Entendendo o VIA Nano
Publicado em 01/08/2008 – 16:15por Carlos Morimoto
Nos últimos tempos, temos assistido a uma polarização dentro da plataforma PC. De um lado temos os PCs e notebooks de alto desempenho, equipados com processadores Core 2 Duo ou AMD Phenom, 2 GB ou mais de memória RAM, 250 GB de HD, placa 3D offboard (hoje em dia existem opções de placas offboard até mesmo para os notebooks, leia mais no tutorial sobre o tema) e assim por diante, que representam a evolução normal da tecnologia.
Do outro temos os mini-notes e os desktops ultra-compactos, que adotaram um caminho evolutivo diferente, onde a prioridade deixou de ser o desempenho e passou a ser o tamanho reduzido e o baixo custo.
Um bom exemplo dentro dessa nova linha é o Eee 701, que todos já conhecemos bem. Ele é baseado em um Celeron ULV que trabalha (em underclock) a apenas 630 MHz, acompanhado por 512 MB de memória RAM e um SSD de 4 GB. Em termos de desempenho, o Eee perde até mesmo para notebooks de 3 ou 4 anos atrás, mas apesar disso, ele fez um grande sucesso devido à portabilidade e ao baixo custo.
A grande questão é que um Celeron operando a 630 MHz oferece um desempenho aceitável para tarefas leves, como navegar, responder e-mails e assistir vídeos no YouTube, que são as aplicações usadas pela maioria dos usuários na maior parte do tempo. Ou seja, embora não seja nenhum campeão de desempenho, ele é "bom o bastante" dentro do que se propõe.
O sucesso do Eee fez com que todos os principais fabricantes adotassem a idéia, passando a lançar modelos de mini-notebooks similares, incluindo a HP, a MSI, a Acer e a Dell, sem falar na Positivo (com o Mobo) e outros integradores menores.

Depois dos mini-notebooks, passaram a surgir também anúncios de desktops ultra-compactos, baseados na mesma idéia de oferecer equipamentos de baixo custo e de baixo consumo, que ofereçam um desempenho "bom o bastante" para tarefas básicas, como o Eeebox:

Um exemplo de placa dentro dessa linha é a recém-lançada Intel D201GLY2, uma placa mini-ITX que utiliza um Celeron 220 (1.2 GHz, baseado no Conroe-L), combinado com um chipset SiS. O desempenho é fraco e a placa possui um único slot PCI e um único slot de memória (DDR2, com bus a 533 MHz), mas ela oferece um consumo elétrico bastante baixo e custa apenas US$ 65 (nos EUA), já incluindo o processador e o cooler. Como a placa inclui vídeo, som e rede onboard, fica faltando apenas o gabinete e o HD para ter um PC completo:

Não é difícil imaginar que placas similares a essa possam ganhar espaço rapidamente dentro dos PCs de baixo custo.
Continuando, os primeiros produtos foram baseados no Celeron ULV e no VIA C7, que eram os únicos chips de baixo custo e baixo consumo que estavam disponíveis. Percebendo o crescimento do mercado, a Intel lançou o Atom, apresentando uma arquitetura radicalmente diferente da usada nos processadores da plataforma Core.
A VIA, que vinha trabalhando em um sucessor para o C7 também se apressou em apresentar seu concorrente: o Nano, também baseado em uma arquitetura radicalmente diferente da do antecessor:

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2 respostas para “Entendendo o VIA Nano”
Creio que a Microsoft está diante um grande impasse, ou revê seus conceitos para esta nova categoria, ou perderá o mercado -- que adotará um novo sistema, que não a pesada família (X,K)Ubuntu…
D+ esse artigo!
Agora a VIA pode pegar uma fatia boa do mercado,
já que ela lançou o Nano, com melhorias visíveis em relação ao C7.
Eu tenho um netbook com VIA C7-M, e realmente,
ele num é nenhum campeão de desempenho.
Mas eu sabia disso quando comprei, e o "básico" ele roda bem, além de gastar pouca energia (motivo principal de minha opção por ele).
À Via, só falta melhorar a compatibilidade de seus produtos com o Linux (no mesmo netbook -- Positivo Mobo M950 -- instalar outro Linux foi complicado, por falta de drivers "fáceis" para o leitor de cartões),
o que deve melhorar agora que ela anda ajudando mais a comunidade GNU/Linux.
E parabéns mesmo pelo artigo, Morimoto!