GPS em smartphones, parte 2
Publicado em 17/09/2008 – 15:24por Carlos Morimoto
Para quem tem um aparelho sem GPS, existe a opção de usar um receptor GPS bluetooth. Por incluírem apenas os circuitos básicos, combinados com um transmissor bluetooth, usado para comunicação, eles custam muito mais barato, a partir de US$ 55 em lojas do exterior, ou R$ 200 no Brasil. Eles são também bastante compactos, quase sempre bem menores que um celular médio:

A própria Nokia vende uma linha de receptores Bluetooth para uso em conjunto com seus aparelhos, que incluem o LD-3W e o LD-4W. Apesar da grife, eles são receptores normais, que podem ser usados em conjunto com qualquer aparelho.

Estes receptores GPS bluetooth podem ser combinados com um PC ou um notebook (você pode usar o GPS em conjunto com o Google Earth ou outro software de localização), mas o mais comum é combiná-los com um smartphone, que recebe as coordenadas e executa as demais operações, executando o software com os mapas e fornecendo direções. Tudo é processado pelo próprio smartphone, a partir das coordenadas calculadas pelo receptor GPS. Usando um destes receptores e instalando um software de navegação, seu smartphone passa a oferecer funções equivalentes à de um aparelho com GPS integrado.
O primeiro passo é fazer o pairing entre o smartphone e o receptor. Assim como no caso dos mouses e teclados bluetooth, eles utilizam uma passphrase fixa ("0000" em muitos modelos), especificada em uma etiqueta ou no manual. Da primeira vez que é usado, é normal que o receptor demore vários minutos para conseguir calcular a localização inicial (ou "fix"), que acontece devido à necessidade de obter a localização dos satélites. A partir da segunda vez, ele passa a demorar de 20 a 40 segundos, em média.
Muitos smartphones utilizam um sistema híbrido, o A-GPS (Assisted GPS) onde o sinal dos satélites é combinado com o uso de triangulação celular e do uso de um servidor remoto, que fornece informações sobre o posicionamento dos satélites (reduzindo drasticamente o tempo necessário para obter o fix) entre outras informações, que facilitam o trabalho do receptor. Naturalmente, todas as informações são transmitidas usando a rede celular, consumindo tráfego de dados, por isso o A-GPS está longe de ser uma unanimidade; muitos preferem simplesmente desativar o recurso. Um bom exemplo de aparelho fortemente baseado no uso do A-GPS é o iPhone 3G.
Depois de resolvido o problema do hardware, falta o segundo componente mais importante, que é o software de localização. Existem diversos softwares comerciais, que variam em recursos, preço e na variedade de mapas disponíveis, mas existem também opções gratuitas, como o Google Maps e (no caso de aparelhos da Nokia) o Nokia Maps, que é o mesmo software usado pela Nokia em seus receptores GPS automotivos:

Usar o smartphone como localizador, em vez de um GPS automotivo tem seus prós e contras. A grande vantagem é o fato de você ter ele sempre a mão, o que faz com que você acabe usando o GPS em muitas situações onde de outra forma não teria um GPS à mão. Outra vantagem é o custo, já que a diferença de preço entre um smartphone com GPS e outro equivalente sem (ou de um receptor USB separado) é bem menor do que o preço de um navegador completo. Uma terceira vantagem é a questão do software, já que no smartphone você pode escolher qual usar.
A desvantagem, por outro lado, é que a tela do smartphone é quase sempre muito menor, o que dificulta o uso enquanto está dirigindo e, e em muitos casos, o software de navegação não vem pré instalado. Nos próximos posts falarei sobre as opções disponíveis.



2 respostas para “GPS em smartphones, parte 2”
Estou aguardando ansiosamente a próxima coluna sobre softwares GPS para o SYmbian. Tenho um Nokia E51 e o único software que consegui fazer funcionar nele foi o Garmin XT.
Tenho um smartphone Palm Centro. Estou interessado neste receptor GPS bluetooth. Posso usa-lo neste aparelho palm? Onde encontra-lo? E o software?
Obvrigado