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O possível fim dos desktops

Publicado em 02/07/2009 – 14:14
por Carlos Morimoto

Vira e mexe, alguém aparece profetizando o iminente fim dos desktops. Ao acompanhar o crescimento nas vendas dos notebooks e netbooks, não é difícil chegar à esta conclusão, já que a percentagem de notebooks vendidos cresceu de menos de 10% há uma década atrás para quase metade das vendas mundiais em 2008.

De fato, uma pesquisa recente do iSuppli indica que as vendas combinadas dos notebooks e netbooks ultrapassaram pela primeira vez as vendas mundiais de desktops no primeiro trimestre de 2009, com crise e tudo. Em alguns mercados (sobretudo nos EUA), a proporção é ainda maior, com os portáteis já representando mais de dois terços das vendas. Se você colocar esses números em um gráfico, vai chegar à conclusão de que, mantida a tendência atual, os desktops vão desaparecer completamente até 2015.

Entretanto, existem diversos motivos para que isso não aconteça. É óbvio que os notebooks vão continuar sendo populares e vão continuar abocanhando parte do espaço dos desktops, mas eles não vão desaparecer completamente em um futuro próximo.

Para começar, vamos começar investigando alguns dos fatores na popularização dos notebooks e netbooks:

Similaridade de componentes: Antigamente, desktops utilizavam monitores de CRT e processadores regulares, enquanto notebooks utilizavam telas de LCD e processadores móveis, que eram muito mais caros. Os HDs de 2.5" eram lentos e menos confiáveis e para complicar o pequeno volume das vendas fazia com que a economia de escala não desse as caras.

Hoje em dia, entretanto, os notebooks estão cada vez mais utilizando componentes similares aos dos desktops e, paradoxalmente, as telas de LCD para notebook já são mais baratas que os monitores para desktop, devido às dimensões menores, à ausência do conversor analógico-digital (presente em todos os monitores que usam conector VGA) e à luminosidade mais baixa.

No caso dos netbooks, temos a questão do Atom, que apesar do baixo desempenho, é também bem mais barato que os processadores para desktop.

Paridade de preços: A questão dos componentes levou a outro fenômeno, que é a quase paridade de preços entre os notebooks e os desktops nas configurações mais simples. É bem verdade que notebooks mais parrudos ainda custam uma fortuna, mas se você se contentar com um Pentium E ou um Celeron, existem muitas opções por menos de 1500 reais, o que é similar ao que você pagaria por um desktop e um nobreak. Na época do dólar baixo, muitos modelos chegaram a custar menos de R$ 1000.

Como a maioria das pessoas usam o PC apenas para tarefas básicas, faz mais sentido comprar um notebook, que é transportável e consome muito menos energia do que um desktop que vai ficar estacionado em cima da mesa.

A própria noção de "estação de trabalho" se dissipou, já que para a maioria, o ambiente de trabalho se resume a uma instância do Firefox com um punhado de abas abertas, um processador de texto e mais um ou dois aplicativos específicos, o que faz com que mesmo os notebooks mais simples atendam às necessidades imediatas da maioria.

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Instalação simples: quando falamos em "instalação", vem à mente a imagem do técnico de 30 reais "instalando" o PC e a impressora, mas aqui estou me referindo ao processo de encontrar um local adequado para colocar o PC. No caso de um desktop, você precisa de uma mesa com um espaço razoável para trabalhar com conforto, enquanto um notebook entra em basicamente qualquer canto. Como hoje as pessoas têm cada vez menos espaço, a mudança faz sentido.

Dockeando: Embora a ergonomia não seja exatamente o forte dos portáteis (atire a primeira pedra quem nunca plugou um mouse USB no notebook…) é perfeitamente possível espetar um monitor externo, junto com teclado e mouse USB e usá-los como faria com um desktop.

E agora, os fatores que devem assegurar a sobrevivência dos desktops:

Falta de opções high-end: Mesmo os notebooks mais monstruosos carecem da força bruta que possível extrair de um desktop high-end. Se dinheiro não for problema, você pode montar um Core i7 com um cooler valente e overclockar o processador para 4 GHz ou mais, obtendo um desempenho quase 10 vezes superior ao de um Celeron de 1.8. Você pode usar também 12 GB de RAM, ou simplesmente instalar 5 HDs em RAID 5 e obter assim 4 TB de espaço de armazenamento, com seguro contra falhas mecânicas em um dos drives.

No caso dos notebooks, as opções são bem mais limitadas, já que os processadores ficam limitados a um teto de não muito mais do que 40 ou 45 watts de TDP, o que limita muito o clock e dificulta o uso de processadores quad-core.

Como os coolers são muito menores e dimensionados para atenderem o processador apenas na frequência default, os overclocks são também muito raros em notebooks, não apenas pela falta das opções de ajuste dos clocks e tensões, mas pela própria inviabilidade técnica.

Telas menores: Com monitores de 22 polegadas ou mais sendo vendidos a preços acessíveis, subitamente as telas de 14" ou 15" dos notebooks começaram a parecer pequenas. É bem verdade que você pode plugar um monitor externo ou uma HDTV, mas na prática acaba não sendo tão prático assim. Outra desvantagem é a impossibilidade de usar vários monitores.

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Custo por megabyte dos HDs de 2.5": Embora os HDs de 2.5" estejam com um desempenho cada vez mais competitivo (de fato, os HDs mais rápidos do mercado usam platters de 2.5", muito embora não sejam drives para notebook), eles ainda oferecem um custo por megabyte muito maior. O motivo é a simples questão da área, já que platters de 3.5" permitem acomodar muito mais setores que platters de 2.5".

Muito embora o custo dos drives já não seja muito diferente, os HDs de 3.5" possuem uma capacidade muito superior, o que os torna muito mais efetivos na hora de armazenar grandes volumes de arquivos, o que fortalece os desktops.

3D e jogos: Outra arma secreta dos desktops é o desempenho em 3D, principalmente quando colocamos na balança a possibilidade de usar SLI ou Cross-Fire.

Tanto as opções de processadores quanto de placas 3D para notebooks são limitadas pela dissipação térmica. É difícil até mesmo usar soluções medianas como uma GeForce 9600 GT ou uma ATI 4850, o que dizer de duas GeForce 285 GTX em SLI.

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Com isso, o foco dos fabricantes passa a ser desenvolver soluções de baixo consumo e baixo desempenho, como no caso do nVidia Ion, que é baseado no GeForce 9400M, com memória compartilhada, uma solução bastante fraca se comparada a qualquer placa offboard atual. Um netbook com o Ion faz bonito ao exibir vídeos 1080p, conectado a uma HDTV, mas não é uma solução muito eficiente na hora de jogar.

Não é impossível colocar duas placas 3D high-end em um notebook, mas ao fazê-lo ele deixa de ser um "notebook" e fica mais para um "desk-note". Um bom exemplo é o Asus W90Vp:

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Ele usa uma tela de 18.4" (1920×1080), com um Core 2 Quad Q9000 (2.0 GHz), 6 GB de RAM, dois HDs de 320 GB e duas Radeon 4870 (512 MB, 256 bits) em CrossFire. Tanto a configuração quanto a tela impressionam, o problema é que ele pesa 5.2 kg, lembrando um pouco os primeiros PCs portáteis, que pesavam 12 kilos e eram do tamanho de uma maleta. Outro problema é o preço, já que ele custa a partir de US$ 2.500 (preços dos EUA).

Embora o ramo dos "notebooks para jogos" seja mais um filão crescente, eles oferecem um desempenho apenas mediano e são muito caros, o que os torna mais uma curiosidade técnica do que uma opção real de compra. Muito se discute sobre o futuro dos jogos nos PCs frente ao crescimento dos consoles e, para quem é partidário deles, gastar US$ 2.500 em um notebook de 5 kg faz ainda menos sentido.

Um é pouco, dois é bom: A melhor maneira de combinar as vantagens dos desktops e notebooks é simplesmente ter um de cada, como fazem cada vez mais pessoas. Você pode ter então um desktop com dois ou três monitores com tudo o mais que tem direito para trabalhar confortavelmente quando estiver em casa ou no trabalho e um notebook para usar em outros lugares.

Dependendo do seu perfil de uso, pode ser mais vantajoso combinar um desktop e um netbook, já que eles são mais leves e baratos. Entretanto, assim como no ditado, ter um desktop, um notebook e um netbook acaba sendo demais, pois as funções começam a se sobrepor e começa a ficar difícil manter seus dados e configurações sincronizados entre os três.

Um dos motores por trás do crescimento na venda dos notebooks é justamente que a queda no preço tem levado muita gente a comprar um portátil para servir como segundo micro, complementando o desktop que já tem.

Notebooks não são servidores: Outra área em que os notebooks são fracos são nos servidores, que possuem necessidades muito mais específicas. A grande maioria dos servidores em uso são montados com placas, memórias e processadores de mercado, assim como qualquer desktop de supermercado. Isso faz com que a indústria como um todo se beneficie com a economia de escala, já que os mesmos componentes são usados simultaneamente nas duas frentes.

Embora os servidores fiquem trancados nos datacenters, longe da atenção do público, eles respondem por uma fatia considerável dos PCs vendidos. Mesmo que a procura pelos desktops continue caindo, temos ainda o mercado de servidores, que continua crescendo.

Em resumo, existem muitos motivos óbvios para a queda nas vendas dos desktops, mas também existem muitos argumentos forte a favor deles. Não tenho bola de cristal, mas algo me diz que eles vão continuar entre nós por mais bastante tempo… :)

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  1. 42 respostas para “O possível fim dos desktops”

  2. Alex em 2 jul, 2009

    Quanto a Dockar, é verdade….Meu Aspire One ganha monitor de 17 wide e HD USB de 500 Gb quando chega em casa…

  3. RkmYK em 2 jul, 2009

    Eu prefiro a combinação desktop + netbook, mas quem sabe um dia os notebooks realmente não substituam os desktops.

  4. gugamilare em 2 jul, 2009

    Eu concordo com o Morimoto nisso. Eu duvido que os notebooks vão substituir os desktops tão logo. Com certeza os notebooks são bem mais vantajosos para se usar no trabalho ou até nos estudos (se você tiver que ficar na universidade, por exemplo), especialmente se você precisa viajar bastante. Por outro lado, devido aos limites impostos pela portabilidade, um notebook sempre vai ter desempenho e tela inferiores a um desktop comum. Se você tiver a intenção de jogar um jogo recém lançado cheio de efeitos gráficos, com um monitor grande (por exemplo, 19") com uma resolução coerente e sem falhas, um notebook não vai lhe ajudar muito.
    Bom, obviamente, algum dia esses problemas podem se acabar, mas não vai ser tão logo.

  5. MBetioli em 2 jul, 2009

    Em minha opinião, notebook e desktop se complementam.
    Se conseguissem tirar os fios dos desktops e reduzissem um pouco o tamanho da cpu ele voltaria a ganhar espaço no mercado.

  6. Ro3b em 2 jul, 2009

    Imagino que toda a tralha que hoje precisa de um gabinete separado poderá ser integrada ao monitor pois tubo o que é processado tem como objetivo a sua visualiazação ( com exceção do som e dos impressos ) e somente será necessário carregar um teclado e mouse

  7. Fabio Lima em 2 jul, 2009

    Seguindo seus argumentos, dá para concluir que os desktops vão sumir, em curto prazo, do segmento de usuários domésticos comuns (não heavy users). Pois, nenhuma das vantagens do desktop que vc aponta fazem sentido para esse segmento.

    Na minha opinião, o que vai dar uma sobrevida aos desktops neste contexto é que vai demorar para este público aprender a planejar suas compras pensando em Dockeamento.

    Bem que isso poderia ser explorado pelo comércio e empresas do setor…

  8. Chris Schmitt em 2 jul, 2009

    Será difícil extinguir os Desktops principalmente para quem gosta de jogar, que é um público bem grande de consumidores.

  9. Amenta em 2 jul, 2009

    Muito provavelmente para usuário comum, seja interessante a compra de um motebook, pois temos hoje notes, com até 250g de hd, o que se coloca muitos bits. Vai depender apenas do bolso do consumidor, do espaço que tenha, etc
    Mas se ele for um usuário mais exigente, que trabalhe pesado na máquina, ele vai continuar com o desktop mesmo.
    Muito provavelmente os desk, viverão com empresas pequenas, que não terão condições de montar servidores de porte, e que um desk venha receber uma certa turbinação com HDs em raid, por questões de armazenamento, e que sejam plugados vários notes e nets na rede.
    Os nets para o pessoal de vendas, é um tremendo achado, leve, extremamente portátil, comporta todo o processo de um dia de vendas, pois quando chegar na matriz terá como descarregar tudo para o servidor, ou até mesmo acessando pela internet de casa, via uma vpn, ou coisa parecida.
    O que na verdade existe, são alguns gargalos apontados pelo Carlos que impedem substituição imediata. No meu ponto de vista ainda conviverão por bastante tempo.

  10. Luiz Fernando em 2 jul, 2009

    Muito bom artigo. Eu sempre fui usuário de desktop, mas há coisa de um ano eu comprei um notebook para ver como era. Rodando o Windows Vista era uma porcaria, mas depois que instalei o Ubuntu ele ficou muito rápido, ganhei em segurança e mobilidade para usar a internet. Porém, não consigo habilitar os "efeitos especiais" do Ubuntu e muito menos jogar algo parecido com um Diablo. Mas para o meu uso atual, me considero muito satisfeito com meu notebook.

  11. Mecenas em 2 jul, 2009

    "…crescimento nas vendas dos netbooks e netbooks, não é difícil…"

    Acho q vc quis dizer NETbooks e NOTEbooks.

    "…lar 5 HDs em RAID 5 e obter assim 4 GB de espaço …"

    Acho q vc quis dizer 4TB ;)

    Fora isso, como sempre seus artigos são de altíssima qualidade, parabéns.

  12. jeferson em 2 jul, 2009

    Eu sinceramente dei meu notebook pro meu irmão pq acredito que ele é algo muito "trambolho" pra ficar carregando por ai e olho q eram apenas 15.4' wide.
    Até o fim do ano espero adquirir um netbook, levinho, que não destrua minha coluna.
    Acho que em casa nada melhor q um desktop enquanto na rua (pelo menos no meu caso) nada melhor que algo pequeno, realmente portatil.

  13. MaxRaven em 2 jul, 2009

    Para mim um note médio substituiria o desktop atual de boa, contudo nem tanto ao céu nem tanto a terra. Venho vendo ao longo dos anos que a forma de se usar o desktop tem mudado muito, assim não acredito nunca em morte, mas sim de nova metamorfose.

  14. ivoaudio em 2 jul, 2009

    Morando em apartamento, desfiz-me do desktop e comprei um notebook com tela de 15.4". Cansei de carregá-lo e comprei também um netbook. Decidi que, quando (ou se!) comprar um desktop, ele deverá ser muito parecido, pelo menos em tamanho, com o Mac mini ou o iMac. Danem-se os jogos, mas pretendo ser capaz de editar música (32 a 64 pistas) e vídeo.

  15. Teilor em 2 jul, 2009

    Estou atrás de um NetBook, e no momento pretendo comprar um Positivo Mobo White (Wind) principalmente por causa da duração da bateria, que pelo que eu pude averiguar aguenta umas quatro horas tranquilo.

    Mas um NetBokk para mim sempre será uma maquina secundária. Não me sentiria tranquilo mantendo meus dados principais em um computador tão portátil e suscetível a acidentes.

  16. Douglas G. Oechsler em 2 jul, 2009

    Bom,eu tenho um notebook. Mas sempre gostei e gosto de desktop por ser muito mais confortável visualmente e para Digitar, editar, além de podermos sempre que possível fazer algum tipo de upgrade sem gastar muito e facilmente. Não é a toa que mais a frente vou investir no bom e velho desktop de guerra :) Como disse o morimoto o note acaba sendo uma máquina secundária.
    Longa vida aos Desktops, que na minha opinião, também demorarâo sair do mercado.
    Abraçcos

  17. Rico Coelho em 3 jul, 2009

    Antes de mais nada, excelente artigo.
    Acho que o desktop nuca será extinto, ele sempre terá lugar no mercado corporativo, seja como servidor, seja como estação de trabalho. No mercado doméstico, ele dividirá espaço com os note e netbooks e os nettops, mas será cada vez menos comum, ficando destinado a entusiastas ou quem precisa de um desempenho melhor para trabalhar.
    Não foi citada até agora uma nova forma de ver os desktops, os Home Theater PCs. Não deixam de ser desktops com todas suas vantagens, mas com ênfase à multimedia.
    Acredito que, a longo prazo, numa casa de classe média haverá um HTPC para multimedia, Blu-Ray, jogos e para trabalho mais "sujo" como torrents e downloads, e cada membro da família terá seu notebook ou netbook, com a opção de dockear se for necessário, afinal, digitar um texto grande num netbook é muito cansativo.
    Abraços.

  18. Eduardo Abreu em 3 jul, 2009

    A dupla NoteBook + Monitor Externo funciona muito bem no meu caso, pois quando estou em casa uso um monitor de 22' e quando preciso sair uso a tela pequena, levando TODOS meu arquivos comigo.
    PS: Uso um console para jogar, e não o computador.

  19. Paulo Celso em 3 jul, 2009

    Concordo com o Eduardo. Num notebook é possível usar 2 monitores sim. No meu trabalho, abri mão de um desktop para usar um Acer 15.4 + monitor samsung 17". Em casa, me desfiz de 3 desktops: 1 meu e 2 de meus filhos e todos estão com notebooks: 4 notebooks (meu, da esposa e um para cada um de meus 2 filhos) e um netbook da minha mulher. Quanto aos jogos, cansei de ficar no circulo vicioso de a cada 1,5 ou 2 anos trocar placa-mãe, placa de vídeo, processador e memória por causa da fome de hardware dos jogos. Comprei um PS2 e os notebooks agora com linux/ubuntu são somente para estudar e trabalhar e ver conteúdo multimídia, ou seja, jogos só no videogame. Hoje em dia, é muito mais tranqüilo não me preocupar mais em ficar fazendo upgrades de desktops.

  20. gugamilare em 3 jul, 2009

    > PS: Uso um console para jogar, e não o computador.

    De fato, um vídeo-game também é bom para jogar. Mas eu prefiro jogos no PC mesmo.

    Eu gosto de jogos de tiro em 1a pessoa, e estes usando um controle de vídeo-game não são bons. Já joguei CoD 2 num playstation 2 e algum outro CoD no Wii, e fiquei decepcionado em ambos os casos, principalmente no último: apesar do jogo em si parecer bom, ficou faltando a mobilidade que se tem usando o teclado e o mouse. (Aliás, nada contra o Nintendo Wii, que é um console muito interessante e original, mas CoD no Wii não deu muito certo).

  21. Eduardo Kalinowski em 3 jul, 2009

    Tem a questão do conforto. Digitar num notebook é menos confortável que num teclado normal. A posição da tela do notebook também não é a melhor, mesmo ele estando em cima da mesa.

    São problemas contornáveis com um monitor externo, um teclado externo ou um apoio, mas aí o custo já fica maior, e se ele tem que ser "dockado" ele perde um pouco a mobilidade.

  22. ivoaudio em 3 jul, 2009

    "São problemas contornáveis com um monitor externo, um teclado externo ou um apoio, mas aí o custo já fica maior, e se ele tem que ser "dockado" ele perde um pouco a mobilidade."

    Tá, mas qual é a mobilidade de um desktop? Nenhuma!

    Um notebook resolve muitas paradas, espetando ou sacando os periféricos.

    Os desktops precisam diminuir de tamanho. São os profissionais e os jogadores que exigem gabinetes grandes, por causa da ventilação e componentes maiores. Nós outros queremos sistemas bonitos, pequenos, silenciosos e frios.

    Acho que a Apple entende o consumidor. Até os maiores iMacs são transportáveis, embora não propriamente portáteis. Só precisam ficar mais baratos.

  23. kallikrates em 3 jul, 2009

    O grande diferencial é a facilidade de se abrir o gabinete e montar e desmontar à vontade o que quiser. Nos portáteis é mais "ready-for-use", perde um pouco a graça. Os outros motivos já foram comentados acima.

    Prefiro o desktop, mas estou pensando em comprar um notebook. Vejo que vai haver espaço para os dois e aos poucos os notebooks e netbooks vão ficar até mais baratos que os desktops, mas vão ser computadores "fracos", para realizar pequenas tarefas, enquanto que os "mais potentes" continuarão sendo os desktops.

    Penso que vai ficar como o mercado de aparelhos de som: se o que vc quer é apenas uma música ambiente, vai se contentar com um microsystem mediano, mas se vc quer algo mais profissional, não vai querer somente isto: vai querer um aparelho modular, com receiver, equalizador, gravador, mixer, rádio à parte, aparelho de CD separado, tudo numa pilha de aparelhos com painéis em sequencia, daqueles que a gente vê nas boates.

  24. derciojr em 4 jul, 2009

    Eu tenho usado sempre um notebook em casa e um desktop no trabalho. Acho que nas empresas os desktops estarão sempre muito presentes. Ali há pouco espaço para os notebooks. O concorrente dos desktops nas empresas é o ultra thin client, mas os preços ainda são altos e existem muitas questões legais sobre o licenciamento.
    Atualmente penso em remontar um desktop em casa(é um daqueles projetos para quando houver tempo…) para ter um back up geral de tudo (os meus, os da empresa, os da patroa) e lugar para mp3 e vídeos de diversas naturezas e uma base de entretenimento doméstico.
    Neste uso sempre haverá a estrutura upgradable de um desktop.

  25. iceman em 4 jul, 2009

    acho q o futuro dos desks a curto prazo, diria uns 5 a 10 anos vao ser todos padrao micro-ITX e nano-itx que o sujeito carrega no bolço e liga em qualquer teclado ou projetor ou LCD tipo isso, so que menor, esse é full-itx

    [URL=http://img16.imageshack.us/i/182img2349a.jpg/][IMG]http://img16.imageshack.us/img16/5537/182img2349a.th.jpg[/IMG][/URL]

    so q mais moderno e tal, ja industrializado.

    []'s

  26. RobertSom em 4 jul, 2009

    Relaxem todos, tem lugar para os 3 (Desk) (Note) e (Net) Sempre vai prevalecer a sua necessidade do momento. Eles vão estar presentes em nossas vidas até que algo de novo apareça, pois o novo sempre vem, já dizia o poeta. Eu particularmente trabalho com desktop, circulo com notebook e detesto netbook por não atender minhas necessidades. Boa a matéria. Parabéns.

  27. Jose Dorgiva em 4 jul, 2009

    Minha opnião não tem muito haver com tecnologia, mais é simples compreender, todos queria uma casa para morar, e conseguiram, então vieram os apartamentos , então diseram que as casa iam acabar, porem, passados anos, isso vem mudando e a casa volta a tonda. Enfim, a vidas das coisa nunca merrem se transformam … é isso… No mundo dos computadores não importa muito o tamanho importa o resutado… é ele que é o mais importante…

  28. nene em 5 jul, 2009

    nao sei quanto a modelos ai do brasil, mas aqui no japao os desktops estao muito proximos de notebooks, tipo imac, tem muita motherboard mini-itx e case como os mac mini, tudo wireless, ate a conexao com a internet e wireless, so falta fazer uma placa de video bem pequena, se e que ja nao tem, talvez uma nova categoria tipo mac mini, nem desktop nem notebook, fora o celulares que voce assiste televisao e usa como um computador http://www.madtech.com.pt/forum/showthread.php?t=19032

  29. Fabio (suporte técnico) em 5 jul, 2009

    Pode sim ser um futuro previsível dos notebook
    acabarem com os desktops, mas vou dizendo
    não logo-logo, até porque a lei de Moore já está estagnada, então eles terão que reduzir e muito a técnica de fabricação dos processadores e das GPUs para que um notbook tenha tenha um desempenho potencial quanto os desktops, e quem sabe se transformarem em servidores dedicados. Talves seja esse o caminho que tem que trilhar os computadores.

  30. wcarmo em 6 jul, 2009

    Uso um Netbook para acessar os dados do meu desktop que está sempre ligado. Sendo assim os dados ficam centralizados e posso usar até outros equipamentos que estejam conectados a internet para o acesso. Carregar um notebook é um grande desconforto, fora a fonte de alimentaçao e mouse.

  31. Ricardinho em 7 jul, 2009

    o unico problema pra mim do notbook é o problema de upgrade .ñ da pra colocar uma placa de video potente ,placa de captura e tipo se nescessario uma troca de processador ,ehehe nem pensar então prefiro ainda sem sombra de duvida os desktop

  32. Godinho em 7 jul, 2009

    Acho que a questão é bem simples: empresas, especialmente as pequenas e micro, não vão correr o risco de por um portátil em cima de uma mesa e no dia seguinte perceber que aquele funcionário demito na véspera, ou aquele entregador, ou aquele cliente, ou qualquer um dos muitos personagens possíveis, "passou a mão" no portátil que estava dando sopa…
    As grandes empresas, particularmente nos países mais pobres, só vão fornecer portáteis aos seus empregados graduados. A ralé de amanauenses vai continuar a usar desktops (com o monitor de LCD como símbolo de status por uns bons 5 anos ainda…) durante muitos anos. São questões simples, que já aconteceram no mercado de equipamentos para escritório (por exemplo, máquinas de escrever manuais e elétricas: mesmo quando estas ficaram bem mais baratas, o povinho só ganhava remington ou olivetti manuais para trabalhar, simplesmente porque eram mais resistentes aos maus tratos). Talvez os desktop resistam até o tempo em que as máquinas façam a maior parte do trabalho sozinhas, sem interferência de usuários ignorantes ou brutos.

  33. Diogo em 7 jul, 2009

    tenho um desktop jurassico em casa, comprei em 2003. como precisava de um computador para levar para a escola para facilitar minha vida comprei um note de 15.4'. gostei da config que comprei e ele realmente me ajudou muito mas realmente ele é bastante pesado para carregar pra todo lugar. é tão desconfortável carregar um note de 15.4' que comprei outro de 13 bem mais leve e estou vendendo o antigo. não acho que os desktops vão nos abandonar tão cedo, principalmente para quem precisa de desmpenho acima da média em aplicações pesadas.

  34. Anita em 7 jul, 2009

    Talvez o meu comentario não tenha nada haver com a materia,mas mim inconodo muito quando leio estas materias,que falam de tanta tecnologia que vai sendo descartada, sendo que neste país tão grande em tantas cidades, principalmente no Nordeste, onde menos de 1% da população tem um PC daqueles do mais antigo.Eu gostaria muito de poder fazer alguma coisa por esse povo,se algum tiver alguma ideia mim escreva OK.

  35. CLAUDIONEY em 7 jul, 2009

    depois que resolverem a questao da duraçao da bateria sera legal.

  36. Jota em 7 jul, 2009

    Quanto mais o computador tornar-se um aparelho doméstico, pelo menos para os milhões de reles mortais que não conseguem instalar a própria impressora, os desktops ficarão relegados aos trabalhos de servidores, configurações high-end, gamers e maníacos como nós que gostamos de montar a própria máquina. Muitas empresas especialmente as de informática já migraram para notebooks e o destino é realmente o fim em larga escala dos desktops.

  37. Fabio Faria em 7 jul, 2009

    Muito shou a matéria eu tenho um pc modesto e estou pensando em comprar um notebook que tem exatamente as mesmas configurações do meu pc, pra mim tá ótimo já que adoro meu pc e até o preço são parecidos, depende do que vc vai usar o notebook e das configurações que vc vai necessitar, sem dúvida nenhuma prefiro o note e tem vantagem de ser portatil.

  38. rodjuca em 7 jul, 2009

    Graças aos notebook estou com uma hérnia de disco na cervical c5-c6. Nunca mais quero usar um notebook nam inha vida. O desktop é mais completo e consegue ajudar na postura.

  39. Fausto em 7 jul, 2009

    A solução para acabar com os Desktops é o uso do notebook conectado numa Tv de plasma ou num monitor grande com ótima resolução.

    É mais barato ter um Notebook e uma Tv de plasma ou um ótimo monitor, do que ter um Desktop e um Notebook.

    A Tv de plasma serve para uso doméstico e internet ao mesmo tempo.

    Além do mais, aqueles que precisarem de componentes mais pesados (HD maior, mais memória etc) para jogos, multimídia etc, podem usar componentes avulsos conectados na entrada USB dos Notebooks.

    Solução para a troca dos Desktops pelos Notebooks não vão faltar.

    Sendo assim, eu acredito que já era para ter acabado os Desktops.

  40. nene em 8 jul, 2009

    não por isso CLAUDIONEY tem um novo netbook hibrido da msi que funciona com um hdd e um ssd no site da msi japan diz que tem autonomia de 14 horas e 10 min. http://www.msi-computer.co.jp/PC/U/U115_Hybrid/

  41. Cei em 8 jul, 2009

    Realmente a questão da postura deve ser levada, e muito, em conta.

  42. O mestre em 8 jul, 2009

    Caros companheiros, em breve teremos somente um chip implantado no cérebro e os nossos olhos será o monitor. A energia do nosso corpo toma conta do resto.

    O mestre

  43. staionof em 9 jan, 2010

    Sei que o post é antigo, mas é preciso ressaltar uma coisa: as pesquisas que comparam o volume na venda de Notes com Desktops levam em conta apenas os PCs de "grife" ou mesmo sem grife montados sob encomenda das grandes magazines.
    Nessas pesquisas não se levam em conta computadores montados em lojas especializadas, muito menos os montados em casa através da compra de componentes avulsos.
    Se isso não fosse lucrativo, não existiriam tantas lojas físicas e virtuais prestando esses serviços.
    Garanto que se fosse feito um comparativo por exemplo, devem ter sido vendidos muito mais processadores Core I7 do que micros montados com um Core I7.


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