Chip da Freescale promete e-books de US$ 150
Publicado em 02/03/2010 – 09:06por Carlos Morimoto
O mercado de leitores de e-books está esquentando. Desde o lançamento do Amazon Kindle, praticamente todos os fabricantes apresentaram produtos ou softwares destinados ao novo nicho.
Além dos fabricantes de hardware, que continuam ocupados apresentando protótipos, temos as investidas da Apple (com o iPad), Microsoft (que ainda tem esperanças de transformar o Windows 7 em um sistema de sucesso entre os tablets), o Google (com o Android e o Chrome OS) e a Intel, que se prepara para a batalha Atom x ARM. Em meio à confusão de protótipos e à usual guerra de press-relases, podemos classificar os leitores de e-books atualmente no mercado em duas categorias.
A primeira é a dos leitores dedicados, como o Kindle, que (embora também permitam navegar e executar algumas outras tarefas) são construídos em torno do conceito de leitor, fazendo apenas isso, mas fazendo bem. Eles são mais leves, utilizam telas monocromáticas (devido à questão do contraste e do baixo consumo elétrico) e são mais baratos. O Kindle já custa (nos EUA) apenas US$ 259 e existem especulações de que um novo corte de preços será anunciado nas próximas semanas.
A segunda categoria é a dos tablets, que também incorporam a função de leitor de e-books como parte do pacote. Eles são maiores e oferecem telas coloridas, mas são em compensação mais pesados, mais caros e oferecem uma autonomia de baterias bem menor. Além do iPad, que é o exemplo mais famoso, já temos protótipos e conceitos de inúmeros outros fabricantes, anunciando a invasão iminente.
Alguns deles, como o HP Slate, são baseados na dupla Atom e Windows 7 (basicamente um netbook sem teclado) mas a maioria dos outros fabricantes tem apostado em aparelhos com processadores ARM e o Android. Em ambos os casos, os preços ficam na faixa dos US$ 500 a US$ 700, mais caros não apenas que os leitores dedicados, mas também mais caros que a maioria dos netbooks.
Uma boa notícia para quem continua mais interessado na primeira categoria é o chip i.MX508 anunciado pela Freescale. Ele oferece um conjunto de funções moldadas em torno de leitores single-task monocromáticos, como o Kindle, eliminando funções como a aceleração de vídeo e decodificação de formatos de mídia em troca de reduções no consumo elétrico e no preço.
Ele oferece um chip ARM Cortex A8 de 800 MHz (cerca de duas vezes mais poderoso que os chips ARM11 usados em smartphones atualmente) com 256 KB de cache L2 e suporte a diversos algoritmos de encriptação. Ele oferece também suporte a telas (monocromáticas) de até 2048×1536 e suporte à até 100 atualizações de tela por segundo, o que abre as portas para uma nova geração de leitores, com telas e-paper de alta resolução e transições de página mais rápidas.
O principal diferencial, entretanto, é o fato de ele combinar funções que hoje são desempenhadas por vários chips separados em um SOC de baixo custo. Estima-se que o novo chip possa reduzir o custo de produção dos leitores em cerca de 30 dólares, o que torna possível o desenvolvimento de leitores custando a partir de US$ 150. Caso a promessa se materialize, os leitores monocromáticos podem acabar vencendo a guerra, já que o preço dos leitores começará a se aproximar do custo de um punhado de livros de papel.







10 respostas para “Chip da Freescale promete e-books de US$ 150”
Ao que tudo mostra, parece que logo logo estaremos nos habituando com livros digitais.
Acho que anúncios como estes dão um pouco de medo em editoras, pois, entende-se que livrs digitais serão mais baratos. Sem falar na famosa pirataria.
Onde chegaremos?
Os vendedores de colírio agradecem
@Flavio,
É verdade, tinha esquecido deles.Acho que se esse negócio se popularizar mesmo, vou comprar lotes de colirio para vender. ;-)
#quero muito um desses
esse novo segmento vai pegar um nicho bem especifico, os livros de romances e de entretenimento, porque livros científicos e acadêmicos ainda vão ser usados, pois é possível sublinhar partes especificas e na hora de resumir alguns pontos importantes são melhor manuseados.
livros impressos nunca perderão seu valor…
Morimoto, o nome correto não seria e-reader? Já q e-book da a impressão de ser o livro eletrônico em si, um pdf por exemplo…
Uma coisa interssante de se tratar seria a nova tela da Pixel Qi. Já mostraram vários projetos de tablets usando essa tela na Cebit. Antes do meio do ano eles devem lançar kits para vc mesmo tirar a tela do seu netbook e trocar pela deles (link: http://pixelqi.com/blog1/2010/03/07/diy-pixel-qi-kits/ ).
E eles tb tem uns videos super interessantes no youtube, que não é aquela linguagem de marketing vazia, mas sim algo mais próximo ao que tem aqui no blog do morimoto:
http://www.youtube.com/watch?v=R7ZErQ5Kl6w
http://www.youtube.com/watch?v=oawX3wenxNc
http://www.youtube.com/watch?v=qSR-m6o4ML8
http://www.youtube.com/watch?v=Mm8WoItVRn0
E aqui sobre a história da fundadora, e pq ela escolheu esse caminho (ela era do grupo do OLPC)
http://www.youtube.com/watch?v=a0ZaHy7k6w4
@pessoal dos colírios: Telas com e-ink, ou essa da pixel qi, funcionam como o papel, refletindo a luz de fora, e não emitindo luz. Diferentemente do iPad, que nenhum não-masoquista deve comprar p/ ler livros. Ou qualquer outra coisa, na verdade.
Meu primeiro leitor foi um palm LifeDrive. Como leitor, é espetacular usando o PalmFiction. Lê, entre outros formatos, ODT. Tenho e uso até Hoje. O meu preferido atualmente é um N810 com FBReader. Lê alguns formatos, mas prefiro converter e ler em html… a propósito, não lê ODT, e nem a versão instalada do Abiword consegue a façanha… Uso um N810 com Linux mas preciso salvar meus arquivos no BROffice em DOC e XLS para o Abiword e o Gnumeric…
Leio ebooks no meu Palm TX em tela cheia usando o Mobipocket. Muito mais prático de ler que um livro de papel, podendo ler até no escuro, uma vantagem que a maioria desses e-book readers que vêm sendo lançados não têm.
vou esperar eles lançarem um que acesse a internet ai eu compro mas acho que as editoras vao pirar ao ver a potencia de pirataria da internet kkkkkkkkkkk nunca vi uma fabribrica de pirataria como a internet acho que nao tem como somar os preju por ano.