Tipos e categorias de notebooks
setembro 30, 2008 – 2:13 pmAntigamente, ter um notebook era um luxo reservado apenas aos que realmente precisavam de portabilidade e podiam gastar o triplo ou o quádruplo do valor que pagariam por um desktop de configuração equivalente.
Felizmente, este tempo já passou e hoje em dia os notebooks mais populares custam apenas um pouco mais do que um desktop equivalente, com monitor de LCD e nobreak. Em alguns casos, promoções e condições de parcelamento podem fazer com que o note chegue até a custar mais barato.
Outra área em que houve avanço foi a questão do desempenho. Antigamente, notebook era sinônimo de desempenho inferior. Os modelos antigos utilizavam HDs muito lentos, processadores de baixo clock, menos memória e antiquados monitores LCD de matiz passiva, que arruinavam o desempenho e tornavam o equipamento praticamente inutilizável para jogos e multimídia.
Embora os notebooks atuais ainda continuem perdendo em certas áreas, como no caso do desempenho do HD e da placa de vídeo, na maioria dos demais quesitos as coisas já estão equilibradas. Você pode comprar um notebook com 2 GB ou mais de RAM, com um processador dual core, com gravador de DVD, com uma placa 3D razoável ou até mesmo com uma tela de 17", depende apenas de quanto você está disposto a gastar.
Os notebooks também ficam atrás na questão do upgrade, já que (com exceção de modelos específicos) você não tem como instalar mais de um HD ou espetar mais do que dois pentes de memória. Atualizar o processador também é complicado, pois usar um modelo de maior clock (e maior dissipação térmica) exigiria também a substituição do cooler, o que é raramente possível num notebook. Em geral, você fica restrito a adicionar mais memória ou substituir o HD por um de maior capacidade. A partir daí a única forma de upgrade acaba sendo usar periféricos externos, ligados às portas USB ou firewire. Apesar disso, a portabilidade e o "cool factor" dos notebooks acabam superando suas desvantagens e fazendo com que cada vez mais gente acabe optando por um.
Como tudo na informática, os portáteis podem ser divididos em categorias, que definem as combinações de tamanho e recursos mais usadas pelos fabricantes.
Antigamente, era comum que os portáteis fossem classificados em três categorias: laptops, notebooks e subnotebooks. Os laptops eram os modelos maiores, basicamente qualquer computador portátil o suficiente para que você pudesse colocá-lo no colo ("laptop" significa, literalmente, "no colo" ou "sobre o colo") e usá-lo com relativo conforto. O notebook seria um aparelho menor, aproximadamente do tamanho de um caderno universitário (os IBM Thinkpad antigos são um bom exemplo), enquanto os subnotebooks eram os portáteis ainda mais compactos, que frequentemente sacrificavam o drive óptico e utilizavam processadores de baixo consumo para atingir o objetivo.
Um exemplo de subnotebook é o Toshiba Libretto, que foi relativamente popular durante a década de 1990. A configuração era fraca, mesmo se comparado com outros portáteis da época, mas em compensação ele era pouco maior que uma fita VHS e pesava apenas 850 gramas:

A partir de um certo ponto, entretanto, cada vez mais fabricantes passaram a chamar seus portáteis de "notebooks", independentemente do tamanho. Com isso a designação tradicional deixou de fazer sentido, de forma que hoje em dia podemos dizer que os termos "laptop" e "notebook" tornaram-se sinônimos.
No lugar da classificação tradicional, os fabricantes passaram a usar os termos "Desktop replacement" (substituto para o desktop), "Thin-and-light" (leve e fino) e "Ultraportable" (ultraportátil).
Os desktop replacement são notebooks maiores, com tela de 15" ou mais (alguns chegam a usar telas de 21"!), desenvolvidos com o objetivo de serem confortáveis de usar sobre uma mesa e serem relativamente poderosos, sem tanta preocupação com a portabilidade ou com a autonomia das baterias.
Os thin-and-light já são modelos menores, com telas de 14" ou menos, desenvolvidos com o objetivo de serem mais portáteis. Em geral, os thin-and-light preservam um teclado de dimensões normais e continuam sendo confortáveis de usar, apesar da tela um pouco menor. O menor espaço interno limita um pouco a seleção de processadores, mas isto não chega a ser ruim, pois deixa de fora processadores muito gastadores como os mobile Pentium 4 e mobile Athlon 64.
Finalmente, temos os ultraportáteis, modelos com tela de 12" ou menos, que pesam menos de 1.7 kg. Para atingir esta marca, eles utilizam processadores de baixo consumo (e, conseqüentemente, de baixa freqüência), teclados de dimensões reduzidas, drives ópticos miniaturizados (mais caros e difíceis de substituir em caso de defeito) ou drives externos e, em muitos casos, HDs de 1.8" ou drives de estado sólido, de memória Flash.
A questão do peso não é necessariamente uma regra. Por exemplo, a Lenovo classifica o A100, como um ultraportátil por causa da tela de 12", muito embora ele pese exatos 2 kg e tenha 3 centímetros de espessura, mais do que a maioria dos ultraportáteis, que ficam entre os 2 e 2.5 cm. Ele fica no limite entre o que seria considerado um thin-and-light e um ultraportátil:

Na foto a seguir temos uma comparação entre um Acer 5043WLMI e um Sony Vaio GN-TX670P. O 5043WLMI está no limite entre a classificação de desktop replacement e thin-and-light (ele possui uma tela de 15.4", mas é relativamente leve, pesando 2.85 kg). O GN-TX670P, por sua vez, é indiscutivelmente um ultraportátil, com tela de 11.1" e apenas 1.26 kg. Ele utiliza um processador Pentium M ULV de 1.2 GHz e um HD de 1.8", da Fujitsu:

Outra categoria é a dos tablet-PCs, onde o uso de uma tela touch-screen permite que você use o notebook como uma espécie de bloco de anotações, navegando entre as funções usando uma stylus e utilizando um teclado onscreen ou um sistema de reconhecimento de escrita para a entrada de informações.
A maioria dos modelos atuais são "conversíveis", ou seja, notebooks normais, onde você pode girar a tela touch-screen, fazendo com que ela se feche sobre o teclado. Desta forma, é possível usá-lo tanto como um notebook normal, como um tablet, de acordo com a situação:

Somados aos recursos de reconhecimento de escrita e anotações, a solução acaba se tornando relativamente prática. O problema é que o baixo volume de produção faz com que os tablets tornem-se mais caros que um notebook "normal", de configuração equivalente, o que acaba fazendo com que eles fiquem restritos a nichos muito específicos.
Mais uma observação é que nas especificações de notebooks é comum que o peso seja informado em libras (pounds) ao invés de quilogramas, já que este é o padrão mais usado nos EUA. Neste caso é só fazer as contas. Uma libra internacional equivale a 454 gramas (453.59237g se quiser o número exato), de forma que um "6 pounds notebook" é um notebook que pesa aproximadamente 2.7 kg.
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6 Responses to “Tipos e categorias de notebooks”
Quanto aos tablet-PCs, a HP já comercializa vários modelos a preços bastante competitivos, quase ao mesmo preço que os não tablet-PCs.
By luis on out 1, 2008
Muito legal a publicação. Parabéns ao autor.
By Alezy Oliveira on out 3, 2008
Muito interessante a publicação .Incrível,hoje estava pesquisando sobre notebooks e quando entrei na net estava o anúncio.
By Midiã on out 5, 2008
Muito interessante e elucidante a reportagem, mas creio que ficaram de fora os novos netbooks, como o EEEPc da Asus ou o Aspire One da Acer, porque creio que estão abaixo da categoria de subnotebooks ou ultraportateis, já que tem telas de apenas 9" no maximo e pesam menos de 1 Kg.
By Guna on out 6, 2008
Como interessado na compra de um notebook, achei o post interessante. Como o App 12 do livro "Hardware, o Guia Definitivo" nao esta escrito, vai a minha duvida. Estava configurando um nao pagina da Dell com HD de 7200RPM, enquanto tirava duvidas, o HD de 7200 foi retirado das opções restando apenas Hds de 5400. Segundo o 0800 ele foi retirado pois esquentava muito a maquina,. sendo que eles (Hds 7200) ainda continuam disponiveis nas versoes mais caras.
Eles realmente dao essa diferença?
E estratagia de Marketing?
E se for verdade pretendo adquirir o Laptop e substituir p/outro de 7200, quais as marca que nao apresentariam esse problema.
O que faria c/o HD que veio de Fabrica? existe gaveta p/Hds de Laptop?
By Vagner F. da Silva on out 9, 2008
HDs com platters de 2.5" e rotação de 10k ou até mesmo 15k RPM são muito usados em servidores, na forma dos HDs SAS de alto desempenho que tempos por aí e a tendência é que o uso deles continue crescendo.
No caso dos notebooks, entretanto, os HDs devem ficar por um bom tempo estagnados nos 5400 RPM, devido ao problema do consumo elétrico e aquecimento. No caso deles, a tendência é utilizar HDs com caches de disco maiores, mais memória RAM (o que também ajuda, já que permite ao SO fazer mais cache em memória) e, principalmente, o uso de SSDs.
Pessoalmente, eu acredito que o ideal para os notebooks seria combinar um SSD pequeno, de 8 ou 12 GB para a instalação do sistema operacional e arquivos básicos e para cache e um HD tradicional para armazenar arquivos grandes. Com isso, o HD ficaria quase todo o tempo desligado, o que permitiria atingir uma boa relação entre custo, performance e consumo elétrico.
By Carlos Morimoto on out 10, 2008