala pacotes com checagem de dependências, esse é um diferencial em relação ao Slax e Slackware, e torna o GoblinX a meu ver mais próximo do Zenwalk, apesar deste último ter lançamento separados em livecd e distro instalável.
O próximo G:Mini já trará uma mudança importante: TODAS os locales serão mantidos e o usuário escolhe a língua padrão usando o menu do Isolinux.
Abs
Discordo, Dreamlinux é baseado no debian, e também faz mais sucesso "lá fora".
Acho perfeitamente natural uma distribuição que tenha suporte ao inglês (além do português) chamar mais atenção "lá fora" do que aqui. Pense só, é o Brasil contra o resto do mundo. Logicamente vai ter mais gente de fora apreciando a distro. Alie a isso o fato de o pessoal aqui ser bem avesso a novas distribuições linux, e você tem este cenário atual onde algumas distros brasileiras fazem mais sucesso fora do pais.
Claro que não basta apenas ter suporte a outros idiomas, ela também tem que apresentar algumas qualidades que a destaque das demais. E o goblinx tem isso em seu sistema de módulos (o linux-live), e na facilidade de ser remasterizado (coisa que infelizmente o slax não tem).
Apesar disso, o slax continuará como minha distro de pendrive padrão. Já que a considero bastante sucinta e organizada, qualidades estas que aprecio muito.
Com a evolução que o goblinx passa atualmente, não descarto a possibilidade de, num futuro não muito distante, aderir a ele. Vamos ver como fica a próxima geração…
Uma parte que pode ser melhorada é o instalador, que para mim que utilizo mouse serial e preciso utilizar a tecla TAB para navegação, quando o mesmo não é detectado em alguns sistemas, no instalador ao se navegar com a tecla TAB não se consegue mais sair da parte onde fica a descrição de cada função para prosseguir aos próximos passos.
"Discordo, Dreamlinux é baseado no debian, e também faz mais sucesso "lá fora"."
Quanto ao fato do Dream Linux ter mais destaque lá fora que aqui, tenho uma teoria, o nome já diz tudo, eu tendo como lingua nativa o inglês teria no minimo a curiosidade de conhecer uma distro com esse nome e como nativo do português, me parece ser uma distro inglesa.
muito louco o windowmaker.
meus amigos estao babando em cima do teclado.
Baixei e fiz meus testes com o recém-lançado g:Mini 3.0rc1 e recomendo: é o canal! Muito bom mesmo! Consegui rodá-lo em português e ouvi wma nele. A quantidade e qualidade dos programas satisfaz bastante a quem procura o básico indispensável. Show de bola!