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Linux: Entendendo a questão dos aplicativos

Publicado em 16/01/2009 – 14:33
por Carlos Morimoto

Por mais importante que seja, o sistema operacional é na verdade apenas um palco que serve como base para os atores principais, que são os aplicativos. Embora muito se discuta sobre as diferenças entre o Windows, o OSX e o Linux e as vantagens de cada um, no final das contas os argumentos mais efetivos a favor ou contra uma determinada plataforma se concentram nos aplicativos para ela. Sem aplicativos, o sistema operacional não passa de um conjunto de drivers e bibliotecas, sem qualquer utilidade. Ninguém usaria o Linux se não existissem bons programas disponíveis para ele.

A instalação de novos programas no Linux não é tão complicada como pode parecer à primeira vista. Pelo contrário, muitas vezes é até mais simples que no Windows, pois raramente você precisará perder tempo comprando e registrando o programa, retirando banners de propaganda, desativando spywares e coisas do gênero.

No Linux, temos uma predominância de aplicativos open-source, enquanto no Windows temos uma predominância de programas proprietários. O fato de um programa ter o código aberto não significa necessariamente que ele seja gratuito, mas a grande maioria é. O único custo relacionado a usar o Gimp, por exemplo, é o "custo" de baixar ou copiar o programa.

A princípio, pode parecer lógico que os programas proprietários tenham uma qualidade melhor, já que eles são desenvolvidos por equipes de programadores profissionais, que são pagos para trabalhar em tempo integral no software. Mas, na realidade, não é bem assim.

De uma forma geral, programas proprietários tendem a ser melhores em nichos e em áreas especializadas; um exemplo é o AutoCAD, que até hoje não tem um concorrente aberto à altura. Isso acontece porque estes programas de nicho são usados por uma fatia pequena dos usuários (o AutoCAD é usado apenas por engenheiros e assim por diante), que acaba não sendo suficiente para despertar o interesse de um grupo suficientemente grande de desenvolvedores.

Por outro lado, para programas de uso geral temos um cenário oposto. A base de usuários é muito grande e por isso os projetos prosperam, muitas vezes superando os aplicativos comerciais em qualidade. Veja o caso do Firefox x Internet Explorer, por exemplo.

Outro ponto a favor dos aplicativos abertos é o reaproveitamento de código. Um desenvolvedor pode começar do ponto onde um projeto anterior parou, trabalhando diretamente nos recursos que deseja adicionar, ao invés de ter de começar do zero. No mundo proprietário tudo é mais complicado, envolvendo licenciamento de componentes e assim por diante.

A grande oferta de aplicativos abertos acaba sendo uma grande vantagem no Linux, pois as distribuições já vêm com um grande número de programas pré-instalados e você pode instalar outros sem custo. No Windows temos um cenário oposto. O sistema inclui apenas alguns aplicativos básicos e depois de instalar o sistema, você ainda precisará adquirir softwares de terceiros para realizar tarefas mais elaboradas. A chance de a próxima versão do Windows já vir com o Photoshop e o Corel Draw, por exemplo, é muito remota.

Isso faz com que muitos (possivelmente a maioria) acabe recorrendo à pirataria, o que acaba gerando outros problemas. Mesmo deixando todo o aspecto legal e moral de lado, baixar e instalar programas piratas também tem seus desafios, já que é necessário procurar um crack, remover vírus e trojans antes de instalar e assim por diante. No caso do Linux, a instalação acaba sendo mais simples, já que você precisa apenas abrir o gerenciador de pacotes e instalar o pacote desejado.

A grande dificuldade não está na instalação propriamente dita, mas sim na dificuldade em encontrar softwares que substituam os que você utiliza no dia-a-dia. Conforme você se familiariza com um sistema, você constrói uma base mental de conhecimento, com aplicativos e soluções para problemas. Quando você quer editar imagens você usa o aplicativo X, quando quer baixar um arquivo via bittorrent usa o aplicativo Y, quando tem um problema com o som você executa Z e assim por diante.

Quando você resolve mudar para outra plataforma, grande parte dessa biblioteca mental é perdida, pois as dicas não se aplicam mais ao outro sistema. Isso faz com que a mudança acabe sendo muito mais penosa do que uma simples mudança de interface, já que você precisará substituir cada um dos aplicativos que utilizava na outra plataforma e lidar com um conjunto diferente de problemas. Isso não se aplica apenas ao migrar do Windows pra o Linux (ou vice-versa), mas também, embora em menor grau, ao migrar de uma distribuição Linux para outra.

Um bom indicativo disso é que, de uma forma geral, os usuários que encontram menos dificuldades em migrar do Windows para o Linux são justamente os mais iniciantes, que usam menos funções do sistema (muitas vezes apenas o navegador e o player de mídia) e que, por isso, não encontram dificuldades em substituí-los. No outro extremo, temos os usuários mais tarimbados, que, por estranho que possa parecer, são justamente os que encontram mais dificuldades, já que, por possuírem uma "biblioteca mental" maior, acabam tendo que encontrar substitutos para um volume muito maior de funções.

Nesse processo é importante mudar um pouco a mentalidade, não procurar programas "iguais" aos usados no Windows, mas sim pensar nas tarefas que você deseja realizar e procurar programas que ofereçam um conjunto de recursos o mais próximo possível do que você utiliza. O Office pode ser substituído pelo OpenOffice, o Photoshop pelo Gimp, o Corel pelo Inkscape, o Illustrator pelo Scribus, o IE pelo Firefox, o MSN pelo Pidgin ou pelo Kopete, o Outlook pelo Evolution, o Media Player pelo Toten, VLC, Mplayer ou Kaffeine, o Nero pelo K3B, o iTunes pelo Amarok, o WinAmp pelo XMMS e assim por diante.

É importante enfatizar também que no mundo Linux existem também aplicativos proprietários e aplicativos comercias. Alguns exemplos são o VMware Player, o Acrobat Reader, o Cedega, o Skype e jogos como o Quake 4 e Doom 3, que possuem versão Linux. É também possível rodar alguns aplicativos Windows através do Wine, mas quase sempre com pequenas falhas ou limitações diversas. Outra opção é usar uma máquina virtual, utilizando o VirtualBox ou o VMware para rodar uma cópia completa do Windows, instalando os aplicativos desejados sobre ela.

Muito se fala sobre o avanço dos sistemas de virtualização e dos aplicativos web. Dois bons exemplos disso são os webmails, que eliminaram quase que inteiramente o uso de leitores de e-mail dedicados, e o assustador crescimento do uso de virtualização em servidores, com destaque para o Cloud Computing, que nada mais é do que a combinação de duas idéias antigas: o uso de clusters (vários computadores interligados em rede, trabalhando como se fossem apenas um) e o uso de virtualização, para que este "super-servidor" rode várias máquinas virtuais, cada uma funcionando como se fosse um servidor separado.

Estas duas tecnologias eventualmente eliminarão o problema das diferenças entre plataformas, já que você poderá rodar qualquer software em qualquer computador, dentro do navegador ou em uma máquina virtual. Entretanto, esta é uma mudança que ainda vai demorar um pouco para ocorrer, de maneira que os aplicativos locais continuam em voga.

Chegamos então à questão da instalação de programas, que é outro tema de dúvidas. Para quem está chegando agora, a instalação de aplicativos no linux pode parecer algo incompreensível, uma vez que existem muitos procedimentos diferentes. De acordo com o aplicativo e a distribuição em uso, o procedimento pode ser incrivelmente simples, como abrir um gerenciador de programas e clicar no aplicativo desejado, ou incrivelmente complicado, envolvendo o download de compiladores, edição de arquivos de texto e comandos manuais. Vamos então a uma tentativa de colocar ordem na casa.

No começo existia o código fonte. Você baixava um pacote .tar.gz, contendo o código fonte do programa, e a instalação consistia em compilar e instalar os executáveis gerados na sua máquina. Esta forma de distribuição faz sentido em se tratando de aplicativos abertos, pois permite que você veja e até adapte o código fonte se necessário, para que ele rode na sua máquina. Em muitos casos, é possível instalar o programa em outro sistema operacional (a maior parte dos programas do Linux podem ser instalados no BSD, com pequenas adaptações) ou até mesmo em outras plataformas.

O problema é que instalar programas a partir dos fontes é demorado e nem sempre simples, já que você precisa ter instalado uma grande quantidade de compiladores e bibliotecas, necessários para compilar os mais diversos programas. Existem incontáveis pequenas bibliotecas e ferramentas de desenvolvimento por aí e não é muito viável tentar manter todas elas instaladas.

Compilar significa transformar o código fonte, escrito pelo programador, nos arquivos binários que são executados pelo sistema. Ao compilar um programa, são gerados vários executáveis, bibliotecas e arquivos de configuração, que são copiados para pastas específicas do sistema. Os executáveis vão para a pasta "/usr/bin", as bibliotecas para a "/usr/lib", os arquivos de configuração para o "/etc" e assim por diante.

Alguém chegou, então, a uma conclusão obvia: ao invés de cada um ter que ter o trabalho de compilar o programa na sua própria máquina, seria mais simples se alguém compilasse e distribuísse um arquivo pronto, com os componentes já compilados, em um formato simples de instalar. Nasceram, então, os pacotes pré-compilados.

Os pacotes são uma idéia muito simples. Você cria um arquivo compactado contendo a mesma estrutura de pastas e arquivos que seria criada ao instalar o programa manualmente. Ao instalar o pacote, os arquivos são descompactados no diretório raiz, fazendo com que todos os arquivos sejam colocados nos diretórios corretos. Ao desinstalar o pacote, os arquivos são removidos, deixando o sistema da forma como estava inicialmente. Uma forma rápida e limpa de instalar programas.

Existem basicamente três formatos de pacotes diferentes: os pacotes .deb, usados pelas distribuições derivadas do Debian (incluindo o Ubuntu, o Kubuntu e todas as inúmeras distribuições baseadas neles), os pacotes .rpm, usados pelas distribuições derivadas do Red Hat (Fedora, Mandriva e outros) e os pacotes .tgz, usados pelo Slackware e derivados. Não existe nada de fundamentalmente diferente entre os três formatos e é inclusive possível transformar um pacote .rpm em um pacote .deb, usando utilitários como o alien. Entretanto, devido às diferenças que existem entre uma distribuição e outra, não existe garantia de que um pacote do Fedora funcionará no Debian, por exemplo.

O próximo passo foi a criação dos gerenciadores de pacotes, programas que permitem baixar e instalar novos programas de forma automática, verificando as dependências e, caso necessário, baixar outros programas e bibliotecas de que o programa inicial precisa.

O primeiro que vem à mente é o apt-get, que é usado em um número assustador de distribuições. Para instalar o "pidgin", por exemplo, você precisaria apenas usar o:

# apt-get install pidgin

Existem ainda gerenciadores gráficos, como o Synaptic, que tornam a tarefa ainda mais amigável. Além do apt-get, outros exemplos de gerenciadores são o urpmi, usado no Mandriva, o yum, usado no Fedora e o zypper, usado no OpenSUSE.

Você pode perguntar por que não fazem como no Windows, onde cada programa tem seu instalador. Na verdade, muitos programas são distribuídos desta forma, como o Java, OpenOffice, Firefox, Thunderbird, VMware e diversos games. Nestes casos, você simplesmente executa o arquivo e o instalador se encarrega do resto da instalação.

O inconveniente é que estes pacotes são desenvolvidos para funcionarem em qualquer distribuição, por isso incluem todo tipo de bibliotecas e módulos de que o programa possa precisar, sem reaproveitar os componentes que você já tem instalados. Isso faz com que os pacotes sejam práticos de instalar, mas em compensação bem maiores (e mais pesados), assim como muitos dos programas do Windows.

Outra dificuldade é que não existe no Linux uma biblioteca gráfica padrão, que esteja disponível em qualquer distribuição. Ao usar um instalador gráfico que utilize a biblioteca QT (do KDE), por exemplo, usuários do Ubuntu e de outras distribuições onde ela não vem pré-instalada precisarão instalar um conjunto de pacotes adicionais antes de conseguirem abrir o instalador. Se usar um instalador baseado na biblioteca GTK, os usuários de distribuições baseados no KDE (onde o GTK geralmente não vem pré-instalado) é que terão dificuldades, e assim por diante.

Devido a isso, aplicativos comerciais como o VMware e também alguns drivers (como os drivers 3D da nVidia) utilizam instaladores em texto puro, de forma a poderem sem instalados sem dificuldades em qualquer distribuição.

Naturalmente, existem exceções, como no caso dos jogos que utilizam o instalador gráfico desenvolvido pela Loki, como o Quake 3, Unreal, Medal of Honour e outros. Caso esteja curioso, você pode baixar os instaladores e demos de muito jogos portados no http://darkstar.ist.utl.pt/pub/games/:

Estes instaladores quase sempre usam a extensão ".sh" e são fáceis de instalar, já que basta executar o arquivo no terminal para iniciar a instalação. Ao baixar o arquivo, ele sempre virá com a permissão de execução desmarcada, uma medida de segurança para prevenir acidentes com possíveis arquivos infectados com vírus e trojans. Apesar de parecer perda de tempo, esta é uma das medidas que mais contribui para a segurança geral do sistema em um desktop, pois você não corre o risco de executar um arquivo simplesmente por clicar por acidente em um link no navegador ou no leitor de e-mails: precisa realmente salvá-lo no HD, marcar a permissão de execução e finalmente executá-lo. Um vírus que se propagasse via e-mail encontraria um terreno muito menos fértil no Linux.

Para ativar a permissão de execução, use o comando "chmod +x", como em "chmod +x mohaa-lnx-1.11-beta3.run".

Muitos instaladores podem ser executados diretamente com seu login de usuário, desde que você instale o programa em uma pasta dentro do seu home. Outros realmente precisam ser executados como root. Você pode executar o programa diretamente pelo gerenciador de arquivos, clicando sobre ele, ou pelo terminal, usando o "./", como em "./mohaa-lnx-1.11-beta3.run".

Em resumo, podemos dizer que existem três formas de instalar programas no Linux:

1- Usar o apt-get ou outro gerenciador de pacotes para instalar pacotes próprios da distribuição em uso. Esta é a forma mais simples e menos passível de problemas, que você usa sempre que possível.

2- Programas com instaladores próprios, destinados a funcionar em várias distribuições. Eles também são simples de instalar, mas não tão simples quanto usar o apt-get. Muitos aplicativos proprietários são distribuídos apenas desta forma, como o VMware.

3- Instalar o programa a partir do código fonte, o que pode ser necessário no caso de aplicativos pouco comuns, que não estejam disponíveis de outra forma, e também no caso de muitos drivers, onde é necessário gerar um módulo personalizado para o kernel em uso.

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  1. 28 respostas para “Linux: Entendendo a questão dos aplicativos”

  2. rodrigo em 16 jan, 2009

    Lendo e aprendendo, esse é o mundo Linux. O preguiçoso aqui não tem vez!
    Comecei a me intereesar por Linux justamente quando tive contato com o site do gdh.
    Parabéns pelo tópico, continuem transmitindo conhecimento da forma simples e transparente como sempre fizeram.

  3. Aldi em 16 jan, 2009

    São ótimos esses tutoriais! Trabalho com informática faz 10 anos e nunca tentei usar Linux. Pretendo começar agora e esses tutoriais e dias postadas aqui são simples de entender. Ótimo trabalho!

  4. Anderson Carvalho em 16 jan, 2009

    Explicação clara e objetiva.
    Muito interessante pra quem está iniciando.

    Parabéns pelo trabalho Morimoto.

    Abraço

  5. douglas.makubex em 16 jan, 2009

    Instalar programas no linux não é mais um bicho de 7 cabeças, mas para os que não tem internet, pelo menos razoável não é uma experiencia muito gratificante. Seria legal ter aplicativos por Distribuição para baixar e instalar off-line.
    Ex: site do Fedora ter uma lista dos 10 aplicativos mais necessários para baixar e instalar off-line.

  6. Ricardo Rosa em 16 jan, 2009

    Douglas,
    O Debian costuma trazer boa parte de seu repositório no DVD ou no CD, é só pôr a mídia no disco e dar um apt-get install ou usar o Synaptic como root.

  7. Edson Bakana em 16 jan, 2009

    Quando usei o Linux a 1° vez em meados de 2000, foi um parto fazer o danado rodar no meu Pentium 100. Com a chegada do Kurumin, minha vida mudou :), graças aos ícones mágicos. Hoje com uma maquina bem mais nova, as vezes me surpreendo com a evolução. Minha multifuncional HP por exemplo, pra rodar no Windows, precisa ter instalado um driver pesado, que consome recursos do sistema. Já com o Ubuntu, é só conectar que já esta pronto para o uso.
    Evidente que ainda perco alguns fios de cabelo quando tenho que lidar com algum hardware não suportado, como o recente chipset da SiS em meu notebook, mas a comunidade rapidamente disponibiliza alguma solução, coisa que no Windows demora muito mais.
    Quanto aos aplicativos (foco da materia) não tenho do que reclamar, um exemplo recente e o do BRoffice, que assim que as novas regras gramaticais entraram em vigor já possuia o Verificador ortográfico atualizado, enquanto o tão poderoso MS Office sequer tem previsão para atualizar, e segundo o programa "Olhar digital" da Rede TV, quando a correção sair, será somente para a versão 2007. Vai entender né?

  8. Rod em 16 jan, 2009

    Parabéns!
    Realmente muito bom o artigo, claro e objetivo.

  9. Filipe em 16 jan, 2009

    XMMS para áudio?? Acho que ele está marcado como obsoleto na árvore do Deian, não existe mais suporte ou desenvolvimento. Uso o Audacious.

  10. zZz em 16 jan, 2009

    "…Corel pelo Inkscape, o Illustrator pelo Scribus…"

    Na verdade o Corel e o Illustrator servem pra basicamente a mesma coisa, trabalhar com gráficos vetoriais logo em teoria ambos seriam subistituídos pelo Inkscape (infelizmente na prática não é bem assim pois assim como o Gimp ele não servem muito bem para nós designer por faltar muitos recursos importantes). Quem o Scribus subistitui são os softwares de editoração(desktop Publishing) como o In Design, Pagemaker e Quark Express.

  11. Rafael Almeida em 17 jan, 2009

    Todo novo usuário deveria ler isso, ficou perfeitamente claro (e simples).

    Parabéns!!! :D

  12. Vladimir em 17 jan, 2009

    Acredito que, de uma certa forma, o aplicativo de código aberto e gratuito também acaba viabilizando o uso do Windows. Antigamente, gastava-se muito para comprar o Windows + Office + Photoshop, por exemplo. Hoje em dia, a pessoa pode pagar um valor menor pelo Windows (graças a fraca adesão ao Vista e ao crescimento de usuários de outros SOs), e ainda baixar o BrOffice e o Gimp. Isso se não adquirir uma licença OEM ao comprar um computador novo, que é bem mais barata. Um grande número de aplicativos de código aberto estão sendo portados para o Windows e, com o tempo, muitos farão parte do dia-a-dia dos usuários.
    Como disse, o código aberto tem também favorecido o uso legal do SO da Microsoft.

  13. Roberto em 17 jan, 2009

    Algo que, a meu ver, faltou comentar mais explicitamente no artigo, são as dificuldades de utilizar o Linux em algumas situações, como aquelas em que se tenta buscar respostas em tudo quando é forum para configurar xorg entre outras coisas para, por exemplo, fazer uma GForce FX5500 funcionar adequadamente no computador, e nada dá certo. Também os problemas com repositórios do Opensuse, a conexão à internet com o modem Thomson Speed Touch através do Mandriva, o ManDVD que só grava projetos na pasta /Home/Usuário no Opensuse 11. Vai se dizer que todo Sistema Operacional tem seus bugs e maneiras de solucionar problemas, mas se for obeservado bem, no Windows é mais fácil para um iniciante resolver um problema do que no Linux, sendo que até usuários razoavelmente experientes, às vezes, não conseguem solucionar e usar o sistema e seus programas de modo satisfatório.
    Creio que se fosse só uma questão de diferenças entre aplicativos do Linux e do Windows e modos de funcionamento dos sistemas, o Linux teria muito mais usuários do que atualmente tem. Mas o problema são os "problemas" no Linux.

  14. Ícaro Felipe em 17 jan, 2009

    Meus parabéns, Morimoto!

    O artigo ficou muito bom. Bem explicado para o usuário do Linux.

  15. Junior em 17 jan, 2009

    Realmente espero um dia que haja um "AutoCAD" para Linux, porque os que fazem por ai são muito fracos.
    Aliás não só eu como Engenheirros, Arquitetos, Designers, Engenheiros Mecânicos, Técnicos em Edificações etc etc.

  16. Fellipe Mendes em 17 jan, 2009

    Muito Bom o artigo

    Parabéns!

    Abra´zZ
    O/

  17. Antonio em 18 jan, 2009

    Roberto,
    Creio que o "problema" é que mta gente não é usar o Google!
    Se vc souber o que perguntar, o Oráculo, ops, digo, o Google certamente terá uma solução pro seu "problema"! :)

  18. Antonio em 18 jan, 2009

    Ops, cometi um erro de digitação no comentário anterior…
    Onde se lê "Creio que o "problema" é que mta gente não é usar o Google!" deveria ser:

    "Creio que o "problema" é que mta gente não sabe usar o Google!"

  19. Moreno em 18 jan, 2009

    De acordo Antonio!
    Concordo com o que foi dito acima sobre o excelente texto, que é muito interessante para quem está iniciando no Linux.

    Creio também que que apesar de ter excelente arquivos .pdf na rede, poderia aparecer por aqui dicas de como perguntar ao oráculo (a sintaxe da busca), complementando o texto que ja lemos; já que para um usuário iniciante, ate mesmo talvez talvez para um usuário mais experiente isso é desconhecido; facilitando ainda mais resolver os "problemas" do Linux.

    Com relação a qual aplicativo e SO utilizar depende do que realmente o usuário precisa para seu trabalho, ou estudo, isso porque como foi dito no texto, alguns programas como o AutoCAD, ainda não temos similar para o Linux, obrigando o usuário a utilizar windows. Ainda não configurei uma GForce FX5500 no SuSE, a conexão com a internet com um Thomson Speed Touch através do Mandriva, ou utilizei o ManDVD que só grava projetos na pasta /Home/Usuário no Opensuse 11, no entanto sei que existem distros que tem melhor suporte para determinado hardware, facilitanto, diminuindo ou aumentando a complexidade da configuração. Esse tipo de situação pode realmente desanimar um usuário com falta de ânimo, mas nada que o oráculo, ou o Google não ajude.

  20. Roberto em 18 jan, 2009

    Comentários desonestos e tendenciosos não ajudam a esclarecer as coisas nem a ganhar a confiança de um usuário que queira iniciar o uso do Linux e vê que as coisas não são bem como se diz nas apologias ao Linux e nos artigos que mostram tendenciosamente as "deficiências" do Linux.
    Como qualquer pessoa pode ler, não disse que tentei configurar GeForce no Suse. Disse que há situações em que "em que se tenta buscar respostas em tudo quando é forum" e não encontramos as resposta ou é um bug da distribuição, driver etc.
    Eu já pesquisei em foruns diversos para resolver alguns problemas e, muitas das vezes, não havia solução mesmo. Como no caso do Mandriva, do ManDVD, e, talvez, até da GeForce no Debian Lenny. Seguia todos os procedimentos para alterar o xorg, vi até uma explicação de que era uma questão de tipo fonte etc. Mas não deu certo. A distro que dava melhor suporte ao meu micro era o Opensuse, a única na qual me era possivel configurar adequadamente a placa de vídeo. Mesmo assim há o problema da aceleração 3D no OpenSuse, dos repositórios e suas dependências, entre outros diversos. O Amarok, no Opensuse, deixava de funcionar se fosse atualizado. Muitas vezes, o usuário perde mais tempo arrumando o sistema do que propriamente usando para seu proveito.
    Com relação ao Google e aos comentários desonestos sobre procurar no Google, as 2 pessoas acima não sabem se eu procurei adequadamente no Google e se eu sei procurar. Há pouco tempo atrás, foi publicado no Baixaki um pequeno tutorial sobre como pesquisar no Google. Creio que o problema são os "problemas" no Linux e não saber procurar no Google para consertar o sistema. Mencionar isso é uma maneira de desfocar a atenção para os bugs do Linux, criticando quem tem uma opinião diferente. Quem vai se interessar por começar a usar um sistema que, depois de instalado, implicitamente traz essa mensagem: "Parabéns! Agora que você me instalou, mãos à obra, vamos pesquisar no Google e consertar os meus problemas".

  21. Carlos Morimoto em 18 jan, 2009

    Essa questão de pesquisar ou não pesquisar é um assunto complicado realmente.

    Por um lado, temos alguns usuários que realmente abusam, postando perguntas óbvias e assim congestionando os fóruns. Por outro temos também muitos casos de desenvolvedores desleixados, que usam o argumento da "falta de pesquisa" como desculpa para não fazerem seu trabalho. Essa questão do driver da nVidia é um bom exemplo. A nVidia disponibiliza 4 drivers diferentes para Linux, que se aplicam a diferentes placas.

    Ao fazer uma ferramenta de instalação automática, é necessário criar uma função de detecte a placa instalada pelo pciid e decida qual driver usar com base nisso.
    O grande problema é que isso representa um grande trabalho manual, pois você precisa reunir um grande volume de códigos de identificação e relacioná-los com as versões corretas dos drivers, além de incluir workarounds para problemas comuns.

    Na maioria das distribuições, os empacotadores não se dão o trabalho de fazer isso, optando por criar um pacote ou instalador "tamanho único" que instala uma versão específica do driver. Como resultado, a instalação falha para parte dos usuários e eles acabam tendo que ir caçar no google a solução para o problema. Quando você multiplica isso pelo número de situações onde estes deslizes acontecem e pelo número de distribuições em uso, tem uma idéia da dimensão do problema.

  22. Freeosbr em 18 jan, 2009

    Pra mim o Linux foi um divisor de águas, eu costumo fazer uma analogia que se refere ao filme Matrix, no que se refere ao tomar uma das duas pilulas. A vermelha o levará ao mundo real e sem muitas coisas bonitas mas que realmente funcionam. Já a azul tudo ficará bonitinho e como sempre foram sem demandar esforço de aprendizado ou o que o valha, mas com N problemas.
    No caso da pilula vermelha significaria o Linux e seu poderio todo que enquanto vc não pode sequer imaginar navegar na web, ouvir musica, ou gravar um cd em modo texto no windows, no Linux isso é corriqueiro, claro vai demandar aprendizado, etc, etc, etc.
    Mas, que diferença hein?
    O que dificulta muito é com relação a alguns fabricantes de hardwares que não disponibilizam drivers ou as especificações do hardware para os desenvolvedores criarem os drivers para usá-los no Linux. Embora isso tenha diminuido muito ultimamente.
    Hoje mesmo tive problemas com minha placa mãe onde tenho o Kurumin 7 instalado e tenho o windows xp em dual boot para atender clientes em algumas ocasiões com helpdesk. O Kurumin iniciou normalmente sem nenhum problema, mesmo porque o que poderia dar problemas seria a placa de vídeo que por sorte é offboard, já o xp BSOD (Tela Azul) direto reboota e não vai nem a pau. Conclusão, vou ter que reinstalar o xp novamente. Mas ainda bem que não perdi meus arquivos que na sua grande maioria ficam no Kurumim.
    Inclusive o meu início no Linux nem foi no Kurumin, comecei com um mais complicado, o Conectiva 8 que veio junto com uma revista, segui o passo-a-passo e pronto já estava com o meu Linux funcionando, mas sem a internet pois na época o meu modem era um softmodem PCTel, e não havia drivers para eles na época e eu também não sabia como instalar e configurar. So um bom tempo depois me deparei com o Kurumin 2. qualquer coisa, e logo em seguida o 3.0, 3.1, 3.2, etc, hoje ainda uso o Kurumin 7 de onde eu estou escrevendo este post.
    Tudo depende de você, não existe limites para a mente humana, depende de você estudar, lêr, enfim procurar solucionar os problemas que vão ocorrendo e com isso aquirindo mais conhecimento e compartilhando também, isso é o mais importante na Comunidade Linux, com C maiúsculo sim pois só quem conhece a comunidade sabe da sua importância.
    Um forte abraço a todos.
    Valeu Nihondin!

  23. João Lucas B. Macedo em 19 jan, 2009

    Parabéns Morimoto.

    Esses artigos são muito esclarecedores para iniciantes no mundo Linux.
    E os textos são sempre completos e claros.

    Aguardamos por mais.

  24. Rob Ville em 19 jan, 2009

    Para pessoas como eu, que são apenas curiosas, esses artigos são excelentes.

    Comecei a usar Linux com o Kurumin 5 em Live CD. O primeiro que instalei no hd fio o Ubuntu que uso até hoje em dual boot com o XP. A cada nova versão percebo que o Ubuntu está mais eficiente e mais prático, mas ainda falta melhorar o desempenho (uso o 8.04, não sei se o 8.10 é mais veloz) pois lembro que o Kurumin 7, mesmo pelo Live CD, voava de tão veloz.

    E já espero pelo próximo tuto!

  25. Jeferson em 22 jan, 2009

    Excelente texto!
    Mudar do Windows para o Linux é preciso também um pouco de curiosidade, procurar por programas similares os do que são utilizados pelo Windows, como diz no texto.

    Também existe um mito, para todas as pessoas que eu recomendo a maioria diz a mesma coisa: "O problema do Linux é que não existe quase programa nenhum pra ele.", eu vou mostro todos os programas que existem no meu pc para todos verem que estão enganados.

    Eu começei utilizando o slackware 10.4 que veio em uma revista que comprei, em seguida experimentei o kurumin 7 e gostei, utilizei ele como sistema principal por muito tempo, em seguida mudei para o Ubuntu, e só uso ele deste a versão 7.04.

    Eu comfesso que não sinto a menor falta do Windows.

  26. Luiscf em 23 jan, 2009

    Os textos explicativos, são excelente,com um pouco de atenção vc apredende de tudo…

  27. Jenifer em 25 jan, 2009

    Descupem alguns erros de ortográfica irei reescrever.

    Olá, eu como iniciante e na minha opinião acho que deveria ser mais claro, ótimo o senhor por exemplo explicol o significado dos 3 pacotes, mas algumas palavras e simbolos não como "GForce FX5500" eu iniciante não sei o significado.Deveria ser mais transparente quero dizer que deveria ser mais detalhado para melhores entendimentos.

    bjsss e obrigada pelo artigo, muito bom como disse só precisa de mais detalhes.

  28. Loco em 26 jan, 2009

    Achei esse aqui também

    http://www.scribd.com/doc/2461775/Livro-A-Computacao-Pessoal-e-o-Sistema-Operacional-Linux-0-3

  29. no_stress19 em 19 mai, 2009

    Realmente, este texto ajuda realmente a entender de onde vem os problemas que encontramos no linux, logo quando migramos do windows, pois à primeira vista parece que eles surgem do nada, mas na verdade tem uma razão de ser.
    Quanto ao fato de alguns problemas não terem solução, como foi colocado mais acima, infelizmente nada é perfeito. A plataforma windows, pelo fato de ser desenvolvida por um único desenvolvedor, possui uma compatibilidade enorme entre as versões existentes, e o SO é um só, não é como no linux que temos essa diversidade tão grande. Mas em compensação temos um problema gravíssimo que é a segurança. E aí temos que despender mais uma fortuna com antivírus de qualidade, usar um antivírus gratuito que não é tão eficiente, ou simplesmente ficar vulnerável e ter que formatar ou restaurar todo o dia o sistema.
    No linux o forte é a segurança, mas em algumas situações o usuário tem que ser um programador para adequar o pc às suas necessidades. Então acredito que o que cabe aqui não é discutir quem é o melhor, o que aceita os drivers ou o que permite instalar programas. Cada um sabe das suas necessidades e o que vai supri-las de forma eficaz.
    E quanto ao Auto-cad, enquanto não sai um auto-cad pra linux de qualidade, o wine está aí pra isso!! :D


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