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Entendendo o Intel Nehalem

Publicado em 29/07/2008 – 15:00
por Carlos Morimoto

No início de 2006 a Intel estava em uma situação complicada. O Pentium D, baseado na ineficiente arquitetura NetBurst perdia para o Athlon X2 tanto em termos de desempenho quanto em termos de eficiência. Os processadores AMD eram superiores tanto nos desktops quanto nos servidores e a Intel perdia terreno rapidamente em ambas as frentes.

Quando tudo parecia perdido, a Intel apresentou a arquitetura Core, que deu origem as Core 2 Duo e aos demais processadores da linha atual. Para evitar cometer o mesmo erro que cometeu com a plataforma NetBurst, a Intel passou a investir massivamente em pesquisa e desenvolvimento, passando a desenvolver diversas novas arquiteturas em paralelo e a investir pesado no desenvolvimento de novas técnicas de fabricação e na modernização de suas fábricas.

O departamento de marketing se apressou em criar um termo que simboliza a nova fase, o "tick-tock" que passou a ser exaustivamente usado dentro do material publicitário da Intel. A idéia é bastante simples: apresentar novas arquiteturas e novas técnicas de fabricação em anos alternados, onde um "tick" corresponde ao lançamento de uma nova arquitetura (como o Penryn e o Nehalem) enquanto o "tock" corresponde ao lançamento de uma nova técnica de fabricação (45 nanômetros ou 32 nanômetros, por exemplo), fechando o ciclo. Ou seja, transformaram um conceito completo em uma idéia simples, acessível às massas.

O plano é manter o público interessado, anunciando uma nova arquitetura, ou a migração para um novo processo de fabricação uma vez a cada ano e manter um ritmo rápido de evolução, que a AMD tenha dificuldades para acompanhar. Dentro da idéia, a migração para a técnica de 0.065 mícron em 2005 foi um "tick", o lançamento da plataforma Core, em 2006 foi um "tock" e o lançamento do Penryn em 2007, baseado na nova arquitetura de 0.045 mícron, foi um novo "tick", que será seguido pelo lançamento de uma nova arquitetura (tock).

O Nehalem (pronuncia-se "nerreilem") representa a próxima arquitetura Intel, ainda produzida usando a técnica de 45 nanômetros, mas com diversas mudanças arquiteturais em relação ao Penryn. As mudanças são tantas que podemos dizer que o Nehalem está para o Penryn assim como o Core 2 Duo está para o Pentium D; ou seja, trata-se realmente de uma nova arquitetura e não apenas de um Penryn com algumas melhorias.

A versão inicial do Nehalem terá 4 núcleos, com um total de nada menos do que 781 milhões de transístores. Está prevista também uma versão com 8 núcleos, que terá provavelmente o dobro deste valor. Diferente de outros processadores quad-core da Intel, onde são usados dois dies separados (cada um com 2 núcleos), colocados dentro do mesmo encapsulamento e ligados através do FSB, o Nehalem quad-core é composto por um único die, ou seja, ele é um processador quad-core nativo.

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  1. 5 respostas para “Entendendo o Intel Nehalem”

  2. Marcos em 29 jul, 2008

    Realmente uma nova arquitetura que com essas técnicas de fabricação promete muito, não vai ser fácil a AMD equilibrar o jogo !!!

    Gostei do post !!!!

    Até +.

  3. Mateus em 29 jul, 2008

    Sou Fâ da AMD de carterinha mas tenho que afirmar que a Intel está se fazendo o maximo para desenvolver otimas tecnologias e muito rapido !!!

  4. Thiago Kurovski em 30 jul, 2008

    "Está prevista também uma versão com 8 núcleos, que terá provavelmente o dobro deste valor."
    Duvido… 8 MiB de L3 são mais de 400 milhões de transistores, e não acho que a versão de oito núcleos tenha 16 MiB de L3. A não ser que seja baseada em MCMs. O que eu também acho meio difícil. Se for MP, provavelmente terá mais cache ainda.

    Ah, a queda de latência do L2 nem de longe compensa o aumento de latência do L1… o L1 é muito mais importante.

    Outra, a desvantagem de performance do cache exclusivo ocorre só se o Victim Buffer encher (o que provavelmente nunca ocorre, acessos são sempre em pulsos). A principal desvantagem mesmo é para coerência de cache e a complexidade do sistema.

    Ah, já existia LSD nos Core, mas após a unidade de Busca, não da de Decodificação.

    Por fim, a única forma pela qual o SMT (Hyper Threading) do Pentium 4 podia aumentar o consumo é o aumento de atividade, acho que isso a Intel não pode resolver…

  5. Junior em 31 jul, 2008

    "(…)Sem a AMD, muito provavelmente ainda estaríamos presos à idade das trevas da arquitetura NetBurst. Grande parte da evolução nos processadores Intel que vimos de 2006 para cá se deve justamente à AMD."

    Disse tudo! A concorrência é benéfica em diversos pontos , e esse é um deles.A INTEL GERALMENTE está um passo a frente pois investe mais em pesquisa e desenvolvimento do que a AMD, sendo também o motivo de algum de seus produtos serem um pouco mais caros , pois tem "embutido" o custo da pesquisa realizada.

    Todos saímos ganhando com essa "briga" entre AMD e INTEL , com produtos cada vez mais eficientes.

  6. Alan em 30 abr, 2009

    Olá pessoal,

    Hoje os servidores maiores utilizam processadores da linha 7400 (6 cores)e os equipamentos suportam até 4 procs, diferentes da linha 5400. Vi as primeiras versões de Nehalem na familia 5000 (5500).
    Será que a Intel vai habilitar a mesma linha 5500 para servidores de 4 processadores ou termos um 7500 operando com a tecnologia do Nehalem?

    Abraços,


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